Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10284/3217
Título: Inteligência emocional e resiliência
Outros títulos: estudo exploratório junto de uma população universitária
Autor: Trindade, Margarida Faro
Orientador: Alves, Sónia Pimentel
Palavras-chave: Inteligência Emocional
Resiliência
Estudantes Universitários
Emotional Intelligence
Resilience
University Students
L'intelligence émotionnelle
La Résilience
Étudients Universitaires
Data de Defesa: 2011
Resumo: O presente trabalho teve como objetivo principal analisar, estudar e caracterizar a inteligência emocional e a resiliência junto de uma amostra de uma população universitária, verificando de que forma estas variáveis se relacionam entre si. Pretendeu-se, ainda, analisar as variáveis da inteligência emocional e da resiliência em função de variáveis sócio demográficas. A amostra foi constituída por 90 participantes universitários de ambos os sexos (67 homens e 23 mulheres), com idades compreendidas entre os 18 e os 58 anos (M=24.84; DP=8.699). Procedeu-se à realização de um estudo exploratório ao qual os participantes responderam a dois instrumentos - Questionário de Competência Emocional – QCE (L. Faria & N. Lima Santos, 2001), a Escala de Avaliação Global de Resiliência – RS (Wagnild & Young, 1993) e a um questionário sócio demográfico. A análise de dados permitiu verificar que existe relação positiva direta e significativa entre o valor total da resiliência (RSTotal) e as sub-escalas da inteligência emocional, percepção emocional (r=0.453; p=0.000), capacidade para lidar com a emoção (r=0.618; p=0.000) e expressão emocional (r=0.569; p=0.000). Baseado no pesquisa em questão, verificou-se que existe relação entre a inteligência emocional e a resiliência, isto é, quando uma variável aumenta, a outra aumenta também. Constatou-se que existem diferenças significativas entre a forma como os estudantes universitários do sexo masculino e do sexo feminino percepcionam as emoções, sendo que as mulheres (M=68.08) apresentam mais capacidade de percepção emocional em comparação com os homens (M=64.2) (t=1.996; p=0.049). Curiosamente não se verificam, diferenças estatisticamente significativas relativamente à resiliência. Com o intuito de comparar a inteligência emocional e a resiliência em função das áreas académicas, verificou-se que os indivíduos da área de Ciências Humanas e Sociais (M=66.16) têm expressão emocional significativamente superior aos de Ciências e Tecnologia (M=60.53) (F=3.628; p=0.031). Mais uma vez, a resiliência não se distingue entre os grupos considerados. Efetivamente, os resultados deste estudo apontam para a existência de uma relação positiva e significativa entre estas duas componentes emocionais – Inteligência Emocional e Resiliência. De algum modo, podemos afirmar que não só o meio envolvente influência o desenvolvimento da inteligência emocional e da resiliência, como também cada uma delas parece potenciar o desenvolvimento da outra. Quando se fala em comportamento adaptativo na inteligência emocional, poderemos estar na presença de um comportamento resiliente, ou seja, um comportamento adaptativo poderá ser o efeito natural de “pensar inteligentemente acerca das emoções”. The main objective of the present research assignment was to analyse, study and characterise emotional intelligence and resilience in a student population sample by investigating how the named variables relate to each other. Moreover, it was intended to examine these variables in terms of social and demographic parameters. The sample consisted of 90 university participants of both sexes (67 males and 23 females), aged between 18 and 58 years (M=24.84; SD=8.699). An exploratory study was carried out using the following tools: Emotional Competence Questionnaire - QCE (L. & N. Faria Lima Santos, 2001); and Global Assessment Scale of Resilience - RS (Wagnild & Young, 1993). Additionally, a purpose built demographic questionnaire was done with informed consent by participants. Data analysis showed that there is significant direct and positive relationship between the total value of resilience (RSTotal) and the subscales of emotional intelligence, emotional perception (r=0.453; p=0.000), ability to deal with emotion (r=0.618; p=0.000) and emotional expression (r=0.569; p=0.000). There is therefore a strong relationship between emotional intelligence and resilience, i.e. based on the present study was found that as one variable increases, so does the other. Significant differences between men and women were found