Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10284/4211
Título: Acordes de Chama
Outros títulos: A Presença da Paixão e do Caos em Medeia e Norma
Autor: Pereira, Marta Isabel Santos
Orientador: Leão, Isabel Ponce de
Tunhas, Paulo
Data de Defesa: 2014
Editora: [s.n.]
Resumo: Medeia percorre um longo caminho. Na verdade, da antiguidade clássica surge frequentemente ao longo dos tempos como tema de produções artísticas. A qualidade com que a escrita de Eurípides a apresenta não é fenómeno alheio. O dramaturgo, possuidor de uma criação formal muito própria, apresenta Medeia como a entende, ou seja, inesquecível devido à sua acção perante as contrariedades. Medeia e Eurípides formam um par perfeitamente sincronizado – as características únicas da personagem como as do seu autor resultaram num trabalho que não ficou imóvel. Mais tarde, a música também toma Medeia. Muda o nome o lugar e o tempo, mas ela está lá. Em Norma, sacerdotisa umbilicalmente ligada à semi-deusa. Tema de outros criadores também incontornáveis, Romani e Bellini, cuja ligação a Eurípides é inegável, Norma sente igualmente o desaparecimento da paixão e o surgimento de uma desordem que a tortura. A forma como reage é totalmente diferente, o que leva a uma reflexão sobre as semelhanças e diferenças entre estas irmãs de destino. O trabalho encontra-se dividido em três capítulos nucleares. Num primeiro momento apresenta uma contextualização histórica relativamente à produção literária clássica, assim como uma consideração sobre o estilo de Eurípides. Em seguida, observa mais vagarosamente a tragédia Medeia, assim como a personagem que lhe dá nome e os principais momentos que nesta surgem. No início do segundo momento estabelece-se uma ligação entre o Classicismo e o Renascimento, no que diz respeito à música e valores que esta transporta. Contextualiza-se a ópera Norma, comenta-se a protagonista assim como o enredo. O terceiro capítulo, para além de mostrar o que junta e separa as protagonistas, dedica-se aos momentos de âgon presentes nas obras. Um fio conductor percorre todo o trabalho: a paz estabelece-se na presença da paixão e o caos tudo arrasa na presença da desarmonia. Medeia e Norma são as guias dessa viagem, tradutoras desses inesquecíveis momentos.
Medea goes a long way. Indeed, from classical antiquity she often occurs over time as the subject of artistic productions. The quality of Euripides’ writing and the way he presents her is not a minor aspect. The playwright, owner of a very formal creation himself, presents Medea as he feels her, unforgettable due to her actions when facing setbacks. Medea and Euripides are a perfectly synchronized pair, and this work demonstrates that aspect. The unique characteristics of the character as well as the ones of the author resulted in a work that did not sit still. Later, the music also takes Medea. It renames places and time, but she is there. In Norma, a priestess inextricably linked to the semi-godess. Subject of other authors whose work is also imperative to aknowledge, Romani and Bellini, and whose connection to Euripides is undeniable, Norma also feels the disappearance of the passion and the emergence of a disorder that tortures her. The way these women react is totally different, which leads to further reflection on the similarities and differences between these sisters of fate. The work is divided into three nuclear chapters. Fisrtly, it presents an historical overview on the literary classics, as well as a reflexion on the writing style of Euripides. Then it observes in more detail the tragedy Medea, as well as the main character and the key moments that arise. At the beginning of the second stage the work establishes a connection between the Classicism and the Renaissance, regarding music and the values carried. It also contextualizes the opera Norma, comments on the protagonist as well as the plot. The third chapter, beyond showing what joins and separates the protagonists, is dedicated to the moments of âgon both in the play as well as in the opera. However, a leit motif runs throughout the work: peace is established in the presence of passion and chaos devastates everything in the presence of disharmony. Medea and Norma are the guides to that trip, translators of those unforgettable moments.
Médée parcourt un long chemin. En effet, depuis l'Antiquité Classique elle apparaît souvent comme l'objet de plusieurs productions artistiques. La qualité de l’écriture d’Euripide n'est pas un phénomène inconscient. Le dramaturge, doué d'une création formelle très propre, présente Médée comme il la perçoit, c'est-à-dire, inoubliable, grâce à son action face à des revers. Médée et Euripide sont un couple parfaitement synchronisé. C’est ce que ce travail nous présentera. Les caractéristiques uniques du personnage et celles de l'auteur ont construit un travail changeant tout le temps. Plus tard, la musique prend également Médée. Les places et le temps changent, mais elle est toujours là. À Norma, prêtresse ombilicalement liée à la demi-déesse. Thème d'autres autheurs aussi importants, Romani et Bellini, dont la liaison à Euripide est indéniable, Norma sent également la disparition de la passion et l’apparition d'un désordre qui la torture. Sa réaction est tout à fait différente, ce qui conduit à une réflexion plus approfondie sur les ressemblances et les différences entre ces soeurs du destin. Ce travail est divisé en trois parties principales. Tout d’abord, le premier chapitre se rapportera au contexte historique de la production littéraire classique, ainsi qu'il réflèche sur le style d'Euripide. Puis, il prendra en détail la tragédie Médée, le personnage qui emprunt le nom à l’oeuvre et les moments-clés qui s’y placent. Au début de la deuxième partie, on établira la relation entre le Classicisme et la Renaissance, en ce qui concerne la musique et les valeurs qu'elle emporte avec soi. Ce chapitre présentera aussi l'opéra Norma et commente sur le protagoniste, ainsi que l'histoire. Le troisième chapitre, au-delà de montrer ce qui rejoint et sépare les protagonistes, réfléchit sur les moments d'âgon dans les oeuvres. Toutefois, il y a un fil conducteur tout au long de l'oeuvre: la paix est établie face à la passion et le chaos dévaste tout devant la présence de la discordance. Médée et Norma sont les guides de ce voyage, les traducteurs de ces moments inoubliables.
Descrição: Tese apresentada à Universidade Fernando Pessoa como parte dos requisitos para obtenção do grau de Doutor em Ciências da Informação, especialidade Comunicação Audiovisual
URI: http://hdl.handle.net/10284/4211
Aparece nas colecções:FCHS (DCEC) - Teses de Doutoramento

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