Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10284/5085
Título: Estilos de vida e pressão arterial em adultos jovens
Outros títulos: estudo realizado na cidade do Porto
Autor: Pontes, Maria Manuela de Magalhães
Orientador: Silva, Cláudia
Palavras-chave: Adulto Jovem
Estilos de Vida
Antropometria
Atividade Física
Hábitos Tabágicos
Hábitos Alcoólicos
Hábitos Cafeínicos
Ingestão Nutricional
Pressão Arterial
Young adult
Lifestyles
Anthropometry
Physical activity
Smoking Habits
Alcoholic Habits
Caffeine habits
Nutritional Intake
Blood Pressure
Jeunes Adultes
Styles de vie
Anthropométrie
Activité Physique
Consommation d’alcool
Consommation du tabac
Consommation du café
Ingestion nutritionnelle
Pression artérielle
Data de Defesa: 2015
Editora: [s.n.]
Resumo: Introdução: A Pressão Arterial (PA) altera-se como resposta às diferentes atividades e emoções, sofrendo, assim, a influência das dinâmicas de cada pessoa e do ambiente em que ela se insere. A hipertensão arterial (HTA) é uma doença silenciosa, impulsionadora de outras doenças não transmissíveis (DNT) crónicas, metabólicas e degenerativas, tendo especial relevo as doenças cardiovasculares (DCV) e cerebrovasculares que por sua vez são responsáveis por uma elevada morbilidade e mortalidade no mundo. As doenças do aparelho circulatório são a principal causa de morte, em adultos, em Portugal, e em todos os países europeus. Os estilos de vida (EV), como sejam o nível de atividade física, padrão alimentar, hábitos tabágicos, alcoólicos e cafeínicos, condicionam a saúde, incluindo os valores da PA. Com o aumento da esperança de vida, estes fenómenos tornam-se cada vez mais visíveis e consequentemente vão-se revelando de maior urgência de resolução, porque à medida que a idade avança, mais significativas são as comorbilidades e com manifestações cada vez mais precoces. É essencial investir na reabilitação dos EV, promotores da saúde e qualidade de vida dos cidadãos. Quanto mais cedo for realizado o processo formativo, maiores serão as garantias do seu sucesso. Objetivos: 1. Caraterizar os dados sociodemográficos, antecedentes pessoais e familiares de doença, PA, antropometria e os EV (atividade física, hábitos tabágicos, alcoólicos e cafeínicos, e ingestão nutricional) em adultos jovens (18-40 anos) residentes na cidade do Porto. 2. Avaliar o efeito dos dados sociodemográficos, antecedentes pessoais de doença e medidas antropométricas (peso, estatura, índice de massa corporal [IMC], perímetro da cintura e da anca) na variação dos níveis de PA em adultos jovens (18-40 anos) residentes na cidade do Porto. 3. Avaliar o efeito da atividade física na variação dos níveis de PA em adultos jovens (18-40 anos) residentes na cidade do Porto. 4. Avaliar o efeito dos hábitos alcoólicos, tabágicos e cafeínicos, na variação dos níveis de PA em adultos jovens (18-40 anos) residentes na cidade do Porto. 5. Avaliar o efeito da ingestão nutricional na variação dos níveis de PA em adultos jovens (18-40 anos) residentes na cidade do Porto. Descrição do Estudo: Realizou-se um estudo epidemiológico, analítico transversal, de forma a caraterizar e avaliar o efeito dos EV na variação dos níveis de PA no grupo de participantes no estudo: os adultos jovens residentes na cidade do Porto, de ambos os sexos, com idades compreendidas entre os 18 e os 40 anos. Esta investigação permitirá avaliar a magnitude da relação entre cada um destes fatores e a variação dos níveis de PA nesta faixa etária e fornecerá o conhecimento que deve estar na base do desenvolvimento de estratégias preventivas adequadas a esta população, tendo como foco a reabilitação dos seus EV, de acordo com os resultados encontrados. A seleção dos participantes no estudo foi realizada por amostragem consecutiva nos diferentes locais de identificação dos eventuais participantes, permitindo a colaboração livre e esclarecida, assegurada pelo preenchimento do consentimento informado, sem critérios de inclusão no estudo, sendo apenas consideradas as caraterísticas da população alvo. O processo de amostragem bem como todos os procedimentos metodológicos foram previstos no plano de intenções do estudo, aprovado pela Comissão de Ética da Universidade Fernando Pessoa. O instrumento de recolha de informação abarca os dados sociodemográficos, antecedentes pessoais de doença; antecedentes familiares de doença; atividade física atual, envolvendo o exercício físico, a ocupação dos tempos livres e os hábitos alcoólicos, tabágicos, cafeínicos e alimentares, a avaliação antropométrica e da PA por avaliadores treinados para o efeito. Foram aceites para estudo 605 questionários que, posteriormente, foram analisados e codificados, tendo sido eliminados 90 (incompletos e com irregularidades em relação à idade). Os dados referentes a todas as variáveis do estudo foram analisados e apresentados segundo o sexo para facilitar a observação do seu comportamento entre os homens e as mulheres. Para comparar as amostras por sexo recorreu-se ao teste da homogeneidade das proporções (teste do qui-quadrado) para variáveis qualitativas nominais; para variáveis qualitativas ordinais e para variáveis quantitativas, recorreu-se ao teste de Wilcoxon-Mann-Whitney para amostras independentes (a normalidade das variáveis quantitativas contínuas foi previamente testada através do teste de Shapiro-Wilk) Para categorização das variáveis quantitativas utilizou-se os quartis da distribuição dos dados dessa variável ou critérios plausíveis para a variável. Os dados antropométricos foram observados diretamente, segundo as normas da Direção Geral de Saúde (DGS), através da avaliação da estatura e peso, para avaliação do IMC, e dos perímetros da cintura e da anca, para posterior cálculo da razão cintura/anca (RCA). A análise dos dados foi realizada segundo as orientações adotadas pela DGS para Portugal. Os dados relativos à PA foram colhidos e registados com equipamento normalizado e garantia de fidelidade segundo as normas de orientação da DGS, implicando que estes fossem colhidos em três momentos distintos da sequência da recolha de todos os dados, mediante procedimentos rigorosos e realizados os registos na respetiva grelha de avaliação. A sua análise seguiu também a orientação da classificação difundida pela DGS e pela Sociedade Portuguesa de Cardiologia (SPC) relativa aos níveis da PA. Para a avaliação da atividade física diária atual, foi aplicado um questionário para o efeito, desenvolvido e validado para a população portuguesa, visando a exploração e revisão de todas as atividades, de repouso, profissionais, domésticas, nos tempos livres e desporto, especificando o tipo e o tempo despendido em cada atividade e no transporte para o emprego, quantificando em minutos por dia, semana ou mês. Para fins analíticos, os dados foram convertidos em minutos por dia. As várias atividades foram agrupadas em cinco classes de intensidade de esforço às quais estão atribuídos gastos de energia aproximados, tendo por base a energia despendida em repouso (atividade muito leve – 1,5 