Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10284/3916
Título: Prevalência de complicações associadas à colocação de piercings orais
Autor: Simões, Andreia Filipa de Araújo
Orientador: Pinho, Mónica Morado
Data de Defesa: 2013
Editora: [s.n.]
Resumo: INTRODUÇÃO: Os piercings orais tornaram-se muito populares durante as últimas décadas. Este tipo de ornamento pode provocar alterações na cavidade oral e comprometer a saúde do seu utilizador. OBJECTIVOS: Esta temática é bastante actual, e pouco abordada em Medicina Dentária, pelo que, o objectivo deste trabalho foi determinar a prevalência de complicações e/ou alterações associadas à colocação de piercings orais, conhecer a prevalência das localizações dos piercings orais, assim como, comparar a percepção do utilizador com a do investigador relativamente a alterações gengivais. MATERIAIS & MÉTODOS: Estudo observacional, transversal; Amostra de conveniência: 109 piercings observados em 82 indivíduos com idades compreendidas entre os 13 e os 30 anos pertencentes à Escola Artística de Soares dos Reis no ano lectivo 2012/2013 e indivíduos de quem o autor tinha conhecimento de possuírem piercings orais. Os participantes responderam a um questionário e foram submetidos a um exame clínico pelo examinador. RESULTADOS: Na amostra (76,8% género feminino), a idade média (±dp) é de 20,2 (±4,1) anos, sem diferença significativa por género (teste-t, p>0,05). Observaram-se 109 piercings orais em 82 indivíduos e determinou-se uma prevalência de complicações e/ou alterações associadas à colocação de piercings orais de 63,3% (IC95%: 54,3%-72,3%). A recessão gengival estava presente em 39,4% dos piercings observados, fracturas dentárias observaram-se em 11,9%, depressão labial em 9,2%, depressão na mucosa 3,6%, inflamação 2,8%, edema do freio labial 1,8%, quelóide 1,8%, depressão na língua 0,9%, edema da língua 0,9%, hiperplasia no lábio 0,9%, lesão no palato 0,9%, mobilidade dentária 0,9% e laceração 0,9%. O piercing localizado no lábio foi o mais prevalente (50,4%), seguindo-se o da língua com 25,7%, o piercing no freio labial observou-se em 16,5%, o do freio lingual em 4,6% e, finalmente o da bochecha em 2,8% do total de piercings observados. ii 74,4% dos participantes com recessão gengival, observada pelo investigador, não referiram ter percepção da mesma, pelo contrario, 7,6% dos participantes afirmaram ter sentido alteração ao nível da gengiva, embora o investigador não tenha observado recessão gengival. CONCLUSÃO: Dentro das limitações impostos pelo tipo de estudo podemos concluir que a maior prevalência de complicações associadas à colocação de piercings orais é de recessão gengival seguida de fracturas dentárias. O piercing mais prevalente é o piercing localizado no lábio. Há uma associação negativa entre a observação de recessão gengival (investigador) e a sensação de alteração ao nível da gengiva (participante). INTRODUCTION: The oral piercings have become more popular during the last decades. This type of adornment may lead to some changes in the oral cavity and also may compromise the health of the user. OBJECTIVS/ GOALS: This is a very up-to-date subject although it isn´t very addressed by the Dental Medicine. So, the aim of the present work was to determine the prevalence of the complications and/ or changes associated to the oral piercing procedures, get to know the locations of the prevalence of oral piercings, as well as to compare the perceptions of the user with the investigator regarding gingival changes. MATERIALS & METHODS: Observacional and cross sectional Study; Sample: 109 piercings were observed in 82 subjects (aged 13 to 30 years) attending the Soares dos Reis Artistic School in the 2012/2013 school year and also subjects that the author previously knew that wore oral piercings. All subjects were requested to fill out a questionnaire and underwent a clinical examination. RESULTS: In the sample (76,8% female), the mean age (±dp) is 20,2 (±4,1) years, without differences within genders (teste-t, p>0,05). 109 oral piercings were observed in 82 subjects and the prevalence of complications and/or changes associated to oral piercings procedures was 63,3% (IC95%: 54,3%-72,3%). The gingival recession was present in 39,4% of the observed piercings, dental fractures were reported in 1,9%, lip depression 9,2%, depression in the oral mucosal 3,6%, inflammation 2,8%, swelling/edema of the labial frenulum 1,8%, keloid 1,8%, tongue depression 0,9%, edema on the tongue 0,9%, lip hyperplasia 0,9%, palate lesions 0,9%, dental mobility 0,9% and laceration 0,9%. The piercing on the lip was the most common one (50,4%), followed by the tongue piercing 25,7%, the piercing on the labial frenulum was observed in 16,5%, and the tongue frenulum piercing in 4,6% and, lastly the cheek piercing in 2,8% of the total observed piercings. iv 74,4% of the subjects with gingival recession observed by the researchers, do not mention that change, on the contrary, 7,6% of the subjects claim to have felt some changes in the gingival although the researcher has not observed. CONCLUSIONS: Within the limitations of this study, it can be concluded that the major prevalence of complications associated with oral piercings procedures is the gingival recession followed by the dental fractures. The most common piercing procedure is the lip piercing. There is a negative association between the observation of gingival recession (researcher) and the feeling of change at the level of the gingiva (subject).
Descrição: Projeto de Pós-Graduação/Dissertação apresentado à Universidade Fernando Pessoa como parte dos requisitos para obtenção do grau de Mestre em Medicina Dentária
URI: http://hdl.handle.net/10284/3916
Aparece nas colecções:FCS (DCM) - Dissertações de Mestrado

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