Percorrer por autor "Ferreira, Sandra Cristina da Silva"
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- Colite pseudomembranosa associada aos antibacterianosPublication . Ferreira, Sandra Cristina da Silva; Sousa, João CarlosOs antibióticos antibacterianos têm um tropismo para as células procariotas, exercendo a sua ação bactericida ou bacteriostática sobre estas. No entanto, apesar da sua especificidade, os antibióticos podem ter efeitos tóxicos nas células humanas, dando origem às reações adversas. A colite pseudomembranosa foi descrita pela primeira vez em 1893 por Finney, sendo uma doença infeciosa que surge geralmente na sequência de antibioterapia prévia, tendo como principal agente etiológico o Clostridium difficile. Esta trata-se de uma entidade com taxa de mortalidade elevada, rondando os 20 a 30% e onde as recorrências são comuns. A infeção por C.difficile é das mais incidentes adquiridas em indivíduos hospitalizados. Os antibióticos provocam a alteração da flora intestinal normal permitindo a colonização pelo C.difficile, que em condições apropriadas leva à ocorrência de sintomatologia. Os antibióticos mais implicados são os de largo espetro, tendo-se como exemplo as penicilinas associadas a beta lactamases e a clindamicina, possuindo estes um largo impacto na microbiota intestinal. Existem vários métodos de diagnóstico laboratorial para testar amostras fecais à procura dos bacilos e/ou suas toxinas para confirmação deste tipo de infeção, bem como métodos de visualização direta e estudos de imagem abdominal (diagnóstico clínico). No que respeita ao tratamento, a vancomicina e o metronidazol são os fármacos mais utilizados na infeção por C.difficile, havendo variações conforme a gravidade da doença. Embora a maioria das infeções respondam à terapêutica disponível, a infeção pode aumentar a morbilidade, prolongar a hospitalização, e mesmo colocar a vida do doente em risco, pelo que o uso racional dos antibacterianos é de extrema importância, bem como as restantes medidas de prevenção.
