Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10284/8319
Title: Intervenção Social em Famílias: dos símbolos de estigma às dificuldades de (re)inserção
Author: Lopes, Madalena Maria Guedes
Advisor: Santos, Luís
Defense Date: 2008
Publisher: [s.n.]
Abstract: Partindo da noção de símbolos de estigma proposta por Goffman (2004), o presente trabalho de investigação analisa os discursos e percursos de uma família multiproblemática (Sousa, 2007), constituída por dois homens com orientação sexual não normativa, a viver em união de facto, bem como o seu percurso na prostituição, contextualizando ainda a sua situação face ao HIV. Por outro lado, visa ainda aferir em que medida pode uma orientação sexual não normativa constituir uma forma de exclusão social ou agravá-la. O estudo, de carácter exploratório, recorre ao método qualitativo, com recurso à entrevista em profundidade, semi-estruturada, aplicada na forma semi-directiva, mediante a aplicação de um guião construído especificamente para este estudo. Em termos gerais os resultados apontam que a palavra homossexual tem o poder de rotular e estigmatizar as pessoas. Assim, neste sentido, aferimos que de alguma forma a orientação sexual não normativa dos participantes constitui/constituiu uma forma de exclusão social e esta foi/é agravada. A orientação sexual não normativa não é uma doença e, portanto, não é contagiosa, mas reforça os estereótipos na vida individual dos participantes na regulação dos seus percursos e práticas. A família não tem apenas um problema, mas antes congrega diversos factores de risco, que se alimentam continuamente. O facto destes elementos estarem infectados com o vírus pode tornar-se um acontecimento dramático na medida em que estes poderão encontrar o estigma e a discriminação patentes na admissão a um trabalho, nos serviços no que diz respeito ao acesso aos cuidados de saúde. É importante referirmos que as regras e normas sociais têm um peso na vida dos participantes, mas cada indivíduo é singular, é diferente, é único nas suas características; respeitá-lo, qualificá-lo, acolhê-lo, não é uma concessão, mas sim um direito; esse direito é social, é político, é de cidadania.
URI: http://hdl.handle.net/10284/8319
Appears in Collections:FCHS (DCPC) - Outros Trabalhos Académicos

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