Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10284/3705
Título: Medo e ansiedade dentária
Outros títulos: uma realidade
Autor: Silva, Ana Catarina Macedo da
Orientador: Gavinha, Sandra
Data de Defesa: 2012
Editora: [s.n.]
Resumo: Introdução: O medo e a ansiedade dentária emergem como principais fatores condicionantes do tratamento dentário de alguns pacientes e que interferem também na sua condição psicológica. Os pacientes ansiosos, medrosos ou fóbicos adiam a consulta de Medicina Dentária, evitam os tratamentos e só recorrem ao Médico Dentista quando surgem os sintomas dolorosos. As deteriorações consecutivas agravam o estado de saúde da cavidade oral e o tratamento tardio será mais invasivo, provocando no paciente desconforto psicológico adicional, potenciando a ansiedade dentária e formando, deste modo, um ciclo vicioso, que estará na base de problemas individuais de saúde, assim como de problemas de saúde pública de difícil solução. Objetivos: Com este estudo pretende-se avaliar a prevalência de ansiedade dentária nos inquiridos e comparar a prevalência obtida com estudos realizados anteriormente, procurando contribuir para a compreensão dos fatores etiológicos que eventualmente levam ao surgimento deste distúrbio. Metodologia: Aplicou-se um questionário constituído por quatro partes, a 150 pacientes que frequentaram as Clínicas de Terapia da Fala, Fisioterapia e Psicologia da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade Fernando Pessoa (FCS-UFP). A primeira parte do questionário corresponde a um conjunto de informações acerca de alguns aspetos de ordem sociocultural no sentido de caraterizar a amostra, a parte seguinte diz respeito ao comportamento individual do inquirido face ao tratamento dentário, na terceira parte diz respeito à Escala Modificada de Ansiedade Dentária, da autoria de Humphris – Modified Dental Anxiety Scale (MDAS), adaptada para a população portuguesa por Lopes e Ponciano (2004) e, por fim, a última parte constituída pelo Dental Fear Survey (DFS), da autoria de Kleinknecht et al. e adaptada para a população portuguesa por Lopes e Ponciano, (2004). Resultados: Neste estudo, salienta-se que entre os 150 inquiridos, segundo a MDAS, 14,7% (n=22) são “muito ansiosos” e 11,3% (n=17) são “ansiosos”. Relativamente à DFS 23,3% (n=35) apresentam “ansiedade elevada” e 76,7% (n=115) detem “ansiedade moderada”. Conclusão: Os indivíduos que apresentam valores mais elevados de ansiedade assumem ter sido alvo de experiência anterior de trauma, faltam frequentemente à consulta movidos pelo medo, são os que mais conhecem acidentes em consultório, os que mais se sentem influenciados por relatos de tais factos e que, mais conhecem e convivem com pessoas próximas, que exteriorizam medo perante a consulta. Estes expressaram ainda que sentiam mais temor perante os estímulos: agulha e broca. Introduction: The dental anxiety and fear rise like the most important factors responsible for some patient’s dental treatments. Also, these interfere with their psychological condition. Anxious, fearful or phobic patients are able to delay the dental medicine visit, to avoid those treatments and they only look for a dentist when painful symptoms arise. The consequent damage worsens the oral health and the next treatment will be more invasive. This will cause additional psychological problems and consequently it will enhance dental anxiety. In this way, a vicious cycle will be on the base of individual and public health problems of hard solution. Objectives: With this study, it’s supposed to evaluate the prevalence of dental anxiety in respondents and after that compare with the prevalence obtained on previous studies. The main aim is to understand the etiological factors which eventually can cause this disorder. Methodology: We applied a questionnaire with four parts, to 150 patients who attended the Speech Therapy, Physical Therapy and Psychology clinics of Health Sciences Faculty of Fernando Pessoa University. The first part has a set of sociocultural informations in order to characterize the sample; the second part talks about the individual behavior of each respondent against the dental treatment; the third one concerns with the Modified Dental Anxiety Scale (MDAS), authored by Humphris, adapted for the portuguese population by Ponciano and Lopes (2004) , and finally, the last part is formed by Dental Fear Survey (DFS), authored by Kleinknecht et al. and adapted for portuguese populations by Lopes and Ponciano, (2004). Results: In this study, it is underlined that among the 150 respondents, according to the MDAS, 14.7% (n = 22) are "very anxious" and 11.3% (n = 17) are "anxious". Regarding DFS 23.3% (n = 35) have "high anxiety" and 76.7% (n = 115) have "moderate anxiety." Conclusion: People who have higher levels of anxiety admit a previous traumatic experience. They say that they don’t go to the dentist because of frightening reasons. They admit that they are the ones who know more accidents related with dental medicine, the ones who feel more influenced by those reports and the ones who know and live more with fearful patients. Furthermore, they tell that they feel more scared with some stimulus: needle and drill.
Descrição: Projeto de Pós-Graduação/Dissertação apresentado à Universidade Fernando Pessoa como parte dos requisitos para obtenção do grau de Mestre em Medicina Dentária
URI: http://hdl.handle.net/10284/3705
Aparece nas colecções:FCS (DCM) - Dissertações de Mestrado

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