Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10284/5075
Título: Girls as minorities
Outros títulos: norms, social processes and practices and their impact on girls' sexual health in Tanzania
Autor: Mwolo, Martha Peter
Orientador: Cardoso, João Casqueira
Palavras-chave: Minorias
Rapariga
Tanzânia
Saúde
Sexualidade
Processos sociais
Minorities
Girl
Tanzania
Health
Sexuality
Social processes
Minorités
Fille
Tanzanie
Santé
Sexualité
Processus sociaux
Data de Defesa: 2015
Editora: [s.n.]
Resumo: A vulnerabilidade dos raparigas às ameaças à sua saúde sexual é um assunto que não tem recebido a devida atenção até à data. O presente estudo foi estabelecido para investigar os processos sociais e práticas influenciando os comportamentos sexuais de risco, gravidezes indesejadas e transmissão de VIH junto das raparigas na Tanzânia. O estudo começou com extensa revisão da literatura científica para mapear a sexualidade adolescente e a saúde. O objetivo foi analisar os factores subjacentes aos comportamentos sexuais de risco, gravidezes indesejadas e transmissão de VIH junto das raparigas, e especificamente para identificar os significados sociais sobre género e sexualidade adolescente relevantes na sociedade mais ampla e avaliar as implicações na saúde das raparigas. A segunda parte é constituída por um estudo empírico, que foi realizado, principalmente em Dar-es-Salaam, com quatro organizações não governamentais. Clara tendências surgiram a partir do presente estudo para indicar que os comportamentos sexuais de risco, gravidezes indesejadas e transmissão de VIH junto das raparigas são intimamente relacionados com formas involuntárias ou parcialmente involuntárias de reprodução das relações de poder, significados sociais, códigos morais, com o estigma e o silêncio associados à sexualidade das raparigas e à sua saúde sexual no seio de instituições-chave, neste caso normas jurídicas (incluindo políticas) e as organizações não governamentais. Consequentemente, os comportamentos sexuais de meninas são ocultados, à medida em que se envolvem em relações sexuais discretas. Elas não podem usar os instrumentos disponíveis, as informações sobre a saúde sexual e os serviços oferecidos, por medo de deixar conhecer o facto de serem sexualmente activas. Embora possam ter já uma experiência da vida, ter na sua posse e/ou negociar o uso do preservativo é susceptível de prejudicar a sua respeitabilidade perante parceiros sexuais masculinos. Elas podem igualmente ser punidas pelos pais, tutores e professores, algo que não é necessariamente aplicável aos rapazes. O preservativo e uso do preservativo estão intimamente associados, para as raparigas, com a falta de confiança, com a infidelidade e com a promiscuidade. O estudo conclui que as normas jurídicas (incluindo políticas) e as organizações não governamentais não devem reforçar os significados sociais associados com a identidade de género e a sexualidade adolescente, ou outros elementos que colocam em risco a saúde das raparigas. Todos os esforços para proteger os direitos das raparigas relacionados com a saúde através de normas jurídicas e de políticas, incluindo a prevenção de comportamentos de risco sexual, gravidezes indesejadas e transmissão de VIH, tem que ter simultaneamente uma dimensão individual e uma dimensão coletiva.
