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Título: Militarismos, “Parapolíticos” e Perfis Populares
Outros títulos: Na Génese e (Des)consolidação do 3.º Império Colonial Português
Autor: Carvalhido, Sérgio Domingos de Araújo
Data de Defesa: 2005
Editora: [s.n.]
Resumo: Militarismos,“Parapolíticos” e Perfis Populares na Génese e (Des)consolidação do 3.º Império Colonial Português, representa um esforço de reflexão sobre as razões que levaram Portugal a insistir em construir em África um Império, mesmo quando a razão parecia sugerir o contrário. Tudo parece apontar para uma resistência mais comprometedora do que racional, algo semelhante à motivação que encontrámos naquele herdeiro, que depois de perder quase tudo, como que se esquecendo de investir em si próprio, se decide desbravar os silvados que julga possuir algures, pensando que assim recuperará o rendimento das terras férteis. Contudo, no caso do povo português, verifica-se a particularidade dessa dterminação não ser genuína, mas ditada por Salazar. É este o fundamento para, centrados na experiência de treze anos de guerra colonial - e sabe-se que a guerra exige, em simultâneo, força de convicções e profissionalismo -, termos procurado discernir sobre as causas, o empenho e as aspirações do povo português, por contraponto à experiência dos povos colonizados da África Portuguesa. Não se pode dizer que, tanto quanto foi possível apurar, Portugal em face do entusiasmo com que se envolveu na guerra tenha sido um exemplo de obstinação, em todo o caso, parece justo considerar-se que o cepticismo geral perante a guerra favoreceu o natural curso do conflito, com a profunda vantagem de obviar a mais graves e danosas perdas para o país do que aquelas que só de uma forma muito optimista se poderia de esperar. Talvez tenha sido essa lucidez que induz cada um dos homens a preferir a paz à exploração das riquezas do seu vizinho: a essência mais pura da liberdade e da maturidade das relações entre dois povos. Abstract Militarisms, “Parapolitics” and Popular Profiles in the Genesis and (De)consolidation of the 3rd Portuguese Colonial Empire, attempts to reflect upon the reasons that led Portugal to insist on building an Empire in Africa, even though reason recommended the opposite. All seems to point out to a compromising, rather than rational, resistance, similar to that urge that one finds in the heir that, after loosing all his possessions, forgets to invest in himself and decides to grub up the woodland that he believes to posses somewhere, so as to recover profitable incomes from his fertile land. However, in the case of the Portuguese people, this resolve was not authentic but rather imposed by Salazar. This is the reason why, focussing on the thirteen years of colonial war – and one knows that war demands for convictions and professionalism – we endeavour on the search for the causes, the commitment and the aspirations of the Portuguese people, in contrast to the experience of the colonised peoples of Portuguese Africa. As far as one can determine, when considering the enthusiasm with which Portugal became involved in the war, one cannot say that it represents an example of perseverance. Nonetheless, it seems fair to consider that the general scepticism regarding the war favoured the natural course of the conflict, with the significant advantage of preventing even more serious and harmful losses to the country, when comparing the losses that only the most optimistic could expect. Perhaps this is the lucidity that induces each man to prefer peace to the exploitation of the wealth of one’s neighbour: the most pure essence of freedom and of maturity in the relationship between two peoples.
Descrição: Dissertação apresentada à Universidade Fernando Pessoa para obtenção do grau Mestre em Relações Internacionais.
URI: http://hdl.handle.net/10284/244
Aparece nas colecções:FCHS (DCPC) - Dissertações de Mestrado

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