Percorrer por autor "Pilato, Giovanni"
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- Systematic review: terapia da polpa vital com materiais biocerâmicosPublication . Pilato, Giovanni; Matos, Miguel AlbuquerqueObjetivo: Esta revisão teve como objetivo analisar a eficácia clínica e biológica da terapia pulpar vital (TPV) com o uso de materiais biocerâmicos em dentes permanentes, com especial atenção para a sua aplicação em casos diagnosticados com pulpite irreversível. Pretendeu-se ainda comparar o desempenho dos biocerâmicos de primeira geração, como o MTA, com os materiais de segunda geração, atualmente mais utilizados na prática clínica. Materiais e Métodos: Foi efetuada uma pesquisa sistemática da literatura nas bases de dados PubMed, ScienceDirect, Cochrane Library e B-On, abrangendo publicações entre 2019 e 2024. Foram incluídos ensaios clínicos randomizados (ECRs) e séries de casos que utilizaram materiais como Biodentine®, iRoot BP Plus®, Bio-C Pulpo® e TheraCal LC® em procedimentos de capeamento pulpar direto, pulpotomia parcial e total. A qualidade metodológica dos estudos foi avaliada com base na checklist do Joanna Briggs Institute (JBI). Resultados: A análise incluiu cinco ensaios clínicos e uma série de casos. Os materiais biocerâmicos de segunda geração demonstraram resultados clínicos e radiográficos muito positivos, com taxas de sucesso superiores a 90%. Entre as vantagens observadas destacam-se o tempo de presa reduzido, a maior facilidade de aplicação clínica, a ausência de descoloração dentária e uma resposta biológica mais favorável. A nível histológico, evidenciou-se a formação consistente de dentina reparadora e a ausência de sinais de inflamação crónica, refletindo a capacidade regenerativa destes materiais sobre o tecido pulpar. Conclusão: Os materiais biocerâmicos mais recentes representam uma alternativa moderna, segura e eficaz à Endodontia convencional, permitindo preservar a vitalidade pulpar mesmo em dentes permanentes maduros com inflamação. As suas propriedades físico-químicas e biológicas sustentam a adoção de uma abordagem minimamente invasiva e orientada para a regeneração. Ainda assim, são necessários mais estudos clínicos, com amostras mais alargadas e seguimentos de longo prazo, para consolidar a evidência atualmente disponível.
