Seixas, AdéritoCarvalho, Pedro Miguel Rodrigues de2026-04-172026-04-172025http://hdl.handle.net/10284/15337Projeto de Graduação apresentado à Universidade Fernando Pessoa como parte dos requisitos para obtenção do grau de Licenciado em Fisioterapia.Objetivo: analisar a relação entre as estratégias de coping e os níveis de ansiedade, depressão e stress em indivíduos com dor crónica cervical e lombar. Metodologia: Participaram 44 indivíduos adultos, avaliados através do Pain coping Inventory (PCI) e da Escala de Ansiedade, Depressão e Stress (EADS-21). Foram realizadas correlações de Spearman e testes de Mann-Whitney U para comparar grupos com e sem sintomas emocionais, recorrendo também à mediana e amplitude interquartil como medidas descritivas. Resultados: não revelaram correlações estatisticamente significativas entre estratégias de coping e sintomatologia emocional. Contudo, a estratégia de Distração apresentou diferença estatisticamente significativa apenas na dimensão stress (p = 0,031), sendo mais utilizada no grupo sem sintomas. A Transformação da dor, embora sem significância estatística, apresentou padrões consistentes de utilização, com medianas mais elevadas no grupo sem sintomatologia e maior estabilidade no grupo com depressão. Conclusões: embora as estratégias de coping não se associem diretamente aos níveis de sofrimento emocional, a distração poderá ter um papel protetor específico no contexto do stress. A identificação e compreensão destas estratégias pode contribuir para intervenções mais eficazes no tratamento da dor crónica, integrando dimensões emocionais e comportamentais no plano terapêutico.Objective: This study aimed to analyse the relationship between coping strategies and levels of anxiety, depression, and stress in individuals with chronic cervical and lumbar pain. Methodology: A total of 44 adult participants were assessed using the Pain coping Inventory (PCI) and the Depression, Anxiety and Stress Scale (DASS-21). Spearman’s correlations and Mann-Whitney U tests were conducted to compare participants with and without emotional symptoms, with median and interquartile range used as descriptive measures. Results: No statistically significant correlations were found between coping strategies and emotional symptoms. However, the Distraction strategy showed a statistically significant difference only in the stress dimension (p = 0.031), being more used in the group without symptoms. Transformation of pain, although not statistically significant, showed consistent patterns of use, with higher medians in the group without emotional symptoms and greater stability in the depression group. Conclusions: These findings suggest that although coping strategies are not directly associated with emotional symptom levels, Distraction may have a specific protective role in stress contexts. Identifying and understanding these strategies may contribute to more effective interventions in chronic pain management, integrating emotional and behavioural components into therapeutic planning.porDor crónicaCopingEstratégias de enfrentamentoAnsiedadeDepressãoStressFisioterapiaChronic painCoping strategiesAnxietyDepressionPhysiotherapyEstratégias de coping em pacientes com dor crónica cervical e lombar e sua relação com depressão, ansiedade e stress: estudo transversalbachelor thesis