Percorrer por autor "Dery, Eytan"
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- Restaurações dentárias conservadoras com facetas ultrafinas: revisão integrativaPublication . Dery, Eytan; Monteiro, BeatrizIntrodução: Nas últimas décadas, a crescente procura por tratamentos estéticos dentários levou ao desenvolvimento de tratamentos conservadores utilizando técnicas minimamente invasivas. Entre estas, as facetas cerâmicas ultrafinas ganharam popularidade devido à sua capacidade de melhorar a aparência dentária, preservando a estrutura natural do dente. Estas facetas que variam entre 0,2 a 0,5 mm de espessura, beneficiam dos avanços nos sistemas adesivos e materiais cerâmicos, oferecendo uma excelente biocompatibilidade, estética e aceitação por parte do paciente. Ao contrário das facetas convencionais, as facetas ultrafinas requerem uma preparação dentária mínima ou inexistente, reduzindo a necessidade de anestesia e permitindo procedimentos mais rápidos e menos invasivos. Estas facetas surgem como uma alternativa minimamente invasiva, mas ainda há a necessidade de consolidar evidências científicas sobre a sua eficácia e indicações. Objetivo: Realizar uma revisão integrativa da literatura sobre a utilização de facetas ultrafinas na restauração dentária, contribuindo para a compreensão de suas vantagens, desvantagens, aplicabilidade clínica, bem como a taxa de sobrevivência e sucesso clínico. Metodologia: Para a elaboração deste trabalho foi efetuada uma pesquisa bibliográfica nas bases de dados PubMed e Google Scholar, recorrendo a palavras chave combinadas com os operadores booleanos AND e/ou OR. Foram considerados os artigos publicados entre 2015 e 2025, com tipologia de ensaios clínicos. Os artigos foram selecionados de acordo com os critérios de inclusão e exclusão previamente determinados. Com este trabalho pretende-se dar resposta à seguinte questão: “Haverá diferença na taxa de sobrevivência/sucesso clínico das facetas cerâmicas ultrafinas comparativamente às facetas convencionais?” Resultados: As taxas de sobrevivência das facetas cerâmicas variaram entre 90,33% a 100%, com a maioria dos estudos a reportar valores acima dos 95%, especialmente para facetas sem preparação ou preparação mínima. As cerâmicas de dissilicato de lítio e feldspáticas apresentaram uma elevada fiabilidade. As taxas de sucesso clínico também foram elevadas, ultrapassando os 90% na maioria dos estudos. As facetas sem preparação ou minimamente invasivas tiveram geralmente melhor desempenho do que as convencionais. O tipo de preparação influenciou o risco de falha, no entanto, alguns estudos não encontraram diferença significativa na ocorrência de falha entre os tipos de preparação. Conclusão: As facetas cerâmicas ultrafinas são uma opção fiável e conservadora em medicina dentária restauradora, apresentando elevadas taxas de sobrevivência e sucesso clínico, particularmente com uma preparação mínima ou inexistente. Estudos futuros com métodos padronizados e follow-up mais longo são essenciais para confirmar a longevidade clínica e a eficácia das facetas ultrafinas em diversas populações de pacientes.