Adolescent girls’ vulnerability to sexual health threats is a subject that has not received adequate attention to date. The present study was set out to investigate the social processes and practices influencing sexual risk behaviors, unintended pregnancies, and HIV transmission among adolescent girls in Tanzania. The study began with an extensive revision of scientific literature in order to map adolescent sexuality and health. The aim was to examine the underlying factors of sexual risk behaviors, unintended pregnancies, and HIV transmission among adolescent girls, and specifically, to identify the social meanings about gender and adolescent sexuality relevant in the wider society, and assess implications on girls’ health. The second part constituted an empirical study which was conducted, mainly in Dar es Salaam, with four non-governmental organizations. Clear trends emerged from the present study to indicate that sexual risk behaviors, u nintended pregnancies, and HIV transmission among adolescent girls are closely related to unintended and partially intended reproduction of the power relations, social meanings, moral codes, stigma and silence attached to adolescent girls’ sexuality and sexual health within key institutions, in this case laws (including policies), and non-governmental organizations. Consequently, girls’ sexual behaviors go underground as they engage in discreet sexual relations. They may not use available tools and sexual health information and services offered, for fear of being known to be sexually active. Although they may have life skills, carrying and/or negotiating condom use is likely to damage their respectability before male sexual partners. They can also be punished by parents, guardians and teachers, and the same does not necessarily apply to adolescent boys. Condom and condom use are closely associated, for girls, with lack of trust, with infidelity and with promiscuity. The study concludes that, laws (including policies) and non-governmental organizations should not reinforce the identified social meanings about gender identity and adolescent sexuality, and any other elements which jeopardize girls’ health. All efforts for protecting girls’ rights related to health in laws and policies, including, prevention of sexual risk behaviors, unintended pregnancies, and HIV transmission, have to have both an individual dimension and a collective dimension.
La vulnérabilité des filles aux menaces pour la santé sexuelle est un sujet qui n'a pas reçu une attention suffisante à ce jour. La présente étude a été conçue pour approfondir les processus sociaux et pratiques influençant les comportements sexuels de risque, les grossesses non désirées et la transmission du VIH chez les filles en Tanzanie. L'étude commence par un examen le plus ample possible de la littérature scientifique pour situer la sexualité des adolescents et la santé. L'objectif y est d'analyser les facteurs qui sous-tendent les comportements sexuels de risque, les grossesses non désirées et la transmission du VIH chez les filles, et plus précisément d’identifier les significations sociales quant au genre et à la sexualité des adolescents dans la société en général, et d'évaluer leurs répercussions sur la santé des filles. La deuxième partie se compose d'une étude empirique, effectuée principalement à Dar-es-Salaam, avec quatre organisations non gouvernementales. Des tendances claires se dégagent de cette étude, qui indiquent que les comportements sexuels à risque, les grossesses non désirées et la transmission du VIH chez les filles sont étroitement liés à des formes involontaires ou partiellement involontaires de reproduction des relations de pouvoir, à des significations sociales, à des codes moraux, à la stigmatisation et au silence associés à la sexualité et à la santé sexuelle des filles au sein des institutions-clé socialement, dans ce cas les normes juridiques (y compris les politiques) et les organisations non gouvernementales. En conséquence, le comportement sexuel des filles est occulté, tandis que ces dernières continuent à entretenir des relations sexuelles discrètes. Elles ne peuvent nullement utiliser les instruments disponibles, les informations sur la santé sexuelle et les services offerts, par crainte de faire connaitre qu’elles sont sexuellement actives. Bien qu’elles puissent avoir une certaine expérience de la vie, le fait de détenir et/ou de négocier l'utilisation du préservatif est susceptible de nuire à leur respectabilité face à des partenaires sexuels masculins. Elles peuvent également être punies par leurs parents, leurs tuteurs et leurs enseignants, chose qui n'est pas nécessairement applicable aux garçons. Le préservatif et l'utilisation du préservatif sont étroitement associés, pour les filles, avec le manque de confiance, l'infidélité et la promiscuité. L'étude conclut que les normes juridiques (y compris les politiques) et les organisations non gouvernementales ne devraient pas renforcer les significations sociales associées à l’identité de genre et à la sexualité des adolescentes, ou d'autres éléments qui mettent en danger la santé des filles. Tous les efforts pour protéger les droits des filles par le biais de normes juridiques relatives à la santé et de politiques, y compris la prévention des comportements sexuels de risque, les grossesses non désirées et la transmission du VIH, doivent avoir simultanément une dimension individuelle et une dimension collective.
Descrição: Tese apresentada à Universidade Fernando Pessoa como parte dos requisitos para obtenção do grau de Doutor em Ciências Sociais, especialidade em Estudos de Minorias
URI: http://hdl.handle.net/10284/5075
Aparece nas colecções:FCHS (DCPC) - Teses de Doutoramento

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