Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10284/3768
Título: Estudo diferencial da competência emocional de formadores
Autor: Sousa, Marisa Raquel Oliveira
Orientador: Santos, Nelson Lima
Data de Defesa: 2013
Editora: [s.n.]
Resumo: A inteligência/competência emocional surge na literatura científica despoletada pela publicação do best seller “Inteligência Emocional” (Goleman, 1995), para representar um tipo de inteligência que envolve o processamento de informação emocional e que permite a obtenção de sucesso e de resultados face a situações de desafio e de superação pessoal (Mayer, Salovey, & Caruso, 2002). No contexto profissional, e no da formação em particular, a inteligência/competência emocional parece ocupar um lugar de destaque na ação dos profissionais, especialmente na dos formadores: de facto, competências emocionais como o autoconhecimento, a automotivação, a empatia e a capacidade de gerir emoções do próprio e dos outros tornam-se cruciais para gerir diferentes tipos de público-alvo, estimular o interesse dos formandos e evitar conflitos interpessoais, criando um ambiente de aprendizagem agradável e estimulante (Goleman, 2006). Assim, o objetivo deste estudo é o de avaliar a competência emocional de formadores, tendo-se utilizado o Questionário de Competência Emocional (QCE), versão portuguesa reduzida do Emotional Skills and Competence Questionnaire (ESCQ), adaptado por Lima Santos e Faria (2005), constituído por 24 itens, respondidos numa escala de tipo Likert, de seis pontos, entre “Nunca” e “Sempre”, apresentando três dimensões ou subescalas – Perceção Emocional, Expressão Emocional e Capacidade para Lidar com a Emoção –, com 8 itens cada uma. Foi ainda construído e utilizado um questionário sociodemográfico para caracterizar a amostra. Os questionários foram administrados a uma amostra de formadores, constituída por 114 participantes (59,6% do género feminino e 40,4% do género masculino), havendo predominância de participantes licenciados (64,0%). Os resultados evidenciaram a ausência de diferenças de género e de idade, e que os participantes com habilitações literárias superiores (licenciatura, mestrado e doutoramento) apresentavam maiores níveis nas três dimensões da competência emocional. Por sua vez, os formadores que autoavaliaram o seu desempenho como sendo inferior e que percecionaram o seu desempenho como sendo pior avaliado pelos formandos evidenciaram menores níveis de competência emocional. Em suma, neste estudo pode concluir-se que maiores habilitações literárias e uma melhor perceção do nível de desempenho profissional assumem uma relação estreita com uma maior competência emocional, pelo que parece relevante investir no desenvolvimento e promoção desta competência nos formadores. After the publishing of the bestseller “Emotional Intelligence” (Goleman, 1995), emotional intelligence/competence emerged in scientific literature in order to represent a type of intelligence which includes emotional information processing and enables people to achieve positive outcomes when facing challenging situations and overcoming obstacles (Mayer, Salovey, & Caruso, 2002). Emotional intelligence/competence seems to be crucial to all activities across all types of work settings, especially in training. In fact, emotional competencies, such as self-awareness, self-motivation, empathy and the ability to regulate and manage one's emotions and those of others are crucial to the job of trainers, enabling them to manage different types of target audience, to stimulate trainees and to avoid interpersonal conflict, thus creating a pleasant and stimulating learning environment (Goleman, 2006). Therefore the aim of this study is to assess the trainers’ emotional competence skills using the Portuguese short-form of the Emotional Skills and Competence Questionnaire (ESCQ) adapted by Lima Santos and Faria (2005) – Questionário de Competência Emocional (QCE). This questionnaire consists of 24 items rated on a six-point Likert scale from “Never” to “Always”, divided into three dimensions or subscales – Perceiving Emotion, Expressing Emotion and Ability to Manage and Regulate Emotion –, with 8 items each. In order to characterize the sample, a socio-demographic questionnaire was also created and used. The questionnaires were administered to a sample of 114 participants, trainers of both sexes (59.6% female and 40.4% male), and there was a predominance of college graduates (64.0%). The results revealed no differences concerning gender and age, and also revealed that participants holding a university degree (degree, master’s degree and doctorate) achieved higher scores on the three emotional competence dimensions. On the other hand, those trainers who had given themselves lower self-evaluation scores concerning their performance and those who had perceived their performance scores as the least rated by their trainees showed lower levels of emotional competence. In conclusion, this study pointed to the existence of a close connection between both higher qualifications and a better perception of one’s own performance, and higher emotional competence. As such, these competencies should continue to be studied and developed, especially in trainers training.
Descrição: Dissertação apresentada à Universidade Fernando Pessoa como parte dos requisitos para obtenção do grau de Mestre em Psicologia, ramo de Psicologia do Trabalho e das Organizações
URI: http://hdl.handle.net/10284/3768
Aparece nas colecções:FCHS (DCPC) - Dissertações de Mestrado

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