Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10284/2288
Título: Avaliação da actividade antioxidante da folha e fruto da espécie Dracaena draco L
Autor: Santos, Rui Pinho Moreira dos
Orientador: Carvalho, Márcia
Silva, Branca
Data de Defesa: 2011
Editora: [s.n.]
Resumo: O dragoeiro (Dracaena draco L.) é uma espécie arbórea, da família das Dracaenaceas, pertencente à flora da Macaronésia. Trata-se de uma das mais raras espécies arbóreas de Portugal, já mal representada tanto nos Açores como na Madeira. Tradicionalmente, a sua casca preparada por decocção era usada contra a atonia do tubo digestivo, diarreia, males estomacais, impurezas do sangue, catarros pulmonares, hemorragias e também como vermífugo e tónico. Em banhos e fomentos, este decocto era utilizado pela medicina popular no combate a tumores sifílicos. A seiva do tronco e dos ramos, conhecida por sangue-de-drago ou sangue-de-dragão, foi muito utilizada na medicina popular devido às suas propriedades antioxidantes e adstringentes. No entanto, até à data pouco se sabe no que concerne as propriedades biológicas da folha e fruto desta espécie. Por este motivo, o presente trabalho apresenta como objectivo a avaliação da actividade antioxidante de extractos aquosos de folha e fruto de dragoeiro através da sua acção protectora relativamente aos danos oxidativos induzidos por radicais livres em eritrócitos humanos. O 2,2´-azo-bis(2-amidinopropano) (AAPH) foi usado como sistema gerador de radicais livres que atacam a membrana eritrocitária causando várias alterações oxidativas, as quais foram avaliadas neste estudo pela indução da hemólise. Os ensaios realizados mostram uma actividade antioxidante para o extracto do fruto superior ao da folha. Ambos os extractos protegem a membrana do eritrócito da hemólise induzida pelo AAPH de uma forma dependente da concentração de extracto e do tempo de incubação, obtendo-se valores de IC50 de 2,56 ± 0,97 μg/mL para o fruto e de 39,05 ± 11,54 μg/mL para a folha. Dada a reconhecida actividade antioxidante do morango, a actividade anti-hemolítica do fruto de dragoeiro foi comparada com a do morango. O valor de IC50 para o extracto de fruto de dragoeiro foi significativamente superior ao calculado para o extracto de morango (273,84 ± 49,38 μg/mL), o que enfatiza a forte actividade antioxidante do fruto. Em conclusão, os resultados obtidos neste trabalho indicam que a espécie D. draco L., particularmente o fruto, apresenta um considerável potencial antioxidante e sequestrador de radicais livres, o que sugere a sua eventual aplicação na prevenção e/ou tratamento de diversas patologias nas quais os radicais livres estão implicados. The dragon tree (Dracaena draco L.) is a tree that belongs to the Dracaenaceae family, which is natural in the flora of Macaronesia. This is one of the rarest tree species in Portugal, already poorly represented both in the Azores and Madeira. Traditionally its bark was prepared by decoction used against atony of the digestive tract, stomach ailments, impurities of blood, lung phlegm, hemorrhagic diseases and also as a vermifuge and tonic. The decoction was used by popular medicine to fight syphillc tumors in baths and encouragements. The sap from the trunk and branches, also known as the dragon´s blood, was widely used in folk medicine for its astringent and antioxidant properties. However, little is known thus far regarding the biological properties of its leaves and fruits. For this reason, this work is mainly focused in the evaluation of the protective effects of aqueous extracts of the fruit and leaf of the Dragon tree in the oxidative damage induced by free radicals in human erythrocytes. The 2,2’-azo-bis(2-amidinopropane) (AAPH) generates peroxyl free radicals that attack the erythrocyte membrane and cause various oxidative changes, which were evaluated in this study by induction of hemolysis. Our results show that fruit extract presents an antioxidant effect more potent than the leaf. Both extracts protect the erythrocyte membrane from hemolysis induced by AAPH in a time- and concentration-dependent manner, with IC50 values of 2.56 ± 0.97 μg/mL and 39.05 ± 11.54 μg/mL for fruit and leaf extracts, respectively. Strawberry extract was used as a control for comparison purposes, since it is a well documented antioxidant red fruit with recognized biologically significant effects. The IC50 value calculated for D. draco fruit extract was significantly higher than that of strawberry extract (273.84 ± 49.38 μg/mL), which emphasize the strong antioxidant activity of the fruit. In conclusion, these results suggest D. draco L. species, mainly its fruit, as a promising source of natural antioxidants with potential use in the prevention and/or treatment of diseases mediated by free radicals.
Descrição: Trabalho apresentado à Universidade Fernando Pessoa como parte dos requisitos para obtenção