Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10284/3372
Título: Valeurs Communes et Espaces Mediterraneens
Outros títulos: Albert Camus, Taha Hussein Et Mouloud Mammeri
Autor: Maougal, Mohamed Lakhdar
Palavras-chave: Valeurs communes
Espaces méditerranéens
Albert Camus
Taha Hussein
Mouloud Mammeri
Common values
Mediterranean spaces
Valores comuns
Espaços mediterrâneos
Data: 2012
Editora: Edições Universidade Fernando Pessoa
Citação: MULTIMED – Revue du Réseau Transméditerranéen de Recherche en Communication. Porto. ISSN 2182-6552. 1 (2012) 107-123.
Relatório da Série N.º: MULTIMED – Revue du Réseau Transméditerranéen de Recherche en Communication;1 (2012)
Resumo: La Méditerranée contemporaine va être, dès les débuts du 20e siècle, un creuset de moderné après avoir été longtemps un temple de la tradition. Le formatage culturel et civilisationnel antique aura été surtout gréco romain. Mais il fut exercé au prix du sang et de guerres interminables. Ce qu’il en sera resté, c’est une espèce de ciment persistant mais fragile qui continue à tisser des liens plus ou moins consistants entre les peuples et les pays qui émergeront petit à petit au fil du temps. Le brassage aura été fort fructifiant même s’il fut hypothéqué souvent par le recours aux armes et aux guerres plutôt qu’aux échanges et aux coopérations. Toutefois le bilan peut être considéré globalement positif. La Méditerranée moderne, celle qui se fait sous nos yeux en ces débuts du troisième millénaire, a fini par jeter les bases encore très fragiles d’une synergie portée par des institutions encore trop expérimentales pour être rapidement opératoire et fonctionnelles. Le processus de Barcelone institué vers le milieu de la décennie 90 du siècle et du dernier millénaire peine à se mettre en dynamique. L’handicap majeur parait être l’obsolète et l’inadéquation des valeurs convoquées pour «bouster» cette synergie tant espérée. En rappelant les deux plus graves crises que le processus modernitaire aura connu sur le versant sud de la Méditerranée (1927 en Egypte et 1953-1980 en Algérie) la présente communication se veut une réflexion sur les conditions de la nécessaire émergence de nouvelles valeurs méditerranéennes devant servir de socle pour fonder réellement la Mare Nostrum. Since the aftermath of the 20th century, the contemporary Mediterranean has become the melting pot of modernity after having been for a long time a bulwark of tradition. The antique cultural and civilisational set-up was mainly Greco-roman. But it was the result of bloodshed and interminable wars. What remained of it, is a sort of persisting nevertheless fragile cement that continues to build more or less substantial links between peoples and countries that will emerge little by little through time. The mixing will have proved to be fruitful even if it was frequently hampered by the recourse to wars rather than to exchange and cooperation. However, the assessment can be considered positive in the whole. The Modern Mediterranean, the one which is building up right in front of our eyes in the beginning of this third millennium, has lain still fragile foundations of a synergy itself held by still too experimental institutions to be rapidly operational and functional. The Barcelona Process initiated in the middle of the nineties of the former century, strives hard to find its way to implementation. The main handicap seems to be the obsolete and inadequate values summoned to boost the expected synergy. Keeping in mind the two main crises the modernity process has undergone in the southern side of the Mediterranean (in 1927 in Egypt and 1953-1980 in Algeria), this presentation is put forward as a reflection on the conditions of the necessary appearance of new Mediterranean values that will constitute the foundation of a real mare nostrum. Desde o final do século XX, o Mediterrâneo contemporâneo tornou-se o caldeirão da modernidade, depois de ter sido durante muito tempo um baluarte da tradição. O antigo estatuto cultural e civilizacional foi principalmente greco-romano. Mas foi também o resultado de derramamento de sangue e de guerras intermináveis. O que restou dele é uma espécie de cimento frágil que, no entanto, persiste, e que continua a construir vínculos mais ou menos substanciais entre os povos e países que irão surgir, pouco a pouco, através do tempo. A mistura terá provado ser frutífera mesmo que tenha sido frequentemente prejudicada pelo recurso a guerras, ao invés de intercâmbio e cooperação. No entanto, a avaliação global pode ser considerada positiva. O Mediterrâneo Moderno, aquele que se está a construir em frente dos nossos olhos, no início deste terceiro milénio, tem mantido os seus frágeis alicerces numa sinergia própria das suas instituições, ainda demasiado experimentais para poderem ser rapidamente operacionais e funcionais. O Processo de Barcelona, iniciado em meados da década de noventa do século anterior, esforça-se muito para encontrar o seu caminho para a implementação. O principal obstáculo parecem ser os valores obsoletos e inadequados convocados para aumentar a sinergia esperada. Tendo em mente as duas principais crises de que o processo de modernidade tem sido objecto, no lado sul do Mediterrâneo (em 1927 no Egito e na Argélia 1953-1980), esta apresentação é uma reflexão sobre as condições do aparecimento de novos valores Mediterrâneos, que constituem o fundamento de um verdadeiro mare nostrum.
URI: http://hdl.handle.net/10284/3372
ISSN: 2182-6552
Aparece nas colecções:MULTIMED – Revue du Réseau Transméditerranéen de Recherche en Communication - Nº01 (2012)

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