Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10284/3870
Título: Entité / identité. Un outil d’indexation des documents relatifs à la poésie numérique
Autor: Bootz, Philippe
Szoniecky, Samuel
Bargaoui, Abderrahim
Palavras-chave: Poésie numérique
Préservation
Labilité
Poesia electrónica
Preservação
Labilidade
Data: 2013
Editora: Edições Universidade Fernando Pessoa
Citação: Cibertextualidades. Porto. ISSN 1646-4435. 5 (2013) 147-183.
Relatório da Série N.º: Cibertextualidades;5
Resumo: L’essai se propose de montrer que la préservation d’une oeuvre numérique à lecture privée, c’est-à-dire destinée à être lue sur un support numérique personnel, ne peut pas consister à tenter de refabriquer de l’identique mais consiste à préserver la possibilité de reconstruire séparément des facettes spécifiques de l’oeuvre. Il aboutit à la conclusion que préservation = documentation + indexation, mais une indexation ouverte qui ne cherche pas à indexer certains éléments au détriment d’autres, qui ne cherche pas à savoir «quoi» préserver. Pour ce faire, l’article commence par démontrer une des propriétés fondamentales du dispositif numérique : la labilité, qui consiste en une inexorable divergence naturelle des manifestations de l’oeuvre dans le temps. Se pose alors la question d’un état de référence qu’il conviendrait de restituer dans l’optique où la préservation consisterait à figer dans le temps un état de l’oeuvre. L’article démontre qu’un tel état n’existe pas pour les oeuvres à lecture privée. Dès lors, les solutions utilisées en muséologie pour préserver les installations numériques ne sont pas adaptées. L’essai s’appuie alors sur l’ontologie spinoziste pour déplacer la question de la préservation : celle-ci ne consisterait pas à figer dans le temps des parties extensibles mais à permettre l’établissement de relations à l’essence de l’oeuvre. La préservation est alors une question de documentation et de reconstruction. Cette reconstruction ne peut plus porter simultanément sur la totalité des relations initiales mais sur des facettes spécifiques éclatées.
Este artigo tem como objectivo mostrar que a preservação de um trabalho digital para leitura privada, isto é, destinado a ser lido em suportes electrónicos pessoais, não pode tentar refazer uma identidade, mas antes deve preservar a possibilidade de reconstruir separadamente as características específicas da obra. Conclui-se que preservação = indexação, mas uma indexação aberta que não tenta indexar alguns elementos em detrimento de outros, que não procura saber «o que» preservar. Para tal, o artigo começa por demonstrar uma das propriedades fundamentais de um dispositivo electrónico/digital: a labilidade, que consiste na natural divergência inexorável das manifestações da obra no tempo. Isso levanta a questão da recuperação de todo um estado de referência numa óptica onde a preservação seria a de congelar no tempo um estado da obra. O artigo argumenta que tal estado não existe para as obras para leitura privada. Por conseguinte, as soluções utilizadas em museologia para preservar instalações digitais, não são adequadas. O artigo baseia-se por isso na ontologia de Espinosa para deslocar a questão da preservação: não se trataria portanto de congelar no tempo determinadas partes extensíveis, mas antes permitir o estabelecimento de relações com a essência da obra. A preservação é então uma questão de documentação e de reconstrução. Essa reconstrução não pode cobrir todas as relações iniciais ao mesmo tempo, mas apenas em certos aspectos específicos.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10284/3870
ISSN: 1646-4435
Aparece nas colecções:Cibertextualidades - Nº 05

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