equivalentes metabólicos, atividade leve – 2,5 equivalentes metabólicos, atividade moderada – 5,0 equivalentes metabólicos e atividade pesada -7,0 equivalentes metabólicos). Após a análise do índice de atividade física foi possível a definição de três classes: Atividade física leve; moderada e pesada. Para a análise dos dados referentes aos hábitos tabágicos, foi obtida a informação do consumo de tabaco atual e/ou no passado, referente ao consumo de cigarros, charutos e cigarrilhas, em termos de frequência, quantidade, e duração do consumo, quantificado por dia ou semana. Para a análise dos resultados, todos os dados foram convertidos em unidades de consumo por dia. Os resultados permitiram a identificação de classes relativas ao consumo de tabaco: fumadores (quando consumiam pelo menos um cigarro por dia), fumadores ocasionais (quando consumiam menos de um cigarro por dia), ex-fumador (quando tinham deixado de fumar há pelo menos seis meses), e não fumadores. Relativamente aos hábitos alcoólicos atuais ou passados, foi realizada a avaliação quanto ao tipo de bebidas (vinho, cerveja com e sem álcool, bebidas brancas e bebidas espirituosas), quantidade, duração e frequência do consumo por mês, semana ou dia. O consumo de bebidas alcoólicas foi qualificado em quatro classes: bebedores (se bebiam pelo menos um copo por semana), bebedores ocasionais (se bebiam menos de um copo por semana), ex-bebedores (se tinham deixado de consumir há pelo menos seis meses), e não bebedores. A avaliação dos hábitos cafeínicos foi realizada relativamente ao consumo de café atual ou anterior, à ingestão de café, ao tipo (expresso, descafeinado, saco/filtrado, saco/filtrado mistura, instantâneo, instantâneo mistura), quantidade, duração e frequência do consumo por mês, semana ou dia. A análise dos dados referentes à ingestão nutricional realizou-se utilizando um questionário semi-quantitativo de frequência alimentar, desenvolvido e validado para a população portuguesa. Para o cálculo da ingestão diária em gramas de cada um dos alimentos ou grupo de alimentos, a frequência de consumo foi transformada em valores médios diários e multiplicada pela porção, em gramas, e por um fator de variação sazonal para alimentos consumidos por épocas. Este cálculo das quantidades médias diárias possibilitou a conversão em nutrientes, através do programa informático "Food Processor Plus" versão 5.0. Como medida de associação, calcularam-se os odds ratios brutos e os ajustados para as variáveis de confusão. Para os nutrientes, os odds ratios foram ajustados para a energia total através do método dos resíduos). Para quantificar o efeito independente das exposições em estudo, foi feito o cálculo dos odds ratio ajustados e respetivos intervalos de confiança a 95% (IC 95%), utilizando a regressão logística não condicional. Tal como na análise univariada, os modelos de regressão foram construídos separadamente para cada um dos sexos, pois esta variável é por si só um fator de risco para a variação da PA. Consideraram-se nos modelos finais de regressão, variáveis de ajuste, todas aquelas que, em análise univariada, apresentavam contributo significativo para a compreensão do risco do aumento da variação dos níveis da PA e aquelas para as quais havia plausibilidade biológica ou se se associassem a intervalos de confiança deslocados num dos sentidos, mesmo não sendo atingida a significância estatística (p <0,05). Resultados: Dos 605 participantes, a maioria é do sexo feminino, sendo os homens significativamente mais velhos e com a média do IMC e do RCA bastente superior assim como a média da Pressão Arterial Diastólica (PAD) e da Pressão Arterial Sistólica (PAS). O número médio de horas de trabalho dos homens é significativamente superior, assim como o tempo médio em atividades muito leves, mas são as mulheres que gastam significativamente mais tempo em trabalhos domésticos. Os homens fumam com mais frequência e mais cigarros por dia, ingerem uma quantidade média de vinho e de cerveja significativamente superior à das mulheres, o mesmo acontecendo com o café expresso. Os nutrientes com ingestão média diária significativamente inferior nas mulheres são: energia, colesterol, vitamina A total, carotenoides, vitamina D, vitamina C, vitamina B12, sódio (sódio intrínseco), cafeína do álcool etílico. Há um aumento significativo do risco em relação à variação da PA nas mulheres mais velhas, entre os 37 e os 40 anos, mesmo após ajuste. Nos homens, este aumento significativo situa-se entre os 35 e os 37 anos. Com o estado civil verifica-se um aumento significativo do risco em relação à variação da PA nas mulheres divorciadas/separadas e os homens solteiros encontram-se protegidos. As mulheres obesas apresentam um aumento significativo do risco em relação à variação da PA, mesmo após ajuste, o mesmo acontece nos homens pré-obesos e obesos. O número médio de horas de sono diário tem um efeito protetor, somente nas mulheres, para a classe das 7 a 8 horas/diárias. Nos homens, o tempo despendido em atividades de lazer leves tem efeito protetor significativo para a classe acima dos 120 minutos/dia, mesmo após ajuste. Em ambos os sexos, e após ajuste, o aumento do índice de atividade física diária associa-se a uma diminuição do risco em relação à variação da PA, mas não foi atingido significado estatístico. Os fumadores de ambos os sexos mostram ter um aumento significativo do risco em relação à variação da PA comparativamente com os não fumadores. As mulheres que consomem uma quantidade de vinho superior a 1540 ml apresentam um aumento significativo do risco em relação à variação da PA, cinco vezes maior do que as que consomem vinho até 250 ml. Os homens que consomem cerveja em quantidade superior a 1400 ml revelam ter um aumento significativo do risco em relação à variação da PA, três vezes e meia superior aos que consomem cerveja até 400 ml. As mulheres e os homens que consomem mais de 28 cafés por semana apresentam um aumento significativo do risco em relação à variação da PA, cerca de três vezes maior do que os que consomem até 14 cafés, respetivamente. Relativamente à avaliação do efeito da ingestão média diária dos nutrientes em relação à variação da PA, os homens com médias de ingestão diária de hidratos de carbono nos 3º e 4º quartis têm aumento significativo do risco em relação à variação da PA. As médias de ingestão diária de hidratos de carbono complexos, nas mulheres, nos 2º e 3º quartis após ajuste, manifestam um efeito protetor. Os homens com médias de ingestão diária de fibra nos 3º e 4º quartis apresentam um aumento significativo do risco em relação à variação da PA. A ingestão média diária de gordura saturada, nos homens, no último quartil mostra um aumento significativo do risco em relação à variação da PA. Nas mulheres, a ingestão média diária de gordura polinsaturada no último quartil apresenta um aumento significativo do risco em relação à variação da PA. Os homens que se situam com valores médios de ingestão diária de colesterol no 3º quartil após ajuste