Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10284/3314
Título: Auto-conceito e auto-eficácia em crianças/jovens institucionalizados
Autor: Costa, André Moutinho
Orientador: Sacau, Ana
Data de Defesa: 2012
Editora: [s.n.]
Resumo: O presente estudo tem como objectivo geral analisar o nível de auto-conceito e o nível de auto-eficácia em crianças e jovens que se encontram em ambiente institucional, uma vez que são constructos que desempenham um papel significativo na formação da personalidade dos indivíduos. Mais especificamente vai-se averiguar uma possível relação entre o auto-conceito e a auto-eficácia com a idade dos menores, assim como com o motivo de acolhimento institucional, e ainda o tempo de institucionalização e o facto de necessitarem ou não de apoio psicológico. O instrumento utilizado para avaliar o auto-conceito foi a escala “Piers-Harris Children’s Self-Concept Scale” (PHCSCS-2) reduzida a 60 itens por Piers & Herzberg em 2002, com adaptação à população portuguesa por Feliciano Veiga em 2006; o instrumento para avaliar a auto-eficácia foi a escala “Como eu sou”, adaptada à população portuguesa por José Luís Pais Ribeiro em 1995, a partir do “The Self-Efficacy Scale” de Sherer, Maddux, Mercandante, Prentice-Dunn, Jacobs e Rogers (1982). A amostra do estudo é constituída por 61 crianças e jovens que se encontram institucionalizados, todos do sexo masculino e com idades compreendidas entre os 9 e os 22 anos de idade, sendo a média de idades de 15 anos. Em média o tempo de institucionalização apresentado por estes menores é de 41 meses. Os resultados obtidos revelaram que o nível de auto-conceito e de auto-eficácia percepcionado pelos menores institucionalizados encontra-se dentro dos parâmetros normais; verificam-se também a existência de correlações significativas, positivas e moderadas entre ambos os constructos e a idade dos menores, assim como com o tempo de institucionalização. Relativamente aos motivos de institucionalização constatou-se que apenas o motivo “absentismo escolar” apresenta diferenças significativas e apenas em relação ao auto-conceito; por fim verifica-se que os menores que frequentam o apoio psicológico apresentam um menor sentido de auto-conceito e de auto-eficácia em comparação com os restantes que não frequentam o psicólogo. Os resultados obtidos podem ser indicadores de um melhor desempenho das instituições para a formação da personalidade dos menores, atenuando de alguma forma a separação entre os menores e o seu ambiente familiar. The present study aims at analyzing the level of self-concept and self-efficacy in children and young people who are in institutional environment, since they are constructs that play a significant role in shaping the personality of individuals. More specifically goes to investigate a possible relationship between self-concept and selfefficacy with the age of minors, as well as the source of residential care, and even the time of institutionalization and whether or not they need psychological support. The instrument used to assess self-concept were the scale "Piers-Harris Children's Self-Concept Scale" (PHCSCS-2) reduced to 60 items by Piers & Herzberg in 2002, adapted to the Portuguese population in 2006 by Feliciano Veiga; the instrument used to assess self-efficacy were the scale "Como eu sou," adapted to the Portuguese population by Jose Luis Pais Ribeiro in 1995, from "The Self-Efficacy Scale" by Sherer, Maddux, Mercandante, Prentice-Dunn, Jacobs and Rogers (1982). The study sample consists of 61 children and young people who are institutionalized, all male and aged between 9 and 22 years old, with a mean age of 15 years. The average time of institutionalization presented by these children is 41 months. The results revealed that the level of self-concept and self-efficacy perceived by institutionalized children is within normal parameters; also indicate the existence of significant correlations, positive and moderate between the two constructs and the age of minors, as well as with the time of institutionalization. It was also found that the only reason of institutionalization that reveals statistically significant differences is school absenteeism in relation to self-concept; and finally it appears that minors who attend psychological support have a lower sense of self-concept and self- efficacy compared with other’s who does not attend psychological support. The results may indicate a better performance of institutions for shaping the character of the minors attenuate somehow the separation between them and their family environment.
Descrição: Dissertação apresentada à Universidade Fernando Pessoa como parte dos requisitos para a obtenção do grau de Mestre em Psicologia Jurídica
URI: http://hdl.handle.net/10284/3314
Aparece nas colecções:FCHS (DCPC) - Dissertações de Mestrado

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