Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10284/3431
Título: Implantes Curtos
Outros títulos: taxas de sucesso, características e factores que possibilitam uma optimização da técnica e do desempenho clínico
Autor: Henriques, Rute Sofia Domingues
Orientador: Nóbrega, Ana Rita
Data de Defesa: 2012
Editora: [s.n.]
Resumo: Desde 1965 em que se colocaram as primeiras próteses osteointegradas sob os princípios de Brånemark a implantologia sofreu uma grande evolução e consiste, hoje, na primeira linha de tratamento em reabilitação oral. A terapia com implantes permite melhorar a qualidade de vida, no que respeita ao conforto, função, fala, estética e auto-estima (Sugerman e Barber, 2002 cit in Nedir et al., 2004) e deve ter uma boa relação custo-benefício, curta duração, deve ser um procedimento simples e de elevada previsibilidade. Um dos desafios na reabilitação com implantes consiste nas limitações de quantidade e qualidade óssea, sendo muitas vezes necessário o recurso a técnicas cirúrgicas avançadas de aumento ósseo, para permitir a colocação de implantes de cumprimento “standard”. A possibilidade do tratamento de áreas maxilares e mandibulares atróficas através de procedimentos menos invasivos e com boa previsibilidade, tem conferido importância ao estudo dos implantes curtos. (Levin, 2008) Santiago Júnior et al. (2010) afirmam que pesquisas da década de 90 mostraram um baixo índice de sucesso para implantes curtos tanto na maxila quanto na mandíbula. Contudo, esses implantes não apresentavam tratamento de superfície, facto este que limita o sucesso clínico, principalmente nas regiões posteriores, com osso de baixa qualidade. Vários estudos concordam que o desenvolvimento do desenho dos implantes, o tratamento da superfície e o aprimoramento das técnicas cirúrgicas, forneceram razões para reavaliação dos resultados prévios, que desencorajavam o uso dos implantes curtos e possibilitaram a confecção de implantes cada vez menores, com características que tornaram sua utilização mais segura, tendo taxas de sobrevida similares às dos implantes longos, além de evitar a realização de procedimentos mais invasivos, como os enxertos ósseos. v Sampaio e Girundi referem alguns factores que podem afectar o sucesso dos implantes curtos, a quantidade e a qualidade óssea, as condições sistémicas dos pacientes, a natureza da dentição oposta, a magnitude de forças e presença de hábitos parafuncionais, a posição do implante na arcada, a técnica cirúrgica, o número, desenho, tamanho, diâmetro e condicionamento da superfície do implante, a altura da coroa protética e tamanho da mesa oclusal, a estabilidade primária do implante e a curva de aprendizagem do médico dentista. Trabalhando estes factores poderão ser alcançadas taxas de sucesso maiores. Since 1965 when the first osteointegrated prosthesis was placed under the principles of the Brånemark implantology has undergone a major evolution and is today the first line of treatment in oral rehabilitation. The implant therapy improve the quality of life, with regard to comfort, function, speech, aesthetics and self-esteem (Sugerman and Barber, 2002 cit in Nedir et al., 2004) and must have a cost-benefit , short duration, must be a simple and high predictability. One of the challenges in the implant rehabilitation consists of limitations of bone quantity and quality, and often requires the use of advanced surgical techniques for bone augmentation, to allow placement of implants standard compliance. The possibility of treating atrophic maxillary and mandibular areas through less invasive procedures with good predictability, has given importance to the study of short implants. (Levin, 2008) Junior Santiago et al. (2010) argue that studies of the 90 showed a low success rate for short implants in both ma xila and mandibule. However, these implants did not have surface treatment, a fact that limits the clinical success, mainly in posterior regions with lower bone quality. Several studies agree that the development of the design of implants, surface treatment and improvement of surgical techniques have provided reasons for reassessment of previous results, which discouraged the use of short implants and implants enabled the manufacturing of smaller and smaller, with features that make their safer use, and survival rates similar to those of long implants, and prevent the realization of more invasive procedures such as bone grafts. Sampaio and Girundi refer some factors that may affect the success of short implants, the bone quantity and quality, the systemic conditions of patients, the nature of the opposing dentition, the magnitude of forces and the presence of parafunctional habits, the implant position in the arcade, the surgical technique, the number, design, size, vii diameter and surface conditioning of the implant, the prosthetic crown height and size of the occlusal table, the primary stability of the implant and the learning curve of the dentist. Working these factors can provide the achievement of higher success rates.
Descrição: Trabalho apresentado à Universidade Fernando Pessoa como parte dos requisitos para obtenção do grau de Mestre em Medicina Dentária
URI: http://hdl.handle.net/10284/3431
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