evidenciam um efeito protetor significativo em relação à variação da PA. As mulheres com ingestão média diária de ómega3 no último quartil apresentam, após ajuste, um aumento significativo do risco em relação à variação da PA. Os valores de ingestão média diária de ómega6 nos homens, situados no 3º quartil revelam um aumento significativo do risco em relação à variação da PA. Após ajuste, os resultados invertem-se para efeito protetor. A ingestão média diária da vitamina A total em mulheres, nos 2º e 3º quartis, após ajuste, tem um efeito protetor significativo em relação à variação da PA. Os homens com valores médios de ingestão diária dos carotenoides no 2º quartil apresentam um aumento significativo do risco em relação à variação da PA. Também os homens com valores da ingestão média diária da vitamina D nos 2º e último quartis mostram um aumento significativo do risco em relação à variação da PA. A ingestão média diária da vitamina E nas mulheres, com valores enquadrados no 2º quartil, após ajuste, revela um efeito protetor significativo. A ingestão média diária da vitamina B1 situada no último quartil nos homens tem um aumento significativo do risco em relação à variação da PA. Também a ingestão média diária da vitamina B2 nos homens, no último quartil tem um aumento significativo do risco em relação à variação da PA. Os homens com ingestão média diária de vitamina B6 nos 2º e no último quartis, têm um aumento significativo do risco em relação à variação da PA. Os valores médios diários da ingestão de vitamina B12 pelas mulheres, posicionados nos 2º e 3º quartis, revelam um efeito protetor significativo em relação à variação da PA, após ajuste. Também os homens com ingestão média diária da vitamina B12 nos 2º e 3º quartis, apresentam após ajuste, um efeito protetor em relação à variação da PA. A média diária de ingestão de cálcio em mulheres, no último quartil, apresenta um efeito protetor em relação à variação da PA, mantendo-se após o ajuste. Os homens que ingerem valores médios de cálcio referentes ao 2º quartil apresentam, após ajuste, um aumento significativo do risco em relação à variação da PA. Nos homens, a ingestão média diária de magnésio em quantidades referentes ao último quartil revela um aumento significativo do risco em relação à variação da PA. Os homens com ingestão média diária de potássio no último quartil apresentam um aumento significativo do risco em relação à variação da PA. As mulheres que ingerem médias diárias de sódio nas quantidades referentes a todos os quartis acima do quartil de referência, após ajuste apresentam um efeito protetor, sendo que os dois primeiros quartis têm significado estatístico. Os homens com uma ingestão média diária de etanol pertencente aos 1º e 2º quartis, apresentam após ajuste, um aumento significativo do risco em relação à variação da PA. Também nos homens com ingestão média diária de etanol no último quartil, apresenta um aumento significativo do risco em relação à variação da PA. Este efeito acentua-se após ajuste. Conclusões: A maioria dos 605 participantes é do sexo feminino, sendo os homens significativamente mais velhos, com média do IMC, da RCA, da PAD e PAS significativamente superior. Os homens fumam com mais frequência e mais cigarros por dia, ingerem uma quantidade média de vinho, de cerveja e de café expresso significativamente superior à das mulheres. Há um aumento significativo do risco em relação à variação da PA nas mulheres mais velhas entre os 37 e os 40 anos, mesmo após ajuste, assim como nos homens entre os 35 e os 37 anos. Quanto ao estado civil, verifica-se um aumento significativo do risco em relação à variação da PA nas mulheres divorciadas/separadas. Os homens solteiros estão protegidos. As mulheres obesas apresentam um aumento significativo do risco em relação à variação da PA, mesmo após ajuste, o mesmo acontece nos homens pré-obesos e obesos. O número médio de horas de sono diário tem um efeito protetor, só nas mulheres (classe 7 a 8 horas/diárias). Nos homens, o tempo despendido em atividades de lazer leves tem efeito protetor significativo para a classe acima dos 120 minutos/dia, mesmo após ajuste. Os fumadores de ambos os sexos têm um aumento significativo do risco em relação à variação da PA comparativamente com os não fumadores. As mulheres com ingestão de vinho superior a 1540 ml apresentam um aumento significativo do risco em relação à variação da PA. Os homens com ingestão de cerveja superior a 1 400 ml têm um aumento significativo do risco em relação à variação da PA. Os consumidores de mais de 28 cafés por semana apresentam um aumento significativo do risco em relação à variação da PA. A relação entre a ingestão média diária dos nutrientes e a variação da PA evidencia um aumento significativo do risco, antes do ajuste, nos homens com médias de ingestão diária de hidratos de carbono nos 3º e 4º quartis, nos homens com médias de ingestão diária de fibra nos 3º e 4º quartis, nos homens com ingestão média diária de gordura saturada, no último quartil, nas mulheres com ingestão média diária de gordura polinsaturada enquadrada no último quartil, nos homens com ingestão média diária de ómega6 no 3º quartil (passando a protetor após ajuste). Nos homens com ingestão média diária da vitamina B1 no último quartil, nos homens com ingestão média diária da vitamina B2 no último quartil, nos homens com valores de ingestão média diária de vitamina B6 nos 2º e no último quartis, nos homens com ingestão média diária de magnésio no último quartil e nos homens com ingestão média diária de potássio no último quartil. A relação entre a ingestão média diária dos nutrientes e a variação da PA evidencia um aumento significativo do risco, após o ajuste, nas mulheres com ingestão média diária de ómega3 no último quartil; nos homens com ingestão média diária de cálcio no 2º quartil e nos homens com ingestão média diária de etanol nos 1º e 2º quartis. Apenas os homens com ingestão média diária de etanol no último quartil apresentam um aumento significativo do risco em relação à PA, antes e após o ajuste. A relação entre a ingestão média diária dos nutrientes e a variação da PA evidencia um efeito protetor, após o ajuste, nas mulheres com ingestão média diária de hidratos de carbono complexos, nos 2º e 3º quartis, nos homens com ingestão média diária de colesterol no 3º quartil, nas mulheres com ingestão média diária da vitamina A total nos 2º e 3º quartis, nos homens com ingestão média diária dos carotenoides no 2º quartil, nos homens com ingestão média diária da Vitamina D nos 2º e último quartis, nas mulheres com ingestão média diária da vitamina E no 2º quartil, nas mulheres com média de ingestão diária de vitamina B12 nos 2º e 3º quartis, nos homens com ingestão média diária da vitamina B12 nos 2º e 3º quartis e as mulheres que ingerem médias diárias de sódio nos 2º e 3º quartis. Apenas as mulheres com média diária de ingestão de cálcio referente ao último quartil apresentam um efeito protetor em relação à variação da PA antes e após ajuste.
