Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10284/819
Título: Avaliação do conteúdo de ADN nos Linfomas Não-Hodgkin de células B
Autor: Ribeiro, Neuza Filipa da Silva
Orientador: Palmeira, Carlos
Data de Defesa: 2008
Editora: [s.n.]
Resumo: O presente estudo incluiu 142 casos de Linfoma Não-Hodgkin B enviados para o Serviço de Imunologia do IPO do Porto para ser realizada avaliação do conteúdo de ADN, por citometria de fluxo. As amostras foram processadas a fresco utilizando uma técnica de dupla marcação, seguindo as recomendações da reunião de consenso de 1993, sobre a utilidade clínica do conteúdo de ADN em neoplasias hematológicas. No presente estudo verificou-se a presença de 52,8% de diplóides e 47,2% de aneuplóides, o índice de ADN variou entre 0,98 e 2,49, tendo um valor médio de 1,13 e um valor mediano de 1,02, e a fracção de células em fase S variou entre 0,01 e 46,70, tendo revelado um valor médio de 4,50 e um valor mediano de 1,30. Dos 142 casos iniciais apenas foi possível consultar os processos clínicos em 34 dos casos, cuja consulta se iniciou pelo caso com maior seguimento clínico. Verificou-se que 61,8% eram Linfomas Não-Hodgkin B de baixo grau e 38,2% eram de alto grau, tendo-se observado que os parâmetros citométricos separavam claramente estes dois grupos, em particular a fracção de células em fase S: os casos de baixo grau eram maioritariamente diplóides, enquanto que os casos de alto grau eram na grande maioria aneuplóides; a fracção de fase S nos casos de baixo grau tinha uma média de 2,68 e nos de alto grau uma média de 15,68. Quanto à sobrevivência, no grupo de baixo grau o período de seguimento não foi suficiente para se poder tirar conclusões; no grupo de alto grau apesar de não se verificarem diferenças estatisticamente significativas na ploidia de ADN, observou-se uma crescente sobrevivência desde os casos mais aneuplóides até aos diplóides de ADN. Relativamente ao índice proliferativo, verificou-se uma associação com a sobrevivência: os casos com fracção de células em fase S alta revelaram uma sobrevivência significativamente menor que os casos com fracção de células em fase S baixa. Para se confirmar estes resultados, nomeadamente a associação entre o índice proliferativo e a sobrevivência, são necessários novos estudos com maior seguimento clínico e com maior número de doentes de forma a permitir avaliar mais correctamente o valor de prognóstico do conteúdo de ADN nos LNH-B.
Descrição: Monografia apresentada à Universidade Fernando Pessoa para obtenção do grau Licenciado em Análises Clínicas e Saúde Pública
URI: http://hdl.handle.net/10284/819
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