Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10284/3535
Título: Atitude dos professores face à organização da escola para a inclusão dos alunos ciganos
Autor: Cabral, Maria de Fátima Ferreira da Costa
Orientador: Costa, Elisa Gomes da
Palavras-chave: Inclusão
Professores
Atitude
Organização da escola
Ciganos
Attitude
Inclusion
Attitude of teachers
School organization
Gypsies
Inclusion
Professeurs
Attitude
Organisation de l’école
Gitans
Data de Defesa: 2012
Editora: [s.n.]
Resumo: Nesta Dissertação, procuramos estudar a atitude dos professores face à organização da escola para a inclusão dos alunos de etnia cigana. Embora na década de 70 se tenha operado, na sociedade portuguesa, a igualdade de oportunidades no acesso à escola pública, as condições de obtenção do sucesso ainda geram desigualdades entre os alunos, nomeadamente as minorias de etnia cigana. O povo cigano é quase mítico e tem um longo historial de perseguição, adaptação, sobrevivência, errância e culto da liberdade. Ao longo dos tempos, tem sido encarado com suspeição e receio. Fixados há vários séculos no país, os ciganos continuam a ser os maiores alvos de segregação, discriminação e exclusão, entre todas as minorias. A família é a instituição nuclear e a matriz da identidade e cultura do povo cigano. Os ciganos têm um forte sentido de pertença à comunidade: a família cuida, protege, educa, instrui, celebra e administra a justiça. Pelo contrário, não valorizam a instituição escolar e os saberes que ela transmite. Geralmente, têm uma experiência negativa e uma imagem desfavorável da escola. Muitos receiam mesmo que os saberes escolares provoquem a dissolução da identidade e cultura ciganas e julgam que pouca valia pode trazer às suas vidas, nomeadamente a nível laboral. Por isso, os educandos ciganos têm fraca assiduidade e sobretudo as raparigas abandonam precocemente a escola. A frequência da escola pública por estes alunos, portadores de uma grande diversidade cultural e linguística, é uma realidade incontornável. Por isso, o respeito pela identidade cigana, a valorização da sua cultura e a inclusão dos membros desta minoria étnica constituem um sério desafio para os professores e a organização da escola, exigindo, por vezes, algumas mudanças de atitude e organizativas. Fruto da globalização e da crescente mobilidade, também a sociedade portuguesa se caracteriza atualmente por uma crescente diversidade étnica, sociocultural e linguística. Sobretudo as cidades estão a tornar-se um mosaico étnico e uma amálgama de culturas e estes fenómenos atingem o seio de muitas escolas e influenciam o seu quotidiano. Professores e dirigentes escolares têm, por conseguinte, de assumir uma postura cada vez mais atenta e proativa, no sentido de promoverem a desejada igualdade de oportunidades de sucesso escolar e educativo, e a inclusão das minorias na escola. De facto, a atitude dos professores, as suas práticas e a organização da escola podem contribuir para a permanência do paradigma da exclusão ou, pelo contrário, para a construção do paradigma da inclusão ou, mais propriamente, da “escola contemporânea” (Serra, 2008), para dizer que todos têm lugar na escola e que está preparada para todo o tipo de alunos, para nela se desenvolverem até ao seu máximo. Este estudo empírico incidiu sobre a realidade de dois agrupamentos de escolas do distrito de Viseu, ambos frequentados por alunos de etnia cigana. Foi concebido e passado um questionário, com a finalidade de recolher os dados para analisar a atitude dos docentes face à inclusão dos alunos ciganos e a organização da escola para concretizar esse objetivo. Os resultados obtidos foram analisados estatisticamente e complementados com uma abordagem teórica proporcionada pela pesquisa bibliográfica alusiva a esta temática. Face aos resultados obtidos, conclui-se que, em geral, os professores manifestam uma atitude positiva sobre a organização da escola para a inclusão dos ciganos. Consideram que as “diferenças socioculturais (identidade, mundividência, tradições…) e as “diferenças linguísticas” são os principais obstáculos à inclusão, e a “valorização de aspetos da cultura cigana nas aulas” e “tutorias (estudo, orientação e aconselhamento) ” as estratégias mais pertinentes. In this thesis, we study the attitude of teachers towards the school organization for the inclusion of gypsy students. Although in the 70's, in the Portuguese society, equal opportunities in access to public school have been made, the conditions for achieving success still generate inequalities among students, in particular the gypsy minorities. Gypsy People are almost mythical and have a long history of persecution, adjustment, survival, wandering and cult of freedom. Throughout the ages, they have been viewed with suspicion and fear. Established in the country for several centuries, the Gypsies continue to be major targets of segregation, discrimination and exclusion, among all minorities. The family is the central institution and the matrix of identity and culture of Roma. The Gypsies have a strong sense of belonging to the community: the family cares, protects, educates, instructs, celebrates, administers justice. On the contrary, they do not value the school and the knowledge it conveys. Generally, they have a negative experience and an unfavorable image of the school. Many fear that the same school knowledge may result in the dissolution of the Roma identity and culture and believe that little can bring added value to their lives, especially at work. Hence, the students have poor attendance. Gypsies and especially girls drop out of school. The public school attendance for these students, people with a wide cultural and linguistic diversity is an inescapable reality. Therefore, respect for the Gypsy identity, appreciation of their culture and the inclusion of members of ethnic minority constitute a serious challenge for teachers and school organization, demanding, sometimes some attitudinal and organizational changes. As a result of globalization and