Introduction: Blood pressure (BP) changes as a response to different activities and emotions, suffering, thus, the influence of the dynamics of every person and the environment in which it operates. Hypertension is a silent disease, inductive of other noncommunicable diseases (chronic, metabolic and degenerative) with special attention to cardiovascular and cerebrovascular diseases which, in turn, are responsible for a high morbidity and mortality worldwide. Diseases of the circulatory system are the leading cause of death in adults in Portugal, and in all European countries. Lifestyles (physical activity, dietary pattern, smoking, alcohol and caffeine habits), condition health, including the values of blood pressure. With the increase of life expectancy these phenomena become increasingly visible and therefore will reveal the need for a more urgent resolution, because the more age progresses the more significant are the comorbidities with ever earlier demonstrations. It is essential to invest in the rehabilitation of lifestyles that promote health and quality of life. The sooner the formative process is implemented, the higher will be the guarantees of its success. Objectives: 1. To characterize the socio-demographic data, personal end family medical history of the disease, blood pressure, anthropometry and lifestyles (physical activity, smoking, alcohol and caffeine, and nutritional intake) in young adults (18-40 years) residents in Oporto city. 2. To evaluate the effect of socio-demographic data, personal history of disease and anthropometric measurements (weight, height, body mass index (BMI), waist and hip circumference) in the variation of blood pressure levels in young adults (18-40 years) residents in Oporto city. 3. To evaluate the effect of physical activity on the variation in blood pressure levels in young adults (18-40 years) residents in Oporto city. 4. To evaluate the effect of the habits of alcohol consumption, smoking and caffeine ingestion on the variation in blood pressure levels in young adults (18-40 years) residents in Oporto city. 5. To evaluate the effect of nutritional intake on the variation of blood pressure levels in young adults (18-40 years) residents in Porto city. Study Description: An epidemiological study was conducted, cross-sectional and analytical, in order to characterize and evaluate the effect of lifestyle on the variation of blood pressure levels in the group of study participants: young adults residents in Oporto city, of both sexes, aged 18 to 40 years. This investigation will allow us to assess the magnitude of the relationship between each of these factors and the variation in blood pressure levels in this age group, and will provide the knowledge that should underpin the development of appropriate preventive strategies for this population, focusing on the rehabilitation of their lifestyles, according to the results found. The selection of participants in the study was conducted by consecutive sampling on the various places of identification of potential participants, allowing a free and informed collaboration, ensured by completion of the informed consent, without inclusion criteria for the study, and considering solely the characteristics of the target population. The sampling process, as well as all methodological procedures were previewed in the study intentions plan, approved by the Ethics Committee of the University Fernando Pessoa. The information collection instrument includes the socio-demographic data, personal history of disease, family history of the disease, current physical activity involving exercise, leisure time occupations and habits of alcohol consumption, smoking, caffeine and food ingestion, and anthropometric and blood pressure evaluation, effected by evaluators trained for this purpose. 605 questionnaires were accepted for study, which were analysed and coded, 90 having been ruled out (incomplete filling and displaying irregularities in relation to age). The data for all study variables were analysed and presented by sex for easier observation of their behaviour between men and women. To compare the samples by sex, the test of homogeneity of proportions (chi-square test) was used, for nominal qualitative variables; for ordinal qualitative variables and quantitative variables, the Wilcoxon-Mann-Whitney test was used for independent samples (the normality of continuous quantitative variables was previously tested by the Shapiro-Wilk test). For categorization of quantitative variables we used the quartiles of the distribution of data for that variable or plausible criteria for the variable. Anthropometric data were observed directly, according to the norms of the General Health Directorate, by evaluating the height and weight to the body mass index, and waist and hip girth for subsequent calculation of waist/hip ratio (WHR). Data analysis was performed according to the guidelines adopted by the General Health Directorate for Portugal. Data on Blood Pressure were collected and recorded with standard equipment and the guarantee of fidelity to standards with guidance of the General Health Directorate, implying that they were harvested at three different times of the sequence of the collection of all data, through strict procedures and the records being made in the respective evaluation grid. Their analysis also followed the guidance of the classification, issued by the Health General Directorate and the Portuguese Cardiology Society, on the blood pressure levels. For evaluating the current daily physical activity, a questionnaire for this purpose has been applied, developed and validated for the Portuguese population, aiming the exploration and revision of all activities - resting, professional, home, leisure and sport, specifying the type and the time spent on each activity and also in the transport for employment, quantifying in minutes per day, week or month. For analytical purposes, the data were converted in minutes per day. This various activities were grouped into five stress intensity classes to which are assigned approximate energy costs, based on the energy expended at rest (very light activity - 1.5 metabolic equivalents, light activity - 2.5 metabolic equivalents, moderate activity - 5.0 metabolic equivalents and heavy activity -7.0 metabolic equivalents). After analysing the physical activity index it was possible to define three classes: light, moderate and heavy physical activity. For analysis of data on smoking habits information was obtained of the current and/or the past tobacco consumption, referring to the consumption of cigarettes, cigars and cigarillos, in terms of frequency, amount, and duration of consumption, quantified by day or week. For analysis of results, all data were converted to units of consumption per day. The results allowed the identification of classes related to smoking: Smoking (when consumed at least one cigarette per day), occasional smoking (when consumed less than one cigarette a day), ex-smoker (when they had stopped smoking for at least six months), and non-smoking. With regard to current or past drinking habits an evaluation was conducted to define the type of beverage (wine, alcoholic and non-alcoholic beer, white spirits and spirits), amount, duration and frequency of use per month, week or day. The drinking habits pattern was classified into four classes: drinkers (if drinking at least one cup per week), occasional drinkers (if drinking less than one cup per week), former drinkers (have not consume alcohol for at least six months), and non-drinkers. The evaluation of caffeine habits was carried out in relation to current or former coffee consumption in relation to coffee intake per type of coffee (espresso, decaf, bag/filter, bag/filter mix, instant, instant mixture), amount, duration and frequency of consumption by month, week or day. The analysis of data on nutritional intake was performed using a semi-quantitative food frequency questionnaire developed and validated for the Portuguese population. To calculate the daily intake, in grams, of each food or food group, the frequency of consumption has been turned into daily average values and multiplied by the portion, in grams, and a seasonal variation factor for foods consumed by times. This calculation of the average daily amounts made possible the conversion into nutrients through the computer program "Food Processor Plus" version 5.0 As a measure of association, the raw and the adjusted odds ratios were calculated for confounding variables. For the nutrients, the odds ratios were adjusted for total energy, by the residues method. In order to quantify the independent effect of the exposures under study, the calculations of the adjusted odds ratio and respective confidence intervals of 95% (95% CI) were done, using non-conditional logistic regression. As for the univariate analysis, regression models were constructed separately for each sex, as this variable is itself a risk factor for the variation in blood pressure. In the final regression models, adjusting variables were considered, all those which, in univariate analysis, showed significant contribution to the understanding of the risk of increased variation in blood pressure levels and those for which there is biological plausibility or that could be associated to confidence intervals displaced in one direction, even though not reaching statistical significance (p <0.05). Results: Of the 605 participants the majority are female, the men being significantly older with an average BMI and WHR significantly higher, as well as the average diastolic and systolic pressure. The average number of working hours of men is significantly higher, as well as the average time spent in very light activities, but it is women who spend significantly more time on housework. Men smoke more often and more cigarettes a day, drink an average