Percorrer por autor "Barros, Eva Emanuela Soares da Silva"
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- Nanomedicinas para o cancro: o desenvolvimento de novas alternativas terapêuticasPublication . Barros, Eva Emanuela Soares da Silva; Souto, Eliana B.A aplicação da nanotecnologia à medicina permitiu o desenvolvimento de sistemas inovadores transportadores de substância ativas à escala nanométrica, esta que oferece propriedades adicionais às de tamanho vulgar. O cancro é mundialmente determinante na mortalidade. As terapias convencionais conseguiram uma ligeira diminuição na mortalidade, à troca de riscos e efeitos adversos graves que muitas vezes são deixam solução senão arriscar aceitá-los na falta de alternativas terapêuticas. A nanomedicina surgiu como possibilidade de se tornar uma alternativa, demonstrando potencial para minimizar os efeitos adversos e aumentar a sobrevida e qualidade de vida do doente. Através do estudo profundo do ambiente e fisiologia tumoral, e das propriedades únicas da nanoescala tornou possível hoje existir nanomedicinas aprovadas e em uso clínico. Estas que, apesar de pouco desenvolvidas já representam uma alternativa em alguns cancros, abriram principalmente horizontes a novos rumos e novas ideias de investigação na terapia oncológica. The application of nanotechnology in medicine has enabled the development of innovative drug carriers at the nanoscale, offering additional properties when compared to ordinary size. Cancer is determining mortality worldwide. Conventional therapies achieved a slight decrease in mortality, frequently associated to toxicological risks and serious side effects, but in many cases the former are the only solution in the absence of therapeutic alternatives. Nanomedicine has emerged as an alternative, demonstrating its potential to minimize adverse side effects and improve survival and quality of life of the patient. Through in-depth study of the environment and tumor physiology, associated to the unique properties of nanoscale, few nanomedicines have been already approved and many are in clinical use. Although undeveloped, they already represent an alternative in some cancers, and new horizons are openning new ideas and directions towards research in cancer therapy.
- Nanopartículas como sistemas de transporte de RNAs regulatórios em terapias para o cancro oral: avanços e aplicações clínicas – uma revisão narrativaPublication . Barros, Eva Emanuela Soares da Silva; Mendes, Daniela Martins; Fernandes, RubenO carcinoma oral de células escamosas (OSCC) representa a forma mais prevalente de cancro oral, caracterizando-se por elevada agressividade biológica, invasão local precoce, risco de metastização regional e alta taxa de recorrência. O diagnóstico continua frequentemente a ocorrer em fases avançadas da doença, o que condiciona a eficácia terapêutica e contribui para a elevada morbilidade. As abordagens convencionais — cirurgia, quimioterapia e radioterapia — associam-se a efeitos adversos severos e sequelas permanentes, muitas vezes com impacto funcional e estético irreversível. Além disso, a resistência terapêutica, tanto primária como adquirida, limita significativamente a resposta ao tratamento e a sobrevivência global dos pacientes. Neste contexto, as nanomedicinas emergem como uma estratégia inovadora para ultrapassar estas limitações, sobretudo através do uso de nanopartículas projetadas para a entrega dirigida de terapias baseadas em RNA regulatório. Estes RNAs — incluindo microRNAs (miRNA), small interfering RNAs (siRNA) e long non-coding RNAs (lncRNA) — atuam ao nível pós-transcricional, modulando seletivamente a expressão de oncogenes ou genes supressores tumorais. A sua aplicação terapêutica tem sido dificultada por problemas de estabilidade, imunogenicidade e falta de especificidade, desafios que podem ser eficazmente superados pela associação a nanopartículas inteligentes. As nanopartículas descritas nos estudos analisados incluem estruturas lipídicas, poliméricas, metálicas, híbridas e biológicas (como exossomas), com propriedades adaptadas ao microambiente tumoral. Estas plataformas demonstraram capacidade para aumentar a estabilidade sistémica dos RNAs, promover acumulação seletiva no tumor, e libertação da carga em resposta a estímulos específicos como pH, glutationa ou enzimas tumorais. Diversos estudos in vivo revelaram efeitos antitumorais significativos — incluindo redução do volume tumoral, inibição da angiogénese, apoptose tumoral e reversão de resistência a fármacos clássicos como a cisplatina — confirmando o potencial desta abordagem como alternativa terapêutica eficaz e de menor toxicidade para o tratamento do OSCC.
