Barros, CarlaPombares, Maria Helena de Sá2026-05-122026-05-122026-05-12http://hdl.handle.net/10284/15428A síndrome de burnout é um fenômeno extremamente importante em contexto organizacional, sobretudo entre os profissionais de saúde, expostos a exigências emocionais intensas, excessiva de carga trabalho e, por vezes, pressões éticas. Nomeadamente conflitos éticos e valores no exercício profissional, os quais, no presente estudo, se associaram de forma significativa às várias dimensões do burnout. O presente estudo teve como objetivo geral compreender a prevalência da síndrome de burnout nos profissionais de saúde em Portugal, procurando investigar a correlação existente entre este fenómeno, os riscos psicossociais inerentes ao contexto laboral e as variáveis sociodemográficas da amostra. Para tal, foi realizado um estudo quantitativo, transversal e correlacional, com uma amostra de 104 profissionais de saúde em Portugal. Foram utilizados o Burnout Assessment Tool (BAT-23) para a avaliação do burnout, a Escala de Riscos Psicossociais do INSAT para avaliar os mesmos, e a Fatigue and Altered Cognition Scale (FACs) para análise de fadiga central e cognição alterada. Os resultados mostraram associações estatisticamente significativas entre as dimensões do burnout e vários riscos psicossociais, com destaque para o papel preditivo dos fatores como conflitos éticos e de valores e relações de trabalho. Observou-se que a fadiga central e a cognição alterada apresentaram correlações importantes com as dimensões do burnout, nomeadamente entre a exaustão e o distanciamento, e entre este último e a deterioração emocional. Conclui-se que os riscos psicossociais se associam significativamente aos níveis de burnout em profissionais de saúde, evidenciando a necessidade de estratégias organizacionais de prevenção e intervenção que considerem as condições laborais, o suporte relacional e a gestão ética do trabalho, com potenciais impactos na saúde mental, no desempenho e na qualidade assistencial.Burnout syndrome is a major phenomenon in both clinical and organisational contexts, particularly among healthcare professionals who are exposed to intense emotional demands, excessive workload, and ethical pressures. The overarching aim of the present study was to examine the prevalence of burnout among healthcare professionals in Portugal, whilst investigating the correlations between this phenomenon, psychosocial risks inherent to the work context, and the sociodemographic variables of the sample. To this end, a quantitative, cross-sectional, and correlational study was conducted with a sample of 104 healthcare professionals in Portugal. Burnout was assessed using the Burnout Assessment Tool (BAT-23), psychosocial risks were measured through the INSAT Psychosocial Risk Scale, and central fatigue and altered cognition were analysed using the Fatigue and Altered Cognition Scale (FACS). The findings revealed statistically significant associations between burnout dimensions and several psychosocial risks, with particular emphasis on the predictive role of factors such as ethical and value conflicts and work relationships. Central fatigue and altered cognition also demonstrated meaningful correlations with burnout dimensions, namely between exhaustion and distancing, and between distancing and emotional impairment. Overall, psychosocial risks were found to be significantly associated with burnout levels among healthcare professionals, highlighting the need for organisational prevention and intervention strategies that address working conditions, relational support, and the ethical management of work, with potential implications for mental health, performance, and quality of care.porBurnoutRiscos psicossociaisProfissionais de saúdeBAT-23INSATFadiga centralPsychosocial risksHealthcare professionalsCentral fatigueRelação entre síndrome de burnout e riscos psicossociais em profissionais de saúde em PortugalRelationship between burnout syndrome and psychosocial risks among healthcare professionals in Portugalmaster thesis