Percorrer por autor "Barreiros, Fabiana Fernandes"
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- Alimentação, stresse e ciclo menstrualPublication . Barreiros, Fabiana Fernandes; Silva, RaquelO stresse é uma constante no nosso dia-a-dia e desempenha um papel importantíssimo a nível do bem-estar físico e psíquico de cada pessoa. Estudos realizados no âmbito do ensino superior tem constatado que o stresse varia em função do sexo dos estudantes, sendo que as raparigas experienciam níveis mais elevados de stresse que os rapazes. As épocas de exames correspondem a momentos chave na vida dos estudantes e há muito que tem sido utilizados para estudar como os stressores do quotidiano conduzem a mudanças psicológicas e fisiológicas. No que diz respeito à alimentação, existe uma tendência documentada, durante a permanência no ensino universitário, de alterações de índole negativa nos hábitos alimentares: são comuns a omissão de refeições, a ingestão de alimentos de elevada densidade energética fora do horário das mesmas e a ingestão crescente de alimentos fora do domicílio e/ou do tipo fast-food. Com terceiro vértice deste trabalho surge o ciclo menstrual, garante da sobrevivência da nossa espécie e também um complexo influente no comportamento humano. Uma grande parte da literatura científica aponta para uma intrincada relação entre o stresse, a caracterização do ciclo menstrual e os hábitos alimentares. Com este trabalho procurou-se caracterizar os níveis de stresse, hábitos alimentares e relacioná-los com possíveis alterações no ciclo menstrual em estudantes universitárias, fazendo a análise em dois momentos distintos, antes e durante o período de avaliações académicas. O estudo incidiu sobre uma amostra de 256 mulheres, alunas da Universidade Fernando Pessoa, com idades compreendidas entre os 18 e 34 anos, a quem foram aplicados questionários que permitiram a recolha de dados sociodemográficos, antropométricos, clínicos e ginecológicos, hábitos alimentares, sono e de stresse. Concluiu-se que o ensino superior é por si só um indutor de stresse com repercussões efetivas, sendo a época de exames académicos um stressor importante, dado que o valor obtido na escala EPS aumentou de 23,3±5,3 na primeira avaliação para 26,5±4,9 na segunda avaliação. Foram confirmadas deficiências a níveis das escolhas alimentares nas estudantes, agravadas pelo fator época de exames, com uma tendência para o consumo de alimentos ricos em açúcar e gordura, como chocolates e fritos e relatadas alterações congruentes no ciclo menstrual, como a diminuição da duração do período menstrual e do ciclo menstrual.