regarding the way in which emotions are perceived, in this case women (M=68.08) had a better capacity for emotional perception in comparison to men (M=64.2) (t=1.996, p=0.049). Interestingly there were no statistically significant differences regarding resilience. Subjects from three different academic areas were compared with regards to emotional intelligence and resilience, it was found that individuals in the area of Humanities and Social Sciences (M=66.16) had a significantly higher emotional expression than those in Sciences and Technology (M=60.53) (F=3.628, p=0.031). Again, resilience did not differ between the groups. Indeed, the results of this study indicate the existence of a positive and significant relationship between these two emotional components - Emotional Intelligence and Resilience. It can be said that, the external environment influences development of emotional intelligence and resilience, but also that each of these parameters appears to enhance the development of one another. With regards to emotional intelligence in adaptive behavior, one may be in the presence of a resilient behavior, or adaptive behavior which could be the natural effect of thinking intelligently about emotions, in other words the intelligent use of emotions. L'objectif principal de cette étude s’était d'analyser, d'étudier et de caractériser l'intelligence émotionnelle et la résilience sur un échantillon d'une population étudiante, en enquêtant sur la façon dont ces variables sont reliées entre eux. L'intention était aussi d'examiner les variables de l'intelligence émotionnelle et la résilience en tant que variables sociodémographiques. L'échantillon se composait de 90 participants universitaires des deux sexes (67 hommes et 23 femmes), âgés de 18 à 58 ans (M=24.84; SD=8.699). On a poursuit un étude exploratoire comprenant la réponse des participants à deux instruments - Questionnaire de la Compétence Émotionnelle - QCE (L. & N. Faria Lima Santos, 2001), Échelle de L'évaluation Mondiale de la Résilience - RS (Wagnild & Young, 1993) et à un questionnaire démographique construit pour cet effet, après consentement éclairé des participants. L'analyse des données a permis de constater une relation directe, positive et significative entre la valeur totale de la résilience (RSTotal) et les sous-échelles de l'intelligence émotionnelle, la perception émotionnelle (r=0.453; p=0.000), la capacité de faire face à l'émotion (r=0.618; p=0.000) et l'expression émotionnelle (r=0.569; p=0.000). Il ya donc un très fort rapport proportionnel entre l'intelligence émotionnelle et la resilience: basé sur l’étude en question, il a été constaté lorsqu'une variable augmente, l’autre augmente aussi. On a aussi constaté des différences importantes dans la façon dont les hommes et les femmes perçoivent les émotions. Tandis que les femmes (M=68.08) sont plus capables d’apercevoir les émotions, par rapport aux hommes (M=64.2) (t=1.996; p=0.049). Curieusement il n'ya pas de différence statistiquement significative en ce qui concerne la résilience. En comparant l'intelligence émotionnelle et la résilience, avec trois différents domaines d'études universitaires, on a constaté que les individus appartenant au domaine des Sciences Humaines et Sociales (M=66.16) ont une expression émotionnelle significativement supérieur par rapport à ceux des Sciences et Techniques (M=60.53) (F=3.628; p=0.031). Encore une fois, la résilience ne présente pas de différences entre les deux groupes. En effet, les résultats de cette étude indiquent l'existence d'une relation positive et significative entre ces deux éléments émotionnels, l'intelligence émotionnelle et la résilience. C’est pourtant possible d’affirmer que non seulement l'environnement influence le développement de l'intelligence émotionnelle et de la résilience, mais aussi que chacun d'entre eux favorise le développement de l'autre. Quand on parle du comportement adaptatif au sein de l'intelligence émotionnelle, on est possiblement en présence d'un comportement résilient, c'est à dire, un comportement adaptatif peut être l'effet naturel d’une pensée intelligente sur les émotions - l'utilisation intelligente des émotions.
Descrição: Dissertação apresentada à Universidade Fernando Pessoa, como parte dos requisitos para a obtenção do grau de Mestre em Psicologia, especialização em Psicologia Clínica e da Saúde
URI: http://hdl.handle.net/10284/3217
Aparece nas colecções:FCHS (DCPC) - Dissertações de Mestrado

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