Teixeira, Vítor Rui GomesLima, CristinaGiordano, Pietro2026-03-032026-03-032026-10-27http://hdl.handle.net/10284/15051A classificação das doenças periodontais evoluiu significativamente nas últimas décadas, refletindo os avanços no conhecimento científico e na prática clínica. Esta revisão integrativa analisa criticamente os principais sistemas de classificação da periodontite propostos em 1989, 1999 e 2018, com ênfase nos critérios diagnósticos, aplicações clínicas e limitações. O sistema de 1989 baseava-se fortemente na idade e no início da doença, oferecendo pouca clareza diagnóstica. A classificação de 1999 representou um avanço ao introduzir as categorias de periodontite crónica e agressiva, mas continuava a apresentar sobreposição e baixa reprodutibilidade. Já a classificação de 2018 trouxe uma mudança de paradigma, eliminando a dicotomia crónica/agressiva e implementando um sistema de estadiamento e graduação baseado na gravidade clínica e no risco de progressão, além de incorporar modificadores sistémicos como a diabetes e o tabagismo. Esta evolução permitiu maior precisão e personalização no diagnóstico e planeamento terapêutico. Adicionalmente, esta dissertação explora o papel dos biomarcadores, das evidências radiográficas e das tecnologias emergentes, como a inteligência artificial, na melhoria do diagnóstico periodontal. Estes elementos, em conjunto, sustentam uma abordagem mais precisa e baseada em evidências para o tratamento da periodontite na prática odontológica moderna.The classification of periodontal diseases has significantly evolved over recent decades, mirroring advances in scientific knowledge and clinical practice. This integrative review critically examines the main classification systems of periodontitis proposed in 1989, 1999, and 2018, emphasizing their diagnostic criteria, clinical applications, and limitations. The 1989 system relied heavily on age and disease onset, offering limited diagnostic clarity. The 1999 classification marked a step forward by introducing chronic and aggressive periodontitis categories, but still suffered from overlap and low reproducibility. The 2018 classification introduced a paradigm shift, eliminating the chronic/aggressive dichotomy and implementing a staging and grading framework based on clinical severity and progression risk, while incorporating systemic modifiers such as diabetes and smoking. This evolution has enhanced the accuracy and personalization of diagnosis and treatment planning. Furthermore, this thesis explores the role of biomarkers, radiographic findings, and emerging technologies like artificial intelligence in improving periodontal diagnosis. These elements collectively support a more precise, evidence-based approach to managing periodontitis in modern dental care.porPeriodontiteClassificaçãoDiagnósticoEstadiamentoEvoluçãoPeriodontitisClassificationDiagnosisStagingEvolutionEvolução do diagnóstico e classificação da periodontite: uma revisão integrativaDiagnostic evolution and periodontitis classification: an integrative reviewmaster thesis