amount of wine and beer significantly higher than women, the same happening for the intake of espresso coffee. The nutrients with significantly lower average daily intake in women are: energy, cholesterol, total vitamin A, carotenoids, vitamin D, vitamin C, vitamin B12, sodium, ethyl alcohol caffeine. There is a significantly increased risk in relation to the variation of BP in older women, between 37 and 40 years, even after adjustment. In men, this significant increase is between 35 and 37 years. With marital status there is a significantly increased risk in relation to the variation of BP in divorced / separated women and unmarried men are protected. Obese women have a significantly increased risk in relation to fluctuations in the BP, even after adjustment, so does the pre-obese and obese men. The average number of hours of daily sleep has a protective effect only in women, for the class of 7 to 8 hours/day. In men the time spent in light leisure activities has significant protective effect for the class above 120 minutes/day, even after adjustment. In both sexes, and after adjustment, the increase in daily physical activity index is associated with a decreased risk in relation to the variation of the BP, but statistical significance was not reached. Smokers of both sexes, are those that evidence a significantly increased risk in relation to the variation of BP compared to non-smokers. Women who consume a higher amount of 1540 ml wine, have a significantly increased risk in relation to the variation of the BP, five times higher than the those consuming wine up to 250 ml. Men who consume beer in quantities greater than 1400 ml have revealed a significant increase in risk in relation to fluctuations in the BP, three and half times larger than those consuming up to 400 ml beer. Women and men who consume more than 28 coffees a week have a significantly increased risk in relation to fluctuations in the BP, about three times higher than those who consume up to 14 coffees, respectively. Regarding the evaluation of the effect of the average daily intake of nutrients in relation to the variation of BP, men with average daily intake of carbohydrates in the 3rd and 4th quartiles, have significantly increased risk in relation to the variation of BP. The average daily intake of complex carbohydrates, in women, in the 2nd and 3rd quartiles, after adjusting, manifest a protective effect. Men with average daily intake of fiber in the 3rd and 4th quartiles have a significantly increased risk in relation to the variation of BP. The average daily intake of saturated fat in men, in the last quarter, shows a significantly increased risk in relation to the variation of BP. In women, the average daily intake of polyunsaturated fat, in the last quarter, show a significantly increased risk in relation to the variation of BP. Men with average values of daily cholesterol intake in the 3rd quartile, after adjustment, evidence a significant protective effect in relation to the variation of BP. Women with average daily intake of Omega3 in the last quartile present, after adjustment, a significant increase in risk in relation to the variation of BP. The average daily intake values of Omega6 in men, located on the 3rd quartile, reveal a significantly increased risk in relation to the variation of BP. After adjusting, the results reverse to protective effect. The average daily intake of total vitamin A in women, in the 2nd and 3rd quartiles, after adjustment, has a significant protective effect in relation to the variation of BP. Men with average daily intake of carotenoids values in the 2nd quartile have a significantly increased risk in relation to the variation of BP. Also men with average daily intake of Vitamin D values in the 2nd and last quartiles show a significantly increased risk in relation to the variation of BP. The average daily intake of vitamin E in women with figures framed in the 2nd quartile, after adjusting, reveals a significant protective effect. The average daily intake of vitamin B1 situated on the top quartile in men, has a significantly increased risk in relation to the variation of BP. Also the average daily intake of vitamin B2 in men in the last quartile has a significantly increased risk in relation to the variation of BP. Men with average daily intake of vitamin B6 in the 2nd and last quartiles, have a significantly increased risk in relation to the variation of BP. The daily average values of intake of vitamin B12 by women, positioned in 2nd and 3rd quartiles, reveal a significant protective effect in relation to the variation of the BP, after adjustment. Also men with average daily intake of vitamin B12 in the 2nd and 3rd quartiles, after adjustment, feature a protective effect with respect to the variation of BP. The average daily calcium intake in women in the last quartile has a protective effect with respect to the variation of BP, remaining after adjustment. Men with average amounts of calcium intake for the 2nd quartile present, after adjustment, a significant increase in risk in relation to the variation of BP. In men, the average daily intake of magnesium in amounts fitting the last quarter reveals a significant increase in risk in relation to the variation of BP. Men with average daily intake of potassium in the last quarter show a significantly increased risk in relation to the variation of BP. Women who ingest daily sodium averages of the quantities relating to all quartiles above the reference quartile, after adjustment, evidence a protective effect, whereas the first two quartiles have statistical significance. Men with an average daily intake of ethanol belonging to the 1st and 2nd quartiles present, after adjustment, a significant increase in risk in relation to the variation of BP. Also in men with average daily intake of ethanol in the last quarter, there is a significantly increased risk in relation to the variation of BP. This effect is accentuated after adjustment. Conclusions: Most of the 605 participants are female, the men being significantly older with an average BMI and WHR significantly higher, as well as the average diastolic and systolic pressure. Men smoke more often and more cigarettes a day, eat an average amount of wine, beer and espresso significantly higher than that of women. There is a significantly increased risk in relation to the variation of BP in older women between 37 and 40 years, even after adjustment, as well as in men between 35 and 37 years. About the marital status, there is a significantly increased risk in relation to the variation of BP in divorced/separated women. Single men are protected. Obese women have a significantly increased risk in relation to fluctuations in the BP, even after adjustment, so does the pre-obese and obese men. The average number of hours of daily sleep has a protective effect only in women (class 7 to 8 hours/day). In men the time spent in light leisure activities has significant protective effect for the class of above 120 minutes/day, even after adjustment. Smokers of both sexes, have a significantly increased risk in relation to the variation of BP compared to non-smokers. Women with higher intake of wine 1540 ml, have a significantly increased risk in relation to the variation of BP. Men with beer intake greater than 1400 ml have a significantly increased risk in relation to the variation of BP. Consumers of over 28 coffees a week have a significantly increased risk in relation to the variation of BP. The relationship between the average daily intake of nutrients and the BP evidences a significantly increased risk, before adjustment, in men with an average daily intake of carbohydrates in the 3rd and 4th quartile, in men with average daily intake of fiber in the 3rd and 4th quartiles, in men with an average daily intake of saturated fat in the last quartile, in women with an average daily intake of polyunsaturated fat framed in the last quartile, in men with an average daily intake of Omega6 in the 3rd quartile (turning to protective, after adjustment), in men with average daily intake of vitamin B1 in the last quartile, in men with average daily intake of vitamin B2 in the last quartile, in men with an average daily intake values of vitamin B6 in the 2nd and last quartiles, in men with average daily intake of magnesium in the last quarter and in men with an average daily intake of potassium in the last quarter. The relationship between the average daily intake of nutrients and the change in BP shows a significantly increased risk, after adjustment, women with an average daily intake of Omega3 in the last quarter; in men with average daily calcium intake in the 2nd quartile and men with an average daily intake of ethanol in the 1st and 2nd quartiles. Only men with average daily intake of ethanol in the last quartile have a significantly increased risk relative to BP, before and after adjustment. The relationship between the average daily intake of nutrients and the change in BP shows a protective effect, after adjustment, in women with an average daily intake of complex carbohydrates, in the 2nd and 3rd quartile, in men with an average daily intake of cholesterol the 3rd quartile, in women with average daily intake of total vitamin A in the 2nd and 3rd quartile, in men with an average daily intake of carotenoids in the 2nd quartile, in men with average daily intake of Vitamin D in the 2nd and last quartiles in women average daily intake of vitamin E in the 2nd quartile, in women with an average daily intake of vitamin B12 in the 2nd and 3rd quartile, in men with average daily intake of vitamin B12 in the 2nd and 3rd quartiles and women who drink daily averages of sodium in 2nd and 3rd quartiles. Only women with average daily calcium intake for the last quartile have a protective effect in relation to the variation of BP before and after adjustment.
