Percorrer por autor "Castro, Filipa Alexandra Leite de"
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- Riscos climáticos e avaliação de ativos: o impacto dos fatores ESGPublication . Castro, Filipa Alexandra Leite de; Rocha, FátimaO presente projeto de graduação analisa a integração dos fatores ESG na avaliação de ativos financeiros, focando-se no impacto material dos riscos climáticos sobre o tecido empresarial. Num cenário macroeconómico e regulatório em célere mutação, impulsionado pela introdução das normas europeias de reporte de sustentabilidade (ESRS) do EFRAG e pelas diretrizes prudenciais do Banco Central Europeu, os riscos ambientais transitaram de meras externalidades para vetores críticos de risco financeiro material. Adotando uma metodologia qualitativa assente num estudo de caso múltiplo, a investigação examina e compara as estratégias de duas grandes empresas cotadas no mercado português, operando em setores distintos: a Sonae, exposta predominantemente a riscos climáticos físicos, e a The Navigator Company, altamente influenciada por riscos de transição. Através da análise documental dos relatórios financeiros e de sustentabilidade de 2025, o estudo demonstra como os fenómenos climáticos extremos e a descarbonização impactam diretamente as demonstrações financeiras das organizações. Os resultados revelam que a Sonae mitiga os riscos físicos agudos através da proteção do justo valor dos seus ativos imobiliários (Sonae Sierra) e do fortalecimento de sistemas de gestão de risco corporativo (Enterprise-Wide Risk Management). Por sua vez, a Navigator responde aos riscos de transição por via de uma reconfiguração expressiva do seu investimento de capital (CapEx), direcionando recursos significativos para a eficiência energética e transição fabril a fim de evitar a obsolescência de ativos (stranded assets). Conclui-se que uma governação robusta e um desempenho ESG sólido atuam diretamente como redutores do prémio de risco e do custo médio ponderado de capital (WACC), preservando o valor e a continuidade das empresas. Adicionalmente, o estudo adverte para a premente necessidade de transpor estas práticas de resiliência e planos de contingência climática para o universo das Pequenas e Médias Empresas (PMEs) em Portugal, cuja vulnerabilidade estrutural ameaça a sua estabilidade operacional e avaliação de mercado.
