Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10284/4082
Título: A transcriptase reversa como alvo terapêutico em doenças retrovirais
Autor: Azevedo, Filipe Costa
Orientador: Coelho, Maria João
Palavras-chave: Transcriptase reversa
VIH
Retrovírus
Terapia antirretroviral
Transcrição reversa
Reverse transcriptase
HIV
Retroviruses
Antiretroviral therapy
Reverse transcription
Data de Defesa: 2013
Editora: [s.n.]
Resumo: O impacto imediato da descoberta da enzima transcriptase reversa veio alterar até então o dogma central da biologia molecular, ou seja, que a transferência da informação genética é unidirecional: ADN-> ARN-> Proteína (Gilboa et al., 1979). As transcriptases reversas retrovirais são máquinas moleculares complexas com partes móveis e atividades múltiplas (Flint et al., 2009). Esta enzima também permitiu compreender a persistência de infeções retrovirais, bem como aspetos patogénicos do vírus da imunodeficiência adquirida (VIH) (Flint et al., 2009). Os retrovírus possuem um genoma composto por duas cadeias simples de ARN e replicam o ARN viral por transcrição reversa pela ação da enzima transcriptase reversa (Tenório et al., 2008). A família dos retrovírus tem vindo a ser um dos principais alvos de estudo de cientistas nas últimas décadas por ser causadora de doenças graves em humanos, como a síndrome da imunodeficiência adquirida (SIDA) (Tenório et al., 2008). O vírus responsável é o Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH) e trata-se de um retrovírus que modifica a composição genética das células que infeta, destruindo-as. São conhecidos dois tipos de vírus: VIH-1 e VIH-2 (Araújo, 2005). O avanço mais significativo, em termos de gestão da infeção VIH-1, pode ser atribuído ao tratamento dos pacientes através da utilização de fármacos antivirais, os quais podem suprimir a replicação do VIH-1 a níveis indetetáveis (Arts e Hazuda, 2012). Até à data, estão disponíveis cerca de 36 medicamentos para o tratamento de infeções por VIH, todos eles aprovados pela Food and Drug Administration (FDA) (U.S. Department of Health & Human Services, 2013). Entre eles, destacam-se duas classes de fármacos que inibem especificamente a enzima transcriptase reversa - inibidores da transcriptase reversa análogos de nucleosídeos (ITRAN) e inibidores da transcriptase reversa não análogos de nucleosídeos (ITRNAN) (Collier et al., 1996; D’Aquila et al., 1996; Stas- zewski et al., 1996). Uma das grandes ameaças a todas as terapias antivirais que existem atualmente, será sempre o aparecimento de estirpes virais resistentes à ação dos fármacos existentes (Sleiman et al., 2012). Por isso, é importante a presença constante de novos conhecimentos sobre toda a biologia da replicação viral, de forma a se obterem novas terapias em alternativa aos fármacos clássicos já existentes (Buckheit et al., 2010). The immediate impact of the discovery of the enzyme reverse transcriptase amends by then the central dogma of molecular biology , in other words, the transfer of genetic information is unidirectional : DNA - > RNA - > Protein (Gilboa et al., 1979) . The retroviral reverse transcriptases are complex molecular machines with moving parts and multiple activities (Flint et al., 2009). This enzyme also allowed us to understand the persistence of retroviral infections and pathogenic aspects of human immunodeficiency virus (HIV) (Flint et al., 2009). Retroviruses have a genome consisting of two single strands of RNA and replicate the viral RNA by reverse transcription by the action of the enzyme reverse transcriptase (Tenório et al., 2008). The family of retroviruses has been a main target of study in recent decades to be a cause of serious diseases in humans, such as acquired immunodeficiency syndrome (AIDS) (Tenório et al., 2008). The virus responsible is the human immunodeficiency virus (HIV), and it is a retrovirus that modifies the genetic composition of the infecting cells, destroying them. There are known two kinds of viruses: HIV-1 and HIV-2 (Araújo, 2005). The most significant, in terms of management of HIV-1 infection can be attributed to treatment of patients through the use of antiviral drugs which can suppress the replication of HIV-1 to undetectable levels (Hazuda and Arts , 2012). To date are available approximately 36 drugs for the treatment of HIV infections, all approved by the Food and Drug Administration (FDA) (U.S. Department of Health & Human Services, 2013). Among them, we highlight two classes of drugs that specifically inhibit the reverse transcriptase - nucleoside reverse transcriptase inhibitors (NRTIs) and non-nucleoside reverse transcriptase inhibitors (NNRTIs) (Collier et al., 1996; D ' Aquila et al., 1996; Stas- zewski et al., 1996). One of the major threats to all antiviral therapies that will always be the emergence of viral strains resistant to the action of available drugs (Sleiman et al., 2012). Therefore, it is important to the continuing presence of new knowledge about the biology of the whole viral replication in order to obtain new therapies alternative to existing classical drugs (Buckheit et al., 2010).
Descrição: Projeto de Pós-Graduação/Dissertação apresentado à Universidade Fernando Pessoa como parte dos requisitos para obtenção do grau de Mestre em Ciências Farmacêuticas
URI: http://hdl.handle.net/10284/4082
Aparece nas colecções:FCS (DCF) - Dissertações de Mestrado

Ficheiros deste registo:
Ficheiro Descrição TamanhoFormato 
Tese Final - Filipe Azevedo nº20186.pdf1,19 MBAdobe PDFVer/Abrir


FacebookTwitterDeliciousLinkedInDiggGoogle BookmarksMySpace
Formato BibTex MendeleyEndnote Degois 

Todos os registos no repositório estão protegidos por leis de copyright, com todos os direitos reservados.