Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10284/3316
Título: A informação ambiental nos estudos de jornalismo
Outros títulos: análise de investigações realizadas no Brasil e em Portugal
Autor: Barros, Antonio Teixeira de
Orientador: Sousa, Jorge Pedro
Palavras-chave: Antecedentes do jornalismo ambiental no Brasil e em Portugal
Evolução do jornalismo ambiental
Mediatização do ambiente
Esfera pública verde
Data: 2008
Editora: [s.n.]
Resumo: Estudo comparado sobre os antecedentes do jornalismo ambiental no Brasil e em Portugal. O objetivo geral é analisar um conjunto representativo de investigações acadêmicas sobre a relação entre jornalismo e ambiente, a fim de identificar os paradigmas que orientaram essas investigações nos dois países, como vertentes teóricas, metodologias, abordagens e escolhas temáticas. Entre os objetivos específicos estão: (a) periodizar as diferentes fases dos estudos de jornalismo sobre a cobertura da imprensa acerca de temas ambientais no Brasil e em Portugal; (b) identificar os fatores e atores sociais que mais influenciaram as investigações científicas sobre o tema; (c) investigar os antecedentes do ideário ecológico no Brasil e em Portugal que influenciaram diretamente as pesquisas acadêmicas; (d) analisar os principais paradigmas teóricos e analíticos que serviram de suporte aos estudos mencionados; (e) identificar as convergências e dissonâncias entre as análises realizadas nos dois países. A investigação histórica contribui para a compreensão do processo de formação do campo do jornalismo ambiental nos dois países em questão, de forma sistemática, diacrônica e relacional, a partir da interação sócio-histórica de cinco atores sociais: (a) a comunidade científica; (b) as instituições do Estado; (c) os movimentos sociais; (d) os partidos políticos de esquerda, especialmente os partidos verdes; (e) as organizações ambientalistas não-governamentais. A partir desse esquema, correlacionam-se esses diferentes atores ambientais e suas influências na cobertura de imprensa sobre ambiente. O trabalho constata que existem várias semelhanças em relação à formação do ambientalismo no Brasil e Portugal, as quais convergem para a formação do campo jornalístico e de sua cobertura sobre os temas ambientais nos dois países, especialmente no que se refere à abordagem dos media sobre assuntos como proteção à fauna e à flora, combate à poluição, desenvolvimento sustentável, gestão de resíduos sólidos, análise de impactos ambientais e aquecimento global. A perspectiva teórica inclui elementos das Teorias do Jornalismo, como a teoria multifactorial da notícia, que estuda a relação de um fenômeno social com um conjunto de fatores sociais, políticos, históricos, ideológicos. Essa concepção teórica permite o estudo do jornalismo de modo, condizente com as teorias sociais relacionadas à formação de opinião pública, ao funcionamento da esfera pública, ao poder simbólico, à complexidade social e à teoria da ação comunicativa. Entre outras contribuições teóricas para o embasamento da pesquisa proposta, destacam-se a Sociologia do Conhecimento, a Sociologia da Comunidade Científica, a Teoria da Complexidade, e os pressupostos da Escola de Chicago, além de contribuições específicas das teorias do ambientalismo multissetorial. Todos esses aspectos teóricos são explicados e detalhados no capítulo 2, após a contextualização histórica sobre os antecedentes do ambientalismo no Brasil e em Portugal (objeto do capítulo 1). A apresentação da análise é feita em três capítulos, os quais abrangem a emergência do ambiente nos media e as fases da cobertura de imprensa (capítulo 3); as temáticas rurais, as temáticas urbanas e a perspectiva política (capítulo 4); e a anatomia dos estudos sobre jornalismo e ambiente no Brasil e em Portugal do ponto de vista dos eixos teóricos, das fontes de informação e as questões mais relevantes (capítulo 5). Por fim, apresenta-se uma reflexão sobre a relação entre ecologia e esfera pública e as características dessa ecosfera moldada pela mediatização. Esse enfoque permeia praticamente todos os estudos analisados, o que justifica uma abordagem mais detalhada sobre essa tendência. A partir da década de 1990, com a repercussão da Cimeira da Terra (Rio 92), o ambientalismo consolidou-se como fenômeno mediatizado, levando à formação de uma “esfera pública verde”. A mediatização é entendida como um processo social de referência, no qual são incluídos processos sociais específicos que passam a se desenvolver (inteira ou parcialmente) segundo as lógicas dos media.
Descrição: Relatório apresentado à Universidade Fernando Pessoa como parte dos requisitos para obtenção do título de pós-doutoramento em Jornalismo
URI: http://hdl.handle.net/10284/3316
Aparece nas colecções:FCHS (DCEC) - Relatórios Técnico/Científicos

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