Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10284/3742
Título: Carcinoma Urotelial da Bexiga e Via de Sinalização mTOR
Autor: Mota, Filipa Dias Alves da
Orientador: Costa, Maria do Céu
Data de Defesa: 2012
Editora: [s.n.]
Resumo: O carcinoma da bexiga é o quinto tumor maligno mais comum, representando cerca de 3,2% de todos os cancros no mundo. A sua patogénese envolve alterações genéticas somáticas induzidas por agentes carcinogéneos ambientais, tais como o tabaco, as aminas aromáticas ou o arsénio. Apesar da caracterização elaborada dos fatores de risco, o carcinoma da bexiga ainda é um problema epidemiológico importante, cuja incidência continua a aumentar a cada ano. A carcinogénese pode ocorrer através da ativação de protooncogenes ou através da perda de genes supressores de tumor, ambos os quais têm sido documentados no carcinoma urotelial (CUB). O CUB, a forma mais comum de carcinoma da bexiga pode ser não-invasor ou invasor, Apesar do carcinoma da bexiga recidivar frequentemente, apresentam um baixo risco de progressão para a doença invasiva e um prognóstico geral favorável. Em contraste, os CUB invasivos caracterizam-se por serem uma doença agressiva, muitas vezes com uma taxa de sobrevida de 5 anos reduzida, apesar do tratamento com cistectomia radical e quimioterapia adjuvante. Ainda que se tenha evoluído nas estratégias cirúrgicas e quimioterapêuticas, a sobrevida na doença invasiva e metastática não apresentou melhorias significativas nas últimas décadas, desde a introdução do BCG na década de 1970 e do MVAC na década de 1980. Neste contexto urge a necessidade de novos alvos terapêuticos. A proteína alvo da rapamicina nos mamíferos (mTOR) desempenha um papel importante na regulação da tradução de proteínas, crescimento celular e metabolismo. Alterações nesta via de sinalização são comuns no cancro (amplificação/mutação da PI3K, perda de função do PTEN, sobrexpressão do AKT e amplificação/sobrexpressão do S6K1 e eIF4E), e, portanto, o mTOR constitui um alvo terapêutico cada vez mais relevante noâmbito destadoença. A rapamicina e os seus análogos provaram ser benéficos como agentes anticancerígenos, numa ampla gama e ensaios pré-clínicos, isoladamente ou combinados com outros inibidores de outras vias de sinalização, como terapêutica para vários tipos de cancro. No entanto, são necessários mais estudos para validar o mTOR como agente terapêutico para o carcinoma da bexiga. Bladder carcinoma is the fifth most common malignancy, accounting for about 3.2% of all cancers worldwide. Its pathogenesis involves somatic genetic changes induced by environmental carcinogens such as tobacco, aromatic amines or arsenic. Despite the characterization established risk factors, carcinoma of the bladder is still an important epidemiologic problem whose incidence continues to increase every year. Carcinogenesis may occur through activation of protooncogenes or through loss of tu-mor suppressor genes, both of which have been documented in urothelial carcinoma (CUB). CUB, the most common form of bladder carcinoma, is divided into noninvasive and invasive with non-invasive lesions divided into low and high grade. Despite frequente reccurences, these injuries often have a low risk of progression to invasive disease and a generally favorable prognosis. In contrast, the invasive subtipe of CUB is characterized as being an aggressive disease, often with a reduced 5-year survival, de-spite treatment with adjuvant chemotherapy and radical cystectomy. Although its sur-gical and chemotherapeutic strategies have evolved, survival in invasive and metastatic disease showed no significant improvements in the last decades, since the introduction of BCG in the 1970s and in the 1980s MVAC. In this context there is an urgent need for new therapeutic targets. Protein mammalian target of rapamycin (mTOR) plays an important role in the regula-tion of protein translation, cell growth and metabolism. Changes in this signaling path-way are common in cancer (amplification / mutation of PI3K, loss of PTEN function, overexpression of AKT and amplification / overexpression of S6K1 and eIF4E) and thus mTOR is an increasingly important therapeutic target in this disease. Rapamycin and its analogs proved to be beneficial as anticancer agents in a broad range in preclinical trials, alone or combined with other inhibitors of other signaling path-ways, such as therapy for various cancers. However, more studies are needed to validate mTOR as a therapeutic agent for bladder carcinoma.
Descrição: Projeto de Pós-Graduação/Dissertação apresentado à Universidade Fernando Pessoa como parte dos requisitos para obtenção do grau de Mestre em Ciências Farmacêuticas
URI: http://hdl.handle.net/10284/3742
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