Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10284/3826
Título: Sistemas de Saúde – Convergência de modelos
Autor: Costa, Manuel Júlio da Rocha Pinto da
Orientador: Torrinha, José Augusto Fleming
Guimarães, Raul
Data de Defesa: 2012
Editora: [s.n.]
Resumo: A saúde da população é um factor essencial ao desenvolvimento económico, mas também à coesão social. Não admira, por isso, que a generalidade dos países tenha criado sistemas de saúde, que em maior ou menor grau foram absorvendo os valores da universalidade, da equidade e da solidariedade. A crise económica e financeira recente colocou, contudo, novas dificuldades e desafios, que exigiram a melhoria dos níveis de eficiência e a contenção de custos, procurando-se assim salvaguardar a sua sustentabilidade. Os últimos 30 anos foram, portanto, de profundas e importantes reformas. A nível mundial continuam a defrontar-se duas grandes visões de sistemas de saúde, consubstanciadas nos modelos planificado e liberal. Mas a tendência, pelas razões antes expostas, passa pela sua aproximação. Perde-se o rigor ideológico, mas ganha-se o pragmatismo dos modelos mistos. O objectivo central desta investigação é o de demonstrar essa aproximação, criando um referencial teórico para o efeito, analisando as reformas implementadas e procurando tirar ilações para o futuro – desfazem-se mitos e aprende-se com sucessos e fracassos! Optou-se pela análise qualitativa por se tratar de um estudo de sistemas de saúde em contexto histórico. Uma primeira linha de investigação socorreu-se do estudo de casos relativo a três países com modelo planificado e outros tantos com modelo liberal. Foi utilizado o método descritivo analítico para interpretar a evolução dos sistemas e o descritivo comparativo para apurar as diferenças entre os dois grupos, antes e depois das reformas, naquilo que se pode designar como a diferença das diferenças. Uma segunda linha de investigação analisou as tendências globais dos sistemas de saúde da UE, da OCDE e do Mercosul, tendo-se, posteriormente, cruzado os resultados para garantir a sua fiabilidade. Concluiu-se que os dois modelos têm características próprias, mas que as diferenças se têm esbatido na sequência das reformas operadas, que privilegiaram o reforço dos valores sociais dos sistemas, mas também a sua sustentabilidade. O futuro aponta para a manutenção dessa convergência, numa tentativa de conjugar as garantias dadas pela intervenção do Estado e a eficiência proporcionada pelo funcionamento do mercado.
Population health is an essential factor in economic development, but also in social cohesion. No wonder, therefore, that the majority of countries have created health systems, which to a greater or lesser degree were absorbing the values of universality, equity and solidarity. The recent financial and economic crisis has, however, new difficulties and challenges, which demanded improved levels of efficiency and cost containment, seeking thus to safeguard their sustainability. The last 30 years were, therefore, of profound and important reforms. Worldwide continue to face two great visions of health systems, embodied in the planned and liberal models. But the trend, for the reasons exposed before, goes through your approach. Lose the ideological rigor, but gains the pragmatism of mixed models. The central objective of this research is to demonstrate this approach, creating a theoretical framework for the effect, analyzing implemented reforms and looking to take lessons for the future – disintegrate myths and learn with successes and failures! We opted for the qualitative analysis because it is a study of health care systems in historical context. A first research line served up by the case study on three countries with planned model and three other with liberal model. Analytical descriptive method was used to interpret the evolution of systems and the descriptive comparative to determine the differences between the two groups, before and after the reforms, what can be designate as the difference of the differences. A second line of research has examined the global trends of EU health systems, OECD and Mercosur, and subsequently crossed the results to ensure their reliability. It was concluded that both models have their own features, but the differences have dimmed as a result of the reforms, which gave priority to strengthening operated social values of systems, but also their sustainability. The future points to maintaining this convergence, in an attempt to combine the assurances given by State intervention and efficiency provided by the operation of the market.
Santé de la population est un facteur essentiel dans le développement économique, mais aussi de la cohésion sociale. Pas étonnant, donc, que la majorité des pays ont créé des systèmes de santé, qui, à un degré plus ou moins étaient absorbant les valeurs d'universalité, d'équité et de solidarité. La récente crise économique et financière a, cependant, de nouvelles difficultés et défis, qui exige l'amélioration des niveaux de confinement de l'efficacité et de coût, cherchant ainsi à garantir leur viabilité. Des 30 dernières années ont été, par conséquent, des réformes profondes et importantes. Dans le monde entier continuent à faire face à deux grandes visions de systèmes de santé, incarnées par les modèles planifiés et libérales. Mais la tendance, pour les motifs exposés précédemment, passe par leur approche. On perdre la rigueur idéologique, mais on gagne le pragmatisme des modèles mixtes. L'objectif central de cette recherche est de démontrer cette approche, concevant d'un cadre théorique pour l'effet, analysant le mis en oeuvre des réformes et cherchant à prendre des leçons pour l'avenir – se désintégrer les mythes et d'apprendre avec les succès et les échecs ! On a opté pour l'analyse qualitative pour se traiter d´une étude des systèmes de santé dans un contexte historique. Une première ligne de recherche a été basée dans une étude de cas sur trois pays avec le modèle planifié et de trois autres avec le modèle libéral. La méthode analytique descriptive a été utilisée pour interpréter l'évolution des systèmes et la descriptive comparative pour déterminer les différences entre les deux groupes, avant et après les réformes, ce qui se peut désigner comme la différence des différences. Une deuxième ligne de la recherche a examiné les tendances globales des systèmes de santé d’UE, l'OCDE et du Mercosur et traversé, par la suite, les résultats afin de s'assurer de leur fiabilité. On a conclu que les deux modèles ont leurs propres caractéristiques, mais les différences ont été atténuées par les réformes, ce qui donne la priorité au renforcement des valeurs sociales des systèmes, mais aussi leur durabilité. L'avenir points à maintenir cette convergence, dans une tentative de combiner les assurances données par l'intervention de l'État et l'efficacité du fonctionnement du marché.
Descrição: Tese apresentada à Universidade Fernando Pessoa como parte dos requisitos para obtenção do grau de Doutor em Ciências Empresariais, especialidade de Gestão
URI: http://hdl.handle.net/10284/3826
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