Monteiro, BeatrizDery, Eytan2026-04-162026-04-162025-07-28http://hdl.handle.net/10284/15309Introdução: Nas últimas décadas, a crescente procura por tratamentos estéticos dentários levou ao desenvolvimento de tratamentos conservadores utilizando técnicas minimamente invasivas. Entre estas, as facetas cerâmicas ultrafinas ganharam popularidade devido à sua capacidade de melhorar a aparência dentária, preservando a estrutura natural do dente. Estas facetas que variam entre 0,2 a 0,5 mm de espessura, beneficiam dos avanços nos sistemas adesivos e materiais cerâmicos, oferecendo uma excelente biocompatibilidade, estética e aceitação por parte do paciente. Ao contrário das facetas convencionais, as facetas ultrafinas requerem uma preparação dentária mínima ou inexistente, reduzindo a necessidade de anestesia e permitindo procedimentos mais rápidos e menos invasivos. Estas facetas surgem como uma alternativa minimamente invasiva, mas ainda há a necessidade de consolidar evidências científicas sobre a sua eficácia e indicações. Objetivo: Realizar uma revisão integrativa da literatura sobre a utilização de facetas ultrafinas na restauração dentária, contribuindo para a compreensão de suas vantagens, desvantagens, aplicabilidade clínica, bem como a taxa de sobrevivência e sucesso clínico. Metodologia: Para a elaboração deste trabalho foi efetuada uma pesquisa bibliográfica nas bases de dados PubMed e Google Scholar, recorrendo a palavras chave combinadas com os operadores booleanos AND e/ou OR. Foram considerados os artigos publicados entre 2015 e 2025, com tipologia de ensaios clínicos. Os artigos foram selecionados de acordo com os critérios de inclusão e exclusão previamente determinados. Com este trabalho pretende-se dar resposta à seguinte questão: “Haverá diferença na taxa de sobrevivência/sucesso clínico das facetas cerâmicas ultrafinas comparativamente às facetas convencionais?” Resultados: As taxas de sobrevivência das facetas cerâmicas variaram entre 90,33% a 100%, com a maioria dos estudos a reportar valores acima dos 95%, especialmente para facetas sem preparação ou preparação mínima. As cerâmicas de dissilicato de lítio e feldspáticas apresentaram uma elevada fiabilidade. As taxas de sucesso clínico também foram elevadas, ultrapassando os 90% na maioria dos estudos. As facetas sem preparação ou minimamente invasivas tiveram geralmente melhor desempenho do que as convencionais. O tipo de preparação influenciou o risco de falha, no entanto, alguns estudos não encontraram diferença significativa na ocorrência de falha entre os tipos de preparação. Conclusão: As facetas cerâmicas ultrafinas são uma opção fiável e conservadora em medicina dentária restauradora, apresentando elevadas taxas de sobrevivência e sucesso clínico, particularmente com uma preparação mínima ou inexistente. Estudos futuros com métodos padronizados e follow-up mais longo são essenciais para confirmar a longevidade clínica e a eficácia das facetas ultrafinas em diversas populações de pacientes.Introduction: In recent decades, the growing demand for aesthetic dental treatments has led to the development of conservative treatments using minimally invasive techniques. Among them, ultrathin ceramic veneers have gained popularity due to their ability to improve dental appearance while preserving the natural tooth structure. These veneers, typically ranging from 0.2 to 0.5 mm in thickness, benefit from advances in adhesive systems and ceramic materials, offering excellent biocompatibility, esthetics, and patient acceptance. Unlike conventional veneers, they often require minimal or no dental preparation, reducing the need for anesthesia and allowing for faster and less invasive procedures. Ultrathin veneers emerge as a minimally invasive alternative, but there is still a need to consolidate scientific evidence on their efficacy and indications. Objective: To conduct an integrative review of the literature on the use of ultrathin veneers in dental restoration, contributing to the understanding of their advantages, disadvantages, clinical applicability, as well as well as the survival rate and clinical success. Methodology: To prepare this work, a bibliographic search was carried out in the PubMed and Google Scholar databases, using keywords combined with the Boolean operators AND and/or OR. Articles published between 2015 and 2025, with a clinical trial typology, were considered. The articles were selected according to previously determined inclusion and exclusion criteria. This work aims to answer the following question: “Is there a difference in the survival/clinical success rate of ultra-thin ceramic veneers compared to conventional veneers?” Results: The survival rates of ceramic veneers ranged from 90,33% to 100%, with most studies reporting values above 95%, especially for veneers with no or minimal preparation. Lithium disilicate and feldspathic ceramics showed high reliability. Clinical success rates were also high, exceeding 90% in most studies. No-preparation or minimally invasive veneers generally performed better than conventional ones. The type of preparation influenced the risk of failure, however, some studies found no significant difference in failure rates between the types of preparation. Conclusion: Ultrathin ceramic veneers are a reliable and conservative option in restorative dentistry, with high survival and success rates, especially with minimal or no preparation. Future studies with standardized methods and longer followup are essential to confirm the clinical longevity and efficacy of ultrathin veneers in diverse patient populations.porFacetas ultrafinasRestaurações conservadorasFacetas minimamente invasivasReabilitaçãoUltrathin veneersConservative restorationsMinimally invasive veneersRehabilitationRestaurações dentárias conservadoras com facetas ultrafinas: revisão integrativaConservative dental restorations with ultra-thin veneers: integrative reviewmaster thesis