Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10284/2406
Título: Procalcitonina como marcador de sepsis neonatal
Autor: Pereira, Dulce Maria Monteiro
Orientador: Almeida, Cristina
Data de Defesa: 2011
Editora: [s.n.]
Resumo: A procalcitonina é uma proteína, produzida nas células C da tiróide, no fígado, macrófagos, pulmão e pâncreas, sendo que a origem parece estar dependente das substâncias estimularas da sua produção. O facto desta ser uma pró-hormona da calcitonina, em nada influencia a produção de PCT, apresentando estas valores diferentes e não correlacionáveis com a primeira perante situações clínicas distintas (Carrol et al., 2002). A procalcitonina é um marcador de fase aguda usado para detectar infecções, sobretudo de origem bacteriana, dado que nas infecções de outra origem, os seus valores de concentração não se alteram significativamente (Bargues et al., 2007). Após uma estimulação imunológica, os valores de procalcitonina aumentam significativamente nas primeiras 3 a 4 horas, atingindo o seu pico máximo ao fim de 6 horas, normalizando 2 a 3 dias após a resolução da infecção. Possui um tempo de semi-vida de 25 a 30 horas. Devido à sua rápida cinética é, assim, possível considerar a procalcitonina um marcador precoce de sepsis. Tem igualmente uma adequada janela de diagnóstico (Carrol et al., 2002). A procalcitonina tem funções biológicas, como mediador da resposta inflamatória estando descrito, por vários autores, ser, então, um marcador importante no diagnóstico e na previsão do outcome da sepsis (Carrol et al., 2002). Também parece ser consensual o elevado valor preditivo negativo (Joram et al; 2006; Kordek et al., 2003). Todas estas características atribuídas à procalcitonina poderão fazer com que este marcador contribua para o uso racional de antibióticos, sobretudo no período neonatal onde caracteristicamente existe uma maior dificuldade no diagnóstico destas situações clínicas. As principais limitações do uso da procalcitonina como marcador de sepsis neonatal é o facto de poder surgir alterada em situações de não sepsis como, por exemplo, diabetes gestacional, asfixia fetal, hipocalcemia, síndrome da aspiração mecónio, doença hemolítica, doença da membrana hialina, hipoglicemia, ressuscitação pós-parto, hemorragia intracraniana, pré-eclampsia materna, amnionite clínica e hipertensão, bem como a administração de tensioactivo intratraqueal, ruptura prolongada de membranas e quando a progenitora está colonizada com Streptococcus grupo B (Lam e Ng, 2008). Procalcitonin is a protein produced in the thyroid C cells in the liver, macrophages, lung and pancreas, although the main source seems that is dependent of the stimulating substances of its production. The fact of the procalcitonin be a pro-hormone of calcitonin doesn’t have any influence in the production of procalcitonin, presenting these different values and won’t be correlated with distinct clinical situations (Carrol et al., 2002). Procalcitonin is an acute phase marker used to detect infections mainly of bacterial origin, considering that in infections with another source the concentrations values do not change significantly (Bargues et al., 2007). After an immunologic stimulation the procalcitonin values considerably increase during the first 3 to 4 hours, reaching its peak at the end of 6 hours and may return to suffer an increase during the subsequent 24 hours if there is a stimulus. Having a long half-life between 25 to 30 hours and normalizing 2 to 3 days after the resolution of the infection. Due to its kinetics is possible to consider the procalcitonin is a sepsis precocious marker as well as having an adequate diagnostic window (Carrol et al., 2002). It has biological functions as a mediator of the inflammatory response, being written by a number of authors, to be, then, one important marker in the diagnostic and in the outcome of sepsis prevision (Carrol et al., 2002). It also seems to be consensual the elevated negative (Joram et al; 2006; Kordek et al., 2003). All these characteristics may contribute to the rational use of antibiotics mainly in the neonatal period where typically exists one major difficulty in diagnostic of these clinical situations. Its main limitations as marker of neonatal sepsis is the fact that it can arise changed in situations of no sepsis, for example, gestational diabetes, fetal asphyxia, hyaline membrane disease, resuscitation postpartum and others (Lam e Ng, 2008).
Descrição: Trabalho apresentado à Universidade Fernando Pessoa como parte dos requisitos para obtenção do grau de Mestre em Ciências Farmacêuticas
URI: http://hdl.handle.net/10284/2406
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