Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10284/3778
Título: Impacto de Sessões de Educação para a Saúde Oral em Crianças do 1º Ciclo, no(a) seu(sua) Encarregado(a) de Educação, no Concelho de Estarreja
Autor: Santos, Liliana Isabel Pires dos
Orientador: Bulhosa, José Frias
Palavras-chave: Alterações de comportamentos
Crianças influenciam os pais
Higiene oral
Prevenção e promoção da saúde oral
Behavior changes
Children influence guardians
Oral hygiene
Prevention and oral health promotion
Data de Defesa: 2012
Editora: [s.n.]
Resumo: Os hábitos inerentes à saúde oral devem ser desenvolvidos desde a infância pois as consequências da sua deterioração afetam, não só o estado físico como o estado psicológico e social. As crianças podem ser consideradas como modeladores de comportamentos de uma forma ativa, pela cobrança de comportamentos, e de uma forma passiva, através da necessidade que os adultos têm em melhorar os seus comportamentos de forma a fornecer melhores exemplos aos seus descendentes. Com o presente estudo pretende-se avaliar o impacto de sessões de educação para a saúde oral em crianças do 1º ciclo, no(a) seu(sua) encarregado(a) de educação, no concelho de Estarreja, incluindo nos seus objetivos a caracterização da amostra, a avaliação da existência de alterações dos comportamentos em estudo, a avaliação da existência de relação entre a modificação dos comportamentos dos encarregados de educação e o que estes relatam sobre os seus educandos e a avaliação da relação entre algumas variáveis em estudo com os dados sociodemográficos recolhidos. Foi desenvolvido um estudo observacional prospetivo do tipo coorte aplicado nos encarregados de educação das crianças que frequentam o 1º ciclo do ensino básico do concelho de Estarreja. A amostra final para o estudo era constituída por 66 indivíduos no grupo controlo (92,4% do género feminino e 7,6% do género masculino) com idades entre os 27 anos e os 67 anos de idade, e 109 indivíduos no grupo teste (89,9% do género feminino e 10,1% do género masculino) com idades entre os 24 anos e os 57 anos de idade. Foram aplicados, de forma anónima, dois questionários (um pré-teste e outro pós-teste) utilizando os educandos dos encarregados de educação como meio de comunicação, com autorização escrita prévia. Para realizar a análise estatística foi utilizado Microsoft Office Excel® e IBM© SPSS© Statistics vs. 20.0, tendo sido calculadas medidas estatísticas e testes não paramétricos (=0,05). Foram observadas melhorias de comportamentos no grupo controlo quanto ao “momento(s) do dia em que realiza a escovagem” (de 16,1% para 37,5%) e no grupo teste no que respeita à “quantidade de pasta” (de 14,3% para 24,5%) no que respeita ao que os encarregados de educação relatam sobre si próprios. Foram observadas melhorias de comportamentos no grupo teste no que respeita à “quantidade de pasta” (de 18,8% para 32,4%) pelo que os encarregados de educação relatam sobre os seus educandos. Os encarregados de educação relatam que os seus educandos e eles próprios vão, maioritariamente, com uma regularidade anual ao MD (grupo controlo: 39,7% e 58,9%, respetivamente; grupo teste: 48,4% e 47,1%, respetivamente) ou semestral (grupo controlo: 22,4% e 10,7%, respetivamente; grupo teste: 23,2% e 25%, respetivamente). Verificou-se uma associação entre respostas dadas relativamente aos seus educandos e sobre os próprios, no grupo teste, no que se refere aos comportamentos incorretos na questão “o que utiliza” e na “quantidade de pasta” (no pós-teste) e quanto aos comportamentos corretos na questão “ingestão de alimentos ricos em hidratos de carbono de absorção rápida” (nos dois momentos). Existem menos alterações de comportamentos associadas ao género masculino e a idades superiores aos 51 anos. Concluiu-se que aproximadamente 90% dos encarregados de educação são do género feminino nos dois grupos; ocorreram melhorias dos comportamentos nos dois grupos mas eram mais estatisticamente significativas no grupo teste observando-se um impacto positivo aquando da aplicação de sessões de educação para a saúde oral nos educandos dos indivíduos em estudo, como era esperado; e os indivíduos do género masculino e com idade superiores a 51 anos estão menos propensos a mudanças de comportamentos. Para aumentar a participação dos encarregados de educação o preenchimento dos questionários deveriam ser presenciais, para aumentar a melhoria de