Percorrer por autor "Corchia, Roman William Meyer Guedj"
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- Abordagem em medicina dentária na prevenção da malignização da eritroplasia oral: revisão scopingPublication . Corchia, Roman William Meyer Guedj; Pereira, Sofia; Costa, CéuIntrodução: A eritroplasia oral é uma das lesões orais potencialmente malignas mais preocupantes devido ao seu elevado risco de transformação maligna. Apesar da sua baixa prevalência, a eritroplasia oral apresenta-se frequentemente já associada a displasia grave ou carcinoma in situ no momento do diagnóstico. O papel do médico dentista é crucial no rastreio em cuidados primários, mas os métodos de diagnóstico continuam a apresentar limitações. Objetivo: Esta scoping review pretende identificar as características clínicas e histopatológicas da eritroplasia oral, analisar as estratégias atuais de rastreio, diagnóstico e tratamento/acompanhamento, reforçando o papel do médico dentista na deteção precoce. Metodologia: Foi realizada uma scoping review seguindo a metodologia PRISMA. A pesquisa foi efetuada nas bases de dados PubMed, Web of Science e B-on, de artigos publicados entre 2015 e 2025 em língua portuguesa, inglesa e francesa. Foram aplicados termos relacionados com eritroplasia oral, diagnóstico, tratamento e abordagem clínica. Dos 2448 artigos inicialmente identificados, 9 cumpriram os critérios de inclusão e foram analisados de forma descritiva. Resultados: Estudos confirmam que a eritroplasia oral apresenta frequentemente displasia epitelial grave, carcinoma in situ ou carcinoma invasivo aquando do diagnóstico. A biópsia com exame histopatológico mostrou-se o método mais indicado para o diagnóstico da eritroplasia. Métodos complementares, como a coloração vital com azul de toluidina, imagiologia por banda estreita (NBI), colposcopia oral, e inteligência artificial, demonstraram utilidade para orientar o local da biópsia e melhorar a deteção precoce. A excisão cirúrgica constitui o tratamento de eleição, reduzindo em mais de 50% o risco de transformação maligna, mas não elimina a necessidade de vigilância clínica rigorosa e biópsias repetidas. Conclusões: A eritroplasia oral, apesar de rara, não deve ser desvalorizada, dado a sua elevada taxa de transformação maligna. Para além da biopsia histopatológica, o desenvolvimento ou a consolidação de novas abordagens diagnósticas, a uniformização dos protocolos e o reforço do papel preventivo do médico dentista no rastreio em cuidados primários, constituem uma prioridade para reduzir significativamente a prevalência do cancro oral e melhorar o prognóstico dos pacientes com eritroplasia oral.
