Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10284/4904
Título: O imaginário na obra cinematográfica de João César Monteiro
Autor: Muga, Henrique António
Orientador: Leão, Isabel Ponce de
Data de Defesa: 2015
Editora: [s.n.]
Resumo: Analisar o imaginário na obra cinematográfica de João César Monteiro (1939-2003) constitui o grande objetivo deste trabalho. A abordagem desenvolvida ancora em dois suportes concetuais, o modelo teórico do imaginário, e as teorias sobre a ontologia e a linguagem do cinema. Integrando as antigas teorias da imagem, a moderna abordagem da representação, e as novecentistas teorias da imaginação, o modelo do imaginário – construído ao longo do século XX por, entre outros, Carl Jung, Gaston Bachelard, Mircea Eliade, Paul Ricoeur e Gilbert Durand – dá-nos conta do estado da relação entre a imaginação simbólica e as imagens pós-reprodutibildade técnica. “Conjunto das imagens e relações de imagens que constitui o capital pensante do homo sapiens” (G. Durand, 2005, p. 21), “espaço de afrontamento entre as imagens congeladas e a imaginação viva” (Bragança de Miranda, 2002, p. 16), o imaginário encontra no cinema um dispositivo crucial no diálogo entre os mais diversos tipos de imagens e na interação entre o real e o imaginário. Guiados pela mitodologia de G. Durand (1993, 2003, 2005), a leitura que fazemos do cinema de João César Monteiro mostra-nos um cinema-cristal, um cinema que reflete de forma pura e provocadora o invisível que nos rodeia; da profundidade noturna que o estrutura, afloram imagens da mulher e da água, dos espelhos e dos olhares, da viagem e da iniciação, da alteridade e da confiança, do cinema e de Portugal. Projetando o mundo pessoal do autor para uma dimensão transcendental, tal universo imagético é constelado em torno de dois mitos principais, o mito da intimidade, uma religião da mulher e das substâncias, e o mito da Idade de Ouro, um sonho do eterno retorno e uma cruzada progressista e hermetista em direção ao Império Espiritual. Analyze the imaginary in the film work of João César Monteiro is the main goal of this project. The developed approach is anchored in two conceptual supports: the imaginary theoretical model, and theories of ontology and the language of cinema. Integrating the old image theories, the modern approach of representation and the nineteenth-century imagination theories, the imaginary model – built during the twentieth century by Carl Jung, Gaston Bachelard, Mircea Eliade, Paul Ricoeur, Gilbert Durand and many others – give us a perspective about the relationship between the symbolic imagination and images post- reproducibility technical. “Set of images and image relations that are the thinking capital of the homo sapiens” (G. Durand, 2005, p. 21), “coping space between frozen images and vivid imagination” (Bragança de Miranda, 2002, p. 16), the imaginary finds in the cinema a crucial device in the dialogue between various types of images and in the interaction between the real and the imaginary. Guided by G. Durand´s mythodology (1993, 2003, 2005), the reading that we do about the João César Monteiro’s filmography, show us a crystal-cinema, a cinema that reflects in a pure and provocative way the invisible around us; from the night depth that structure it, outcrop images of women and water, from mirrors and looks, from journey and the initiation, from otherness and trust, from the cinema and Portugal. Projecting the personal world of the author to a transcendental dimension, such imagery universe is strewn around two main myths, the myth of intimacy, a religion of women and substances, and the myth of the Golden Age, a dream of eternal return and a progressive and hermetic cross towards the Spiritual Empire. Analyser l'imaginaire dans le cinéma de João César Monteiro (1939-2003) est l'objectif principal de ce travail. L'approche développée ancre dans deux supports conceptuels, le modèle théorique de l'imaginaire, et les théories sur l'ontologie et le langage du cinéma. Intégrant les anciènnes théories de l'image, l'approche moderne de la représentation, et les théories du XIXe siècle de l'imagination, le modèle de l’imaginaire – construite au cours du XXe siècle par, entre autres, Carl Jung, Gaston Bachelard, Mircea Eliade, Paul Ricoeur et Gilbert Durand – nous donne un compte rendu de l'état de la relation entre l'imagination symbolique et les images post-reproductibilitè technique. "L’ensemble des images et les relations d’images qui constituent le capital de l'homo sapiens» (Durand, 2005, p 21.), «espace d’affrontement entre les images figées et l’imagination vivant" (Bragança de Miranda 2002, p. 16), l'imaginaire trouve dans le cinéma un dispositif crucial dans le dialogue entre les différents types d'images et dans l'interaction entre le réel et l'imaginaire. Guidé par la mitodologie de G. Durand (1993, 2003, 2005), la lecture que nous faisons du cinéma de João César Monteiro nous montre un cinéma-cristal, un cinéma qui reflète de façon pure et provocateur l'invisible autour de nous; de la profondeur nocturne que le structure, affleurent images des femmes et de l'eau, des miroirs et des regards, de la voyage et l'initiation, de l'altérité et de la confiance, du cinéma et de Portugal. En projectant le monde personnel de l'auteur à une dimension transcendantale, tel univers imaginaire est constellé autour de deux mythes principaux, le mythe de l'intimité, une religion des femmes et des substances, et le mythe de l'Âge d'Or, un rêve de l'éternel retour et une croix progressive et hermétique vers l'Empire Spirituel.
Descrição: Tese apresentada à Universidade Fernando Pessoa como parte dos requisitos para obtenção do grau de Doutor em Ciências Sociais, especialidade de Psicologia
URI: http://hdl.handle.net/10284/4904
Aparece nas colecções:FCHS (DCPC) - Teses de Doutoramento

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