Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10284/3617
Título: Adaptação ao Ensino Superior e otimismo em estudantes do 1º ano
Autor: Tavares, Daniela Marques
Orientador: Meneses, Rute
Palavras-chave: Adaptação
Ensino Superior
Otimismo
Adaptation
Higher Education
Optimism
Adaptation
Enseignement Supérieur
Optimisme
Data de Defesa: 2012
Editora: [s.n.]
Resumo: A adaptação ao Ensino Superior apresenta-se como uma temática cada vez mais explorada na investigação em Psicologia, sobretudo dada a importância que tem na vida dos jovens/adultos que ingressam na Universidade pela primeira vez. Grande parte dos novos estudantes encara esta fase como sendo caracterizada por variadas mudanças, com vários desafios que têm de enfrentar tanto a nível pessoal como académico. O facto de uma personalidade optimista estar associada a uma maior facilidade para lidar com o stress, remete para a importância do otimismo na adaptação ao Ensino Superior. Foi este o objetivo principal desta investigação; perceber o processo de adaptação ao Ensino Superior em estudantes do primeiro ano e de que forma se encontra relacionado com variáveis sociodemográficas e com o otimismo. A amostra deste estudo é constituída por 143 estudantes de uma Universidade Privada Portuguesa. Os alunos têm idades compreendidas entre os 18 e os 56 anos, com média de 20,8 anos (DP=5,8) e são maioritariamente do sexo feminino (80,4%). Os instrumentos utilizados nesta investigação foram: Questionário Sócio-demográfico; Questionário de Vivências Académicas (QVA-r) (Almeida et al., 1999) – para avaliar a adaptação ao Ensino Superior; e Escala de Orientação para a Vida (LOT-R) (Scheier, Carver & Bridges, 1994) – para avaliar o otimismo. Verificou-se que estes alunos apresentavam um valor médio de adaptação de 219,16, com a dimensão Carreira como a mais elevada. Quanto ao otimismo, o valor médio foi de 12,5. Não se verificaram diferenças estatisticamente significativas na adaptação entre estudantes deslocados ou não, nem relação entre adaptação e idade. No que se refere à adaptação académica em função do sexo, apenas existiam diferenças estatisticamente significativas na dimensão Estudo, favorecendo as raparigas. Houve uma associação negativa muito baixa entre a adaptação académica e a perceção que os alunos têm da sua saúde. Não houve relação estatisticamente significativa entre adaptação académica e otimismo, nem entre esta primeira e a frequência de atividades extracurriculares. Apesar das limitações do estudo, os resultados são favoráveis à adaptação ao Ensino Superior. Adapting to Higher Education presents itself as a theme increasingly exploited in research in psychology, especially given the importance it has in the lives of young people / adults who enter the University for the first time. Much of the new students sees this stage as being characterized by varied changes, many challenges they face both personal and academic. The fact that an optimistic personality is associated with a greater ability to cope with stress, refers to the importance of optimism in adapting to Higher Education. This was the focus of this investigation; understand the process of adapting to Higher Education students in the first year and how it is related to sociodemographic variables and with optimism. The sample consists of 143 students of a private university Portuguese. The students are aged between 18 and 56 years, with a mean of 20,8 years (SD = 5.8) and are mostly female (80.4%). The tools that have been used in this search were: Questionário Sócio-demográfico; Questionário de Vivências Académicas (QVA-r) (Almeida et al., 1999) – to assess the adaptation to higher education; and Escala de Orientação para a Vida (LOT-R) (Scheier, Carver & Bridges, 1994) – to assess the optimism. It was found that those students had an average value of adaptation 219.16, Carreira with the dimension as the highest. As for optimism, the average was 12,5. Concerning to the academic adaptation depending on the sex, there were only statistically significant differences in scale study, favouring girls. There was a very low negative association between adaptation academic and the perception that students have of their health. There was no statistically significant relationship between academic adaptation and optimism, nor between the first one and the frequency of extra-curricular activities. Despite the study's limitations, the results are favorable adaptation to Higher Education. L’adaptation à l’Enseignement Supérieur se présente comme une thématique de plus en plus exploitée dans l’investigation en Psychologie, surtout lorsqu’on considère l’importance que cela peut avoir pour les jeunes/adultes qui sont admis à l’université pour la première fois. Pour une grande partie des jeunes étudiants, cette étape est caractérisée par une série de changements, accompagnés de différents défis qu’ils doivent affronter tant au niveau personnel comme au niveau des études. Le fait d’une personnalité optimiste être associée à une grande facilité de vivre avec le stress nous révèle combien l’optimisme est important pour une bonne adaptation à l’Enseignement Supérieur. Celui-ci a été le principal objectif de cette investigation: comprendre la procédure de cette adaptation avec les jeunes qui sont en première année de faculté et de quelle manière cette procédure se trouve associée à des variables sociodémographiques et à l’optimisme. L’échantillon de cette étude est composé par 143 étudiants d’une Université Privée Portugaise. Les élèves sont âgés entre 18 et 56 ans, ce qui représente une moyenne de 20,8 élèves (DP=5,8) et ils sont en majeur partie du sexe féminin (80,4%). Les instruments utilisés dans cette investigation ont été: Questionário Sócio-demográfico; Questionário de Vivências Académicas (QVA-r) (Almeida et al., 1999) – pour évaluer l’adaptation à l’Enseignement Supérieur et la Escala de Orientação para a Vida (LOT-R) (Scheier, Carver & Bridges, 1994) – pour évaluer l’optimisme. On a vérifié que ces élèves ont démontré une valeur moyenne d’adaptation de 219,16, ayant la dimension Carrière comme la plus élevée. Quant à l’optimisme, la valeur moyenne a été de 12,5. Aucunes différences statistiquement significatives à l’adaptation entre étudiants déplacés ou pas ont été constatées, ni aucune relation entre adaptation et âge. En ce qui concerne l’adaptation académique associé au sexe de l’étudiant, on observe à peine quelques différences statistiquement significatives dans la dimension Etude, favorisant les filles. On constate qu’il y a eu une association négative très basse entre l’adaptation académique et la perception que les élèves ont de leur santé. Il n’y a pas de relation statistiquement significative entre l’adaptation académique et l’optimisme, ni entre la première et la fréquence aux activités extra scolaires. Malgré les limitations de cette étude, les résultats ont été favorables en ce qui concerne l’adaptation à l’Enseignement Supérieur.
Descrição: Dissertação apresentada à Universidade Fernando Pessoa como parte dos requisitos para a obtenção do grau de Mestre em Psicologia, ramo de Psicologia Clínica e da Saúde
URI: http://hdl.handle.net/10284/3617
Aparece nas colecções:FCHS (DCPC) - Dissertações de Mestrado

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