Introduction: La Pression Artérielle (PA) varie selon les différentes activités et émotions, étant influencées par les dynamismes de chaque personne et de l’environnement où elle se trouve. L’Hypertension Artérielle (HTA) est une maladie silencieuse, qui provoque d’autres maladies non transmissibles (chroniques, métaboliques et dégénératives), donnant une attention particulière aux maladies cardiovasculaires et cérébrovasculaires qui à leur tour sont responsables d’un taux élevé de morbidité et mortalité dans le monde. Les maladies de l’appareil circulatoire sont la principale cause de décès chez les adultes au Portugal et dans tous les pays européens. Les styles de vie (l’activité physique, les habitudes alimentaires, le tabac, la consommation d’alcool et de café,…), influence la santé, ainsi que les valeurs de la pression artérielle. Avec l’augmentation de l’espérance de vie, ces problèmes sont de plus en plus visibles et par conséquent, il est urgent de les résoudre car plus l’âge avance, plus importantes sont les comorbidités avec des manifestations plus précoces. Il est donc important d’investir en réhabilitation des styles de vie, promoteurs de santé et de qualité de vie des citoyens. Plus tôt cela se fait, meilleurs seront les résultats. Objectifs: 1. Caractériser les données sociodémographiques, antécédents personnels et familiaux de maladies, pression artérielle, anthropométrie et styles de vie (activité physique, consommation d’alcool, tabac, café et ingestion nutritionnelle) chez les jeunes adultes (18-40 ans) qui vivent à Porto. 2. Évaluer l’effet des données sociodémographiques, antécédents personnels de maladie et mesures anthropométriques (poids, taille, indice de masse corporelle, périmètre abdominal, et des hanches). 3. Évaluer l’effet de l’activité physique au niveau des valeurs de la pression artérielle chez les jeunes adultes (18-40 ans) qui vivent à Porto. 4. Évaluer l’effet de la consommation d’alcool, de tabac et de café au niveau des valeurs de la pression artérielle chez les jeunes adultes (18-40 ans) qui vivent à Porto. 5. Évaluer l’effet de l’ingestion nutritionnelle au niveau des valeurs de la pression artérielle chez les jeunes adultes (18-40 ans) qui vivent à Porto. Description de l’étude: Il s’agit d’une étude épidémiologique, analytique transversal, de façon à caractériser et évaluer l’effet des styles de vie au niveau des valeurs de pression artérielle dans le groupe de participants à l’étude: des jeunes adultes qui vivent à Porto, des deux sexes, âgés entre 18 et 40 ans. Cette investigation permettra d’évaluer l’ampleur de la relation entre chacun de ces facteurs et les valeurs de pression artérielle pour cette tranche d’âge et fournira des connaissances qui devront être à la base des stratégies préventives appropriées à cette population, donnant importance à la réhabilitation des styles de vie selon les résultats trouvés. La sélection des participants pour cette étude a été menée par échantillonnage consécutive dans les différents lieux d’identification d’éventuels participants permettant une participation libre et éclairé, assuré par le remplissage du consentement éclairé, sans critères d’inclusion dans l’étude, considérant à peine les caractéristiques da la population ciblée. Le processus d’échantillonnage ainsi que toutes les options méthodologiques a été prévues dans le plan de l’étude, approuvé par la commission d’éthique de l’Université Fernando Pessoa. L’instrument de collecte d’information couvre les données sociodémographiques, les antécédents personnels de maladie, les antécédents familiaux de maladie, l’activité physique actuelle qui inclue l’exercice physique et les loisirs, la consommation d’alcool, de tabac, de café et les habitudes alimentaires, l’évaluation anthropométrique et la prise de pression artérielle par des évaluateurs entrainés à cet effet. Pour cette étude, 605 questionnaires ont été acceptés, analysés et codés et 90 ont été éliminés (incomplets et irrégularités par rapport à l’âge). Les données correspondantes à toutes les variables de l’étude ont été analysées et présentées selon le sexe pour faciliter l’observation du comportement entre hommes et femmes. Pour comparer les échantillons par sexe, nous avons utilisé le test d’homogénéité des proportions (test du khi-carré) pour les variables qualitatives nominales; pour les variables qualitatives ordinales et pour les variables quantitatives, nous avons utilisé le test Wilcoxon-Mann-Whitney pour les échantillons indépendants (la normalité des variables quantitatives a été testé au paravent à travers le test de Shapiro-Wilk). Pour la catégorisation des variables quantitatives, nous avons utilisé les quartiles de la distribution des données de la variable ou des critères plausibles pour la variable. Les données anthropométriques ont été observées directement selon les normes de la Direction Générale de Santé, à partir de l’évaluation de la taille et du poids pour calculer l’indice de masse corporelle, et des périmètres abdominal e de la hanche, pour calculer postérieurement la raison ceinture/hanche (RCH). L’analyse des données a été réalisée selon les orientations adoptées par la Direction Générale de Santé pour le Portugal. Les données relatives à la pression artérielle ont été collectées et enregistrées avec un équipement standard sous garantie de fidélité aux normes de la Direction Générale de Santé, ce qui signifie qu’ils ont été collectés en trois moments différents selon des procédures rigoureuses et ont été enregistrés sur une grille d’évaluation. Son analyse a suivi aussi les orientations de classification divulguée par la Direction Générale de Santé et par la Société Portugaise de Cardiologie Portugaise relativement aux valeurs de pression artérielle. Pour l’évaluation de l’activité physique quotidienne, il a été appliqué un questionnaire pour l’effet, développé et valide pour la population portugaise visant l’exploration et la révision de toutes les activités, de repos, activités professionnelles, domestiques, de loisir et de sport, en précisant le type et le temps consacré à chaque activité et au transport pour l’emploi, en quantifiant en minutes par jour, semaine ou mois. Pour des fins d’analyse, les données ont été converties en minutes par jour. Les activités ont été regroupé en cinq classes d’intensité d’effort auxquelles sont attribué des dépenses énergétiques approximatives, ayant pour base l’énergie dépensée au repos (activité très légère – 1,5 équivalents métaboliques, activité légère – 2,5 équivalents métabolique, activité modéré – 5,0 équivalents métaboliques et activité lourde – 7,0 équivalents métaboliques). Après l’analyse de l’indice de l’activité physique, il a été possible de classifier en trois catégories: activité physique légère, modéré et lourde. Pour l’analyse des données sur la consommation de tabac, l’information a été obtenue par rapport à la consommation actuelle et/ou dans le passé, référente à la consommation de cigarettes et cigares, en ce qui concerne la fréquence, quantité et durée de la consommation, quantifiant par jour ou semaine. Pour analyser les résultats, toutes les données ont été converties en unité consommée par jour. Les résultats ont permis l’identification de catégories liées à la consommation de tabac: fumeurs (quand ils consomment au moins une cigarette par jour), fumeurs occasionnels (quand ils consomment moins d’une cigarette par jour), ex-fumeur (quand ils ont laissé de fumer depuis au moins six mois) et non-fumeurs. En ce qui concerne la consommation d’alcool actuelle ou passée a été réalisée une évaluation quant au type de boisson (vin, bière avec ou sans alcool, boissons blanches et boissons spiritueuses), quantité, durée et fréquence de la consommation par mois, semaine ou jour. La consommation d’alcool a été qualifié en trois catégories: buveurs (s’ils boivent au moins un verre par semaine) buveurs occasionnels (s’ils boivent moins d’un verre par semaine), ex-buveurs (s’ils ne boivent plus depuis au moins six mois), et non buveurs. L’évaluation de la consommation de café a été réalisé selon la consommation de café actuel ou antérieure, selon le type de café (expresso, décaféiné, sac/filtre, sac/filtre mélange, instantané, instantané mélange), quantité, durée et fréquence de la consommation par mois, semaine ou jour. L’analyse des données sur l’apport nutritionnel a été réalisé en utilisant un questionnaire semi-quantitatif sur la fréquence alimentaire, conçu et valide pour la population portugaise. Pour le calcul de l’apport quotidien en grammes de chaque aliment ou groupe d’aliments, la fréquence de consommation a été transformé en valeurs moyennes quotidiennes et multiplié par la portion, en gramme, et par un facteur de variation saisonnière pour les aliments consommes par saisons. Ce calcul des quantités moyennes quotidiennes a permis la conversion en nutriments, à travers le programme informatique "Food Processor Plus" version 5.0 Comme mesure d’association, nous avons calculé les odds ratios brutos et ajusté pour les variables confondantes. Pour les nutriments, les odds ratios ont été ajustes pour l’énergie totale selon la méthode des résidus. Pour quantifier l'effet indépendant des expositions en étude, il a été fait le calcul des odds ratio ajusté et respectifs intervalle de confiance à 95% (IC à 95%) en utilisant une régression logistique inconditionnelle. Comme dans l'analyse univariée, les modèles de régression ont été construits séparément pour chaque sexe, car cette variable est d’elle même un facteur de risque pour la variation de la pression artérielle. Ont été pris en compte dans les modèles finales de régression, des variables ajustables, toutes celles qui, en analyse univariée ont démontré une contribution importante à la compréhension du risque de variation des niveaux de pression artérielle et celles pour lesquelles il y avait une plausibilité biologique ou si associé à des intervalles de confiance déplacés dans un des sens, même si n’était pas atteinte une signification statistique (p <0,05). Résultats: Parmi les 605 participants, la majorité est du sexe féminin, étant les hommes plus âgés avec une moyenne d’IMC et RCA supérieur ainsi que la moyenne de la pression artérielle diastolique et systolique. Le nombre moyens d’heures de travail est supérieur chez les hommes ainsi que le temps moyen en activités très légères mais ce sont les femmes qui consomment plus de temps en tâches ménagères. Les hommes fument plus et plus de cigarettes par jour, ils ingèrent une quantité moyenne de vi net de bière supérieur à des femmes, le même se passe avec le café expresso. Les nutriments qui sont moins consommé au quotidien par les femmes sont: l’énergie, le cholestérol, la vitamine A total, les caroténoïdes, vitamine D, vitamine B12, sodium, caféine et alcool. Il y a un risque accru de manière significative par rapport à la variation de la pression artérielle chez les femmes âgées entre 37 et 40 ans, même après ajustement. Chez les hommes, cette augmentation significative est entre 35 et 37 ans. Avec l'état civil il y a un risque accru de manière significative par rapport à la variation de la pression artérielle chez les femmes divorcées / séparées et les hommes célibataires sont protégés. Les femmes obèses ont un risque augmenté de manière significative par rapport aux fluctuations de la pression artérielle, même après ajustement, le même se passe chez les hommes pré-obèses et obèses. Le nombre moyen d'heures de sommeil par jour a un effet protecteur que chez les femmes, pour la classe de 7 à 8 heures / jour. Chez les hommes le temps passé à des activités de loisirs légères a un effet protecteur significatif pour la classe au-dessus des 120 minutes / jour, même après ajustement. Chez les deux sexes, et après l'ajustement, l'augmentation de l’'activité physique au quotidien est associée à un risque diminué par rapport à la variation de la pression artérielle, mais la signification statistique n'a pas été atteinte. Les fumeurs des deux sexes, se révèlent avoir un risque significativement accru par rapport à la variation de pression artérielle par rapport aux non-fumeurs. Les femmes qui consomment plus de 1540 ml de vin, ont un risque augmenté de façon significative par rapport à la variation de la pression artérielle, cinq fois plus élevé que celles qui consomment jusqu’à 250 ml. Les hommes qui consomment plus de 1400ml de bière ont révélé une augmentation significative du risque par rapport aux fluctuations de la pression artérielle, trois fois et demie supérieure que ceux qui consomment jusqu'à 400 ml de bière. Les femmes et les hommes qui consomment plus de 28 cafés par semaine ont un risque significativement accru par rapport aux fluctuations de la pression artérielle, environ trois fois plus élevé que ceux qui consomment jusqu'à 14 cafés. En ce qui concerne l'évaluation de l'effet de l'apport quotidien moyen de nutriments par rapport à la variation de PA, les hommes dont l'apport quotidien moyen des glucides se situent dans les 3èmes et 4èmes quartiles, ont augmenté de façon significative le risque par rapport à la variation de PA. La consommation quotidienne moyenne de glucides complexes, chez les femmes, des 2èmes et 3èmes quartiles, après ajustement, manifeste un effet protecteur. Les hommes ayant un apport quotidien moyen de fibres dans les 3èmes et 4èmes quartiles ont un risque significativement accru par rapport à la variation de PA. L'apport quotidien moyen de graisses saturées chez les hommes dans le dernier quartile montre une augmentation significative du risque par rapport à la variation de PA. Chez les femmes, l'apport quotidien moyen de graisses polyinsaturées dans le dernier quartile montrent une augmentation significative du risque par rapport à la variation de la PA. Les hommes qui présentent des valeurs moyennes de consommation de cholestérol par jour dans le 3ème quartile, après ajustement, présentent un effet protecteur significatif par rapport à la variation de la PA. Les femmes dont l'apport quotidien moyen de Omega3 dans le dernier quartile présente après ajustement, une augmentation significative du risque par rapport à la variation de PA. La moyenne quotidienne des valeurs d'apport d’omega6 chez les hommes, situé au 3ème quartile révèlent une augmentation significative du risque par rapport à la variation de la PA. Après ajustement les résultats s’inversent pour un effet protecteur. L’ingestion moyenne de vitamine A par jour chez les femmes, des 2èmes et 3èmes quartiles, après ajustement a un effet protecteur significatif par rapport à la variation de la PA. Les hommes avec un apport quotidien moyen de caroténoïdes dans le 2ème quartile ont un risque significativement accru par rapport à la