Percorrer por autor "Gomes, Diana Beatriz Conceição"
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- Colonização por Staphylococcus aureus resistente à meticilina em instituições hospitalares europeiasPublication . Gomes, Diana Beatriz Conceição; Machado, ElisabeteStaphylococcus aureus é uma bactéria de Gram positivo, que pode ser encontrada em cerca de 20-40% da população. É responsável por inúmeras infeções dos tecidos moles (piodermites superficiais, piodermites profundas) e infeções potencialmente fatais. Após a descoberta da Penicilina G, a resistência a este antibiótico emergiu rapidamente em S. aureus, devido à produção de -lactamases plasmídicas. Em alternativa, a meticilina começou a ser utilizada na prática clínica, sendo a única penicilina semissintética resistente às β-lactamases. Contudo, cerca de um ano mais tarde, foram isoladas as primeiras estirpes de S. aureus resistentes à meticilina, passando desta forma a designar-se de MRSA (Staphylococcus aureus resistentes à meticilina). A colonização de doentes por MRSA é altamente prevalente em todo o mundo. Nesta revisão bibliográfica, avaliou-se, em termos epidemiológicos, a prevalência de colonização por MRSA nas unidades hospitalares europeias. Atualmente, as taxas de colonização por HA-MRSA têm vindo a diminuir na maioria dos países europeus, incluindo Portugal. Acredita-se que esta diminuição se deve à implementação de protocolos e normas de controlo e prevenção da transmissão de MRSA, como a implementação de rastreios de colonização por MRSA, descolonização e Precauções Básicas de Controlo de Infeção (PBCI). A disseminação de CA-MRSA é uma preocupação global, uma vez que se caracteriza por maior virulência, devido à capacidade de produção da toxina PVL e pelo facto de que esta estirpe se poder disseminar pelas unidades de cuidado de saúde. Isolados de MRSA em animais para consumo humano, LA-MRSA, principalmente em suínos, têm vindo a aumentar nos últimos anos devido ao uso excessivo de antibióticos na pecuária. Este estudo concluiu que é essencial a realização de rastreios de colonização por MRSA na admissão para internamento e a procura de alternativas farmacológicas para a descolonização por MRSA, dado o aumento significativo nas resistências à mupirocina. Atualmente, encontram-se em desenvolvimento vacinas, podendo tornar-se numa medida eficaz de prevenção de colonização e infeção por MRSA.
