Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10284/4988
Título: Relação entre violência nas relações de namoro e violência no contexto familiar
Autor: Faias, Joana Casaca
Orientador: Caridade, Sónia
Cardoso, Jorge
Palavras-chave: Relações Amorosas
Violência no Namoro
Violência Interparental
Jovens Adultos
Romantic relationships
Dating violence
Interparental violence
Young adults
Data de Defesa: 2015
Editora: [s.n.]
Resumo: O estudo da relação entre a violência no namoro e a exposição/vitimação de violência interparental tem despertado o interesse sobretudo por parte da comunidade científica internacional, a qual documenta existir uma relação positiva. Não obstante, a comunidade científica portuguesa tem-se dedicado essencialmente à caracterização da prevalência destes fenómenos, negligenciando a análise da relação entre eles. O presente estudo procura, assim, colmatar a lacuna existente ao procurar analisar a relação entre a violência ocorrida nas relações de intimidade dos jovens adultos e a violência experienciada no seio familiar. Para o efeito recorremos a dois instrumentos de autorrelato: Escala de Tácticas do Conflito Revisada (CTS) para avaliar a prevalência das tipologias de violência no namoro e a Escala de Sinalização do Ambiente Familiar Natural Infantil (S.A.N.I) para caracterizar o ambiente familiar dos participantes, os quais foram disponibilizados numa plataforma online – Google Docs. Esta investigação contou com uma amostra de 505 participantes (dos quais 80.6% pertenciam ao sexo feminino) com idades compreendidas entre os 18 e os 25 anos (M = 21.76; D.P. = 2.15), em que todos os participantes já tinham pelo menos uma experiência amorosa. Os resultados obtidos demonstram que existem altas taxas de prevalência da violência nas relações amorosas atuais, tanto na perpetração como na vitimação, onde a tipologia mais frequente é a agressão psicológica (52.3% - 50.4% respetivamente), seguida da coerção sexual (28.5% - 33.6% respetivamente), o abuso físico sem sequelas (22% - 21.4% respetivamente) e por fim, de forma menos expressiva, mas ainda assim preocupantes, registamos o abuso físico com sequelas (3.8% - 3% respetivamente). As únicas diferenças estatisticamente significativas encontradas a nível de género, foram no padrão da perpetração, nomeadamente na coerção sexual, e em que os rapazes (46%) se identificam como sendo os principais perpetradores desta forma de violência. Foram sinalizados nos contextos familiares dos participantes elevadas taxas de violência (80.8%), onde a mais prevalente foi a violência emocional (74.3%), de seguida o controlo (65.9%), a coerção (34.5%) e por fim, a violência física (16.4%). Não foram detetadas diferenças de género estatisticamente significativas. As análises de associação demonstram que existe uma relação positiva entre a violência no namoro e a exposição à violência interparental, tanto na vitimação (quem está exposto a abuso emocional, coerção, controlo e abuso físico na família) como na perpetração (quem está exposto a abuso emocional, controlo e coerção na família). Os resultados encontrados mostram que é necessário maior investimento na área para entender o fenómeno e criar medidas de prevenção e intervenção junto das famílias de modo a diminuir as taxas elevadas encontradas.
The study of the relationship between dating violence and exposure/ victimization interparental violence, has aroused interest especially from the international scientific community, which documents exist a positive relationship. Nevertheless, the Portuguese scientific community has devoted essentially to assess the prevalence of these phenomena, neglect of the relationship between them. This study therefore seeks to bridge the gap when looking to analyze the relationship between the violence experienced within the family. We used for this purpose two self – report questionnaires: the Conflict Tactics Scales (CTS -2) to evaluate the prevalence of violence typologies of intimate abuse and the Children’s Family Environment Natural Signaling Scale (S.A.N.I.) to characterize the family environment of the participants, which were available an online platform – Google Docs. This research involved a sample of 505 participants (80.6% female) with age between 18 and 25 years (M = 21.76; S.D = 2.15), in which all participants have had at less a romantic experience. The results showed that there are high rates of violence present romantic relationships, both in the perpetration and victimization, where the most frequent type is psychological abuse (52.3% - 50.4%, respectively), followed by sexual coercion (28.5% - 33.6%, respectively), physical abuse without sequelae (22% - 21.4%, respectively) and finally, the physical abuse with sequelae comes to be the least prevalent (3.8% - 3%, respectively). The only statistically significant differences found of gender level, where the standard perpetration, particularly sexual coercion, where the boys (46%) as the main perpetrators arise. Family contexts in the participants were flagged high levels of violence (80.8%), which was the most prevalence emotional violence (74.3%), soon after then the control (65.9%), coercion (34.5%) and finally, violence physical (16.4%). However, it wasn’t detected statistically significant differences in relation to gender. The association analyzes show that there is a positive relationship between dating violence and exposure to violence interparental, in both victimization (who are exposure to emotional abuse, coercion, control and physical abuse in the family) as the perpetration (who is exposed to emotional abuse, control and coercion in the family). The results show a need for higher investment in the area to understand the phenomenon and create prevention and intervention measures with families in order to reduce the high rates found.
Descrição: Dissertação apresentada à Universidade Fernando Pessoa como parte dos requisitos para obtenção do grau de Mestre em Psicologia Jurídica
URI: http://hdl.handle.net/10284/4988
Aparece nas colecções:FCHS (DCPC) - Dissertações de Mestrado

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