Percorrer por autor "Alves, Dany Michel Taveira"
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- Nanocápsulas obtidas por automontagem eletrostática como sistemas de libertação controlada de fármacosPublication . Alves, Dany Michel Taveira; Barreira, SérgioAs formas farmacêuticas convencionais possuem inconvenientes que incluem baixa biodisponibilidade, baixa estabilidade in vivo, baixa solubilidade e absorção intestinal, dificuldades na entrega sustentada e direcionada para o local de ação, fraca eficácia terapêutica, efeitos laterais, e causam flutuações na concentração plasmática que, por via disso, ou fica abaixo da mínima eficaz, ou excede a terapêutica segura. A nanotecnologia surge como uma abordagem alternativa para superar estes desafios, através do desenvolvimento e fabrico de nanoestruturas que podem vir a funcionar como as formas farmacêuticas do futuro. Desde a última década do século XX, vários grupos investigam cápsulas transportadoras obtidas por automontagem de polieletrólitos. Essas cápsulas de dimensão nanométrica são fabricadas pela técnica de deposição camada a camada de polieletrólitos com base em interações eletrostáticas sobre um molde esférico que é subsequentemente removido. São extremamente versáteis na sua construção podendo incorporar moléculas para interagirem com recetores celulares específicos por forma a atuarem somente no local alvo. O seu carregamento com a molécula de interesse é facilmente levado a cabo e a libertação do fármaco pode também ser facilmente modulada por diversos estímulos químicos, físicos e biológicos. Estas nanocápsulas têm também a vantagem de possuírem alta eficiência de encapsulação do fármaco, baixo teor de excipiente em comparação com as formas farmacêuticas convencionais, proteção da substância incorporada através do invólucro polimérico contra fatores de degradação tais como pH e luz, e a redução da irritação dos tecidos vivos, também devido ao invólucro polimérico. Em suma as nanocápsulas obtidas por montagem camada a camada com base em interações eletrostáticas parecem reunir todas as características necessárias para resolver dois grandes problemas de uma forma farmacêutica: entregar o agente terapêutico num local específico, durante um período de tempo também específico. Já foram desenvolvidos estudos para utilização de nanocápsulas obtidas por automontagem com base em interações eletrostáticas para os mais variados tipos de substâncias ativas e das mais diversas classes, desde anti-inflamatórios a antineoplásicos, passando por antidiabéticos e ADN. Estes estudos já realizados parecem indicar que a utilização das nanocápsulas para libertação controlada de substâncias ativas pode oferecer inúmeras vantagens em relação às formas de dosagem convencionais, uma vez que podem aumentar a atividade terapêutica dos fármacos e, ao mesmo tempo, diminuir os seus efeitos secundários, reduzindo assim o número de doses necessárias durante o tratamento. Antevê-se assim, que estes novos métodos de libertação de fármacos possam permitir às empresas farmacêuticas reformular medicamentos existentes no mercado, alargando assim a vida dos produtos, melhorando o seu desempenho, aceitabilidade, aumentando a eficácia, bem como a segurança e aderência do paciente e, consequentemente reduzir os custos dos cuidados de saúde. Podem ainda ser de grande utilidade no tratamento de doenças crónicas como o cancro, SIDA e a diabetes.