comportamentos, as sessões de educação para a saúde oral deveriam ser realizadas com maior frequência, em grupos mais pequenos e englobar não só os educandos mas também os encarregados de educação (como momento de esclarecimento da informação transmitida aos educandos) e para além de utilizar folhetos e pósteres, utilizar jogos didáticos alusivos ao tema. The oral health habits should be developed since childhood because its deterioration affects not only the physical but also psychological and social aspects. Children can be considered as models for behavior on active and passive ways. The active way implies the levy of behaviors. The passive due to the need of their guardians have to improve their own behavior in order to provide a better example to their descendants. The present study aims to assess the impact of education sessions for oral health in children in the elementary in his (her) education guardians, in Estarreja. The objectives are: to describe the studied groups, to assess changes in behavior, to evaluate the existence of a relationship between the change of guardian behaviors and what they report about their children and to evaluate the relationship between some variables in study and socio-demographic variables. An observational prospective cohort was conducted in guardians of children attending the elementary in Estarreja. The total sample for the study consisted of 66 guardians in the control group (92.4% females and 7.6% males) aged between 27 and 67 years old, and 109 guardians in the test group (89.9% female and 10.1% males) aged between 24 and 57 years old. Participants (guardians) were asked to answer, anonymously, two questionnaires (one pre-test and one post-test) using the children as means of communication, with prior written consent. In order to perform statistical analysis, Microsoft Office Excel® and IBM© SPSS© Statistics vs. 20.0 software programs were used to perform descriptive statistic analyses and evaluate differences among groups by nonparametric tests (α=0.05). There was a behavioral improvement in the control group on the "time of the day that performs tooth brushing" (from 16.1% to 37.5%) and in the test group on the "amount of toothpaste" (from 14.3% to 24.5%) regarding what guardians reported about themselves. There was an improvement of behaviors in the test group regarding the "amount of toothpaste" (from 18.8% to 32.4%) that guardians reported about their children. The guardians reported that their children and themselves visit once a year their dentist (control group: 39.7% and 58.9%, respectively; test group: 48.4% and 47.1%, respectively) or twice a year (control group: 22.4% and 10.7%, respectively; test group: 23.2% and 25%, respectively). There was an association between responses given about their children and guardians, in the test group, in the case of incorrect behavior evaluated by the questions "what do you use" and "amount of toothpaste" (post-test); as well as in the correct behaviors evaluated by the question "eating foods rich in carbohydrates for rapid absorption" (pre- test and post-test). It was observed a smaller change on behavior among males and 51 year-old or older different of the global answers. It was concluded that nearly 90% of guardians are women in both groups; improvements behaviors occurred in both groups but were more statistically significant in the test group observing a positive impact upon the application of education sessions for oral health on study guardians children’s, as expected, and male guardians and aged greater than 51 years are less likely to change their own behavior. The participation of guardians in the questionnaires could increase if conducted in presence of the interviewer. In order to improve changes of oral health behaviors the educational sessions should be conducted more often, in smaller groups and including children and their guardians simultaneously (allowing time for clarification of information conveyed to children) and in addition, the use of flyers and posters, educational games related with the theme will have benefit.
Descrição: Projeto de Pós-Graduação/Dissertação apresentado à Universidade Fernando Pessoa como parte dos requisitos para obtenção do grau de Mestre em Medicina Dentária
URI: http://hdl.handle.net/10284/3778
Aparece nas colecções:FCS (DCM) - Dissertações de Mestrado

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