Percorrer por autor "Guerreiro, Adriana Maria Alves"
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- O que a Escola escreve dentro de Mim: a disortografia e o seu impacte no autoconceito e na motivação escolarPublication . Guerreiro, Adriana Maria Alves; Ventura, TerezaA aprendizagem é um exercício de singularidade, uma vez que mobiliza um complexo sistema de variáveis de ordem sociocultural, psicoafetiva e neurobiológica, em cada uma das crianças. Por essa razão, é fácil compreender que deva ser adaptado às diferentes capacidades e motivações, ritmos e interesses dos alunos, quer eles possuam, ou não, necessidades educativas especiais (NEE). Ser professor é então uma missão de extrema exigência, muito para além da mera transmissão de conhecimentos. Na verdade, tão exigente quanto “poderosa”, já que a matéria-prima são crianças em desenvolvimento. O professor deve compreender as necessidades de cada um e incentivar o percurso individual, espicaçar a descoberta do mundo. Segundo Alves (2004), “Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados. O que elas amam são pássaros em vôo. Existem para dar aos pássaros coragem para voar. Ensinar o vôo, isso elas não podem fazer, porque o vôo já nasce dentro dos pássaros. O vôo não pode ser ensinado. Só pode ser encorajado.” O presente trabalho pretendeu perceber se as dificuldades de aprendizagem específicas (DAE), em especial a disortografia, poderão afetar o autoconceito e a motivação escolar dos aluno. Será a disortografia uma “gaiola” por si só? Ou poderá um professor “dar asas” a um aluno com esta problemática? Relacionaram-se diferentes variáveis (disortografia / autoconceito / motivação / desempenho escolar) usando uma metodologia mista, triangulando abordagens quantitativa e qualitativa e verificaram-se resultados claros. Nos casos em estudo foi evidente que, à medida que avança a idade diminui o autoconceito e autoestima, sendo que há igualmente um claro decréscimo no investimento perante a escola. Estar-se-á a construir gaiolas ou a dar asas?!
