Browsing by Author "Pacheco, Raquel Cabral"
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- Intervenção precoce na infância: uma abordagem ao risco ambiental na região autónoma dos AçoresPublication . Pacheco, Raquel Cabral; Coelho, Fátima; Saavedra, LuísaO desenvolvimento da criança depende do contexto familiar onde a criança está inserida. Os “outcomes” que a criança alcança dependem dos padrões de interação familiar, onde se incluem a qualidade das interações familiares, as experiências proporcionadas pela família, bem como aspetos relacionados com os cuidados básicos saúde e segurança. Este estudo exploratório do tipo misto (quantitativo e qualitativo) foi conduzido no pressuposto de que o conhecimento das circunstâncias ambientais das crianças e famílias pode contribuir para a definição de estratégias preventivas, para a valorização dos fatores de risco ambientais na sinalização o mais cedo possível e na elegibilidade das crianças para os programas de intervenção precoce na infância (IPI). Procurou-se avaliar a qualidade dos padrões de interação familiar nas crianças identificadas com risco ambiental, apoiadas pelos Serviços de Intervenção Precoce na Região Autónoma dos Açores. Desenvolveu-se três questionários: Ficha de Caracterização dos Serviços e Equipas e Tabela de Predominância dos Fatores de Risco Ambientais preenchido por sete Serviços de Intervenção Precoce dos Açores; a partir de uma amostra de conveniência, correspondente às crianças em situação de risco ambiental ou risco agregado (biológico e ambiental) apoiadas pelo Serviço de Intervenção Precoce de Ponta Delgada, aplicou-se o Questionário de Avaliação dos Padrões de Interação Familiar. Constituiu-se um Focus Group composto pelos coordenadores e técnicos com mais anos de experiência das equipas de Intervenção Precoce da ilha de S. Miguel, pretendendo-se analisar os critérios de elegibilidade adotados pelas equipas e importância atribuída aos resultados dos programas de IPI no desenvolvimento das crianças com risco ambiental. Os resultados apontam que os padrões de interação familiar das crianças de risco ambiental tendem a ser mais baixos à medida que aumenta o número de fatores de risco, principalmente nos domínios das transações familiares e dos cuidados de saúde e segurança. Por outro lado, revela-nos ainda, grande assimetrias no funcionamento dos Serviços de Intervenção Precoce (SIP) da Região Autónoma dos Açores (RAA).