increased mobility, the Portuguese society is also characterized today by an increasing ethnic, sociocultural and linguistic diversity. Above all, cities are becoming an ethnic mosaic and an amalgam of cultures and these phenomena reach many schools and influence their daily lives. Teachers and school leaders have, therefore, to assume a more attentive and proactive posture in order to promote the desired equality of opportunity for school and educational success, and the inclusion of minorities at school. In fact, the attitude of teachers, their practices and school organization can contribute to the permanence of the paradigm of exclusion or, conversely, for the construction of the paradigm of inclusion or, more properly, the "modern school" (Sierra, 2008 ) to say that all takes place at school and this is prepared for all types of students, to develop them to its fullest. This empirical study is focused on the reality of two groups of schools in the district of Viseu, both attended by students from Roma ethnicity. A questionnaire was designed and passed, in order to collect data to analyze the attitude of teachers towards the inclusion of Romani pupils and school organization to achieve our goal. The results were statistically analyzed and complemented by a theoretical approach provided by the literature on this subject. Considering our results, we conclude that, in general, teachers expressed a positive attitude about school organization for Roma inclusion. They consider that the "sociocultural differences” (identity, worldview, traditions ...) and the “language differences" are the main obstacles to inclusion and "appreciation of aspects of the Gypsy culture in the classroom" and "tutoring” (study, guidance and counseling) are the most relevant strategies. Dans cette thèse, on essaie d’étudier l'attitude des enseignants envers l'organisation de l’école pour l'intégration des élèves d’éthnie gitane à l'école. Bien que dans les années 70 s’ópére dans la société portugaises l’égalité des chances dans l'accès à l'école publique, les conditions pour atteindre le succès générent encore dês inégalités entre les élèves, y compris les minorités d’éthnie gitane. Le peuple gitan est presque mythique et a une longue histoire de persécution, adaptation, survie, errance et culte de la liberté. Tout au long des temps, a été considéré avec suspicion et peur. Établis dans le pays depuis plusieurs siècles, les gitanes continuent d'être les cibles principaux de la ségrégation, discrimination et exclusion, parmi toutes les minorités. La famille est l'institution nucleaire et la matrice de l'identité et la culture des gitans. Les tsiganes ont un fort sentiment d'appartenance à la communauté: la famille se soucie,protège, éduque, instruit, célèbre, administre la justice ... Au contraire, ne valorisent pas l'école et la connaissance qu'elle véhicule. Généralement ils ont une expérience negative et une image défavorable de l'école. Beaucoup craignent que les connaissances scolaires provoquent la dissolution de l'identité et de culture gitane et pensant que peu de choses peuvent apporter une valeur ajoutée à leur vie, en particulier au travail. Par conséquent, les étudiants tsiganes ont une faible assiduité et en particulier les filles abandonnent l'école précocement. La fréquentation de l’école publique par des élèves gitans, porteurs d’une grande diversité culturelle et linguistique est une réalité incontournable. Par conséquent, le respect de l'identité tsigane, l'appréciation de leur culture et l'inclusion des members des cette minorité ethnique constituent un sérieux défi pour les enseignants et l'organisation de l’école, exigeant, parfois, quelques changements d’attitude et d'organisation. En conséquence de la mondialisation et la mobilité accrue, aussi la société portugaise se caractérise aujourd'hui par une diversité ethnique croissante, sócio-culturelle et la diversité linguistique. Surtout les villes sont en train de devenir une mosaïque ethnique et un amalgame de cultures et ces phénomènes atteignent le sein de beaucoup d'écoles et influencent leur vie quotidienne. Les enseignants et les chefs d'établissement doivent, par conséquent, assumer une posture de plus en plus attentive et proactive, afin de promouvoir l'égalité des chances souhaité epour la réussite scolaire et éducative et l'inclusion des minorités dans les écoles. En fait, l’attitude des enseignants et les pratiques et l’organisation scolaire peuvent contribuer à la permanence du paradigme de l'exclusion ou, au contraire, pour la construction du paradigme de l'inclusion et de "l'école contemporaine," c'est à dire, "l'école de tous et pour tous". Cette étude empirique a eté centré sur la réalité de deux groupes d'écoles dans le district deViseu, les deux fréquentés par des étudiants d’origine rom. Elle a été conçue et on a passé un questionnaire, afin de recueillir des données pour analyser l'attitude des enseignants envers l'intégration des élèves d’éthnie gitane et l’organisation scolaire pour atteindre cet objectif.Les résultats ont été statistiquement analysés et complétés par une approche théorique fournie par la littérature en faisant allusion à ce sujet. Compte tenu de nos résultats, nous concluons que, en général, les professeurs ont exprimé une attitude positive sur l'organisation de l’école pour l'intégration des Roms. Ils considérent que les "différences socioculturelles (l'identité, la vision du monde, les traditions ...) et les "différences linguistiques "sont les principaux obstacles à l'inclusion et la “valorisation de certains aspects de la culture tsigane dans la salle de classe» et «tutorat (étude, orientation et conseil) les stratégies plus pertinentes.
Descrição: Dissertação apresentada à Universidade Fernando Pessoa como parte dos requisitos para a obtenção do grau de Mestre em Docência e Gestão da Educação, especialização em Administração Escolar e Administração Educacional
URI: http://hdl.handle.net/10284/3535
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