variation de la PA. Les hommes dont l'apport quotidien moyen de vitamine D dans les 2ème et dernier quartiles montrent une augmentation significative du risque par rapport à la variation de la PA. La consommation quotidienne moyenne de vitamine E chez les femmes avec des valeurs encadrées dans le 2ème quartile, après ajustement, révèle un effet protecteur significatif. La consommation quotidienne moyenne de vitamine B1 situé dans le dernier quartile chez les hommes, a un risque significativement accru par rapport à la variation de PA. L’apport quotidien moyen de vitamine B2 chez les hommes dans le dernier quartile a un risque considérablement accru par rapport aux variations de PA. Les hommes avec un apport quotidien moyen de vitamine B6 aux 2ème et dernier quartiles, ont un risque accru par rapport aux variations de PA. Les valeurs moyens au quotidien d’ingestion de vitamine B12 par les femmes situées aux 2ème et 3ème quartiles, révèle un effet protecteur significatif par rapport à la variation de la PA, après ajustement. Les hommes, aussi, après un apport moyen au quotidien de vitamine B12 dans le 2ème et 3ème quartiles, présentent, après ajustement, un effet protecteur par rapport à la variation de la PA, qui se maintient après ajustement. Les hommes qui consomment des valeurs moyennes de calcium au 2ème quartile présentent, après ajustement, une augmentation significative du risque par rapport à la variation de la PA. Chez les hommes, la consommation moyenne au quotidien de magnésium en quantités correspondantes au dernier quartile démontre un risque considérablement accru par rapport aux variations de PA. Les hommes qui consomment au quotidien du potassium, au dernier quartile, présentent un risque considérablement accru par rapport aux variations de PA. Les femmes qui consomment au quotidien du sodium en quantités correspondantes à tous les quartiles au-dessus du quartile de référence, après ajustement, présentent un effet protecteur, étant que les deux premiers quartiles ont une signification statistique. Les hommes avec un apport quotidien d’éthanol correspondants aux premier et 2ème quartiles présentent, après ajustement, un risque considérablement accru par rapport aux variations de PA. Les hommes avec un apport quotidien d’éthanol au dernier quartile, présentent aussi un risque considérablement accru par rapport aux variations de PA. Cet effet est acentué après ajustement. Conclusion: La plupart des 605 participants sont des femmes, étant, de façon significative, les hommes plus âgés, avec une moyenne d'IMC, de RCA et de pression diastolique et systolique, significativement plus élevé. Les hommes fument plus souvent et plus de cigarettes par jour, ils consomment au quotidien une quantité de vin, de bière et de café expresso significativement plus élevé que celle des femmes. Il y a un risque accru de manière significative par rapport à la variation de la PA chez les femmes âgées entre 37 et 40 ans, même après ajustement, ainsi que chez les hommes entre 35 et 37 ans. À l'égard de l'état civil, il y a un risque accru de manière significative par rapport à la variation de la PA chez les femmes divorcées / séparées. Les hommes célibataires sont protégés. Les femmes obèses ont un risque significativement accru par rapport aux variations de la PA, même après ajustement, le même se passe chez les hommes pré-obèses et obèses. Le nombre moyen d'heures de sommeil par jour a un effet protecteur que chez les femmes (catégorie 7 à 8 heures / jour). Chez les hommes le temps passé à réaliser des activités de loisirs légères a un effet protecteur significatif pour la catégorie au-dessus des 120 minutes / jour, même après ajustement. Les fumeurs des deux sexes, ont un risque accru de manière significative par rapport à la variation de PA par rapport aux non-fumeurs. Les femmes qui consomment plus 1540 ml de vin, ont un risque accru de manière significative par rapport à la variation de la PA. Les hommes qui consomment plus de 1400 ml de bière ont un risque significativement accru par rapport à la variation de la PA. Les consommateurs de plus de 28 cafés par semaine ont un risque significativement accru par rapport à la variation de PA. La relation entre l'apport quotidien moyen de nutriments et la variation de PA démontre une augmentation significative du risque, avant ajustement, chez les hommes avec un apport quotidien moyen des glucides dans le 3ème et le 4ème quartile, chez les hommes avec un apport quotidien moyen de fibres dans les 3ème et 4ème quartiles, chez les hommes avec un apport quotidien moyen de graisses saturées au dernier quartile, les femmes avec une consommation quotidienne moyenne de graisses polyinsaturées encadrées dans le dernier quartile, chez les hommes avec un apport quotidien moyen d’ omega6 dans le 3ème quartile (passant à protecteur après ajustement). Chez les hommes dont l'apport quotidien moyen de vitamine B1 dans le dernier quartile, chez les hommes ayant un apport quotidien moyen de vitamine B2 dans le dernier quartile, chez les hommes avec un apport quotidien moyen de vitamine B6 dans les 2ème et dernier quartiles, chez les hommes ayant un apport quotidien moyen de magnésium au dernier quartile et chez les hommes avec un apport quotidien moyen de potassium au dernier quartilel. La relation entre la consommation quotidienne moyenne de nutriments et la variation de PA montre un risque significativement accru, après ajustement, chez les femmes ayant un apport quotidien moyen des oméga-3 dans le dernier quartile; chez les hommes avec l'apport moyen quotidien de calcium dans le 2ème quartile et chez les hommes avec un apport quotidien moyen de l'éthanol dans les premier et 2èmes quartiles. Seulement les hommes avec un apport moyen au quotidien d’éthanol, au dernier quartile présentent un risque significativement accru par rapport à la PA, avant et après l’ajustement. La relation entre la consommation moyenne au quotidien de nutriments et la variation de PA démontre un effet protecteur, après ajustement, chez les femmes qui consomment en moyenne au quotidien des glucides complexes, aux 2èmes et 3èmes quartiles, chez les hommes qui consomment en moyenne du cholestérol au 3ème quartile, chez les femmes qui consomment en moyenne au quotidien de la vitamine A total du 2ème et 3ème quartiles, chez les hommes avec une consommation moyenne au quotidien de caroténoïdes au 2ème quartile, chez les hommes qui consomment au quotidien en moyenne de la vitamine D aux 2ème et dernier quartiles, chez les femmes qui consomment au quotidien en moyenne de la vitamine E au 2ème quartile, chez les femmes qui consomment en moyenne au quotidien de la vitamine B12 aux 2ème et 3ème quartiles, chez les hommes qui consomment en moyenne au quotidien de la vitamine B12 aux 2èmes et 3èmes quartiles et les femmes qui consomment en moyenne au quotidien du sodium au 2éme et 3ème quartiles. Seulement les femmes avec une consommation moyenne au quotidien de calcium correspondant au dernier quartile présentent un effet protecteur par rapport à la variation de PA après set avant ajustement.
Descrição: Tese apresentada à Universidade Fernando Pessoa como parte dos requisitos para obtenção do grau de Doutor em Biotecnologia e Saúde, especialidade em Epidemiologia e Saúde Pública.
URI: http://hdl.handle.net/10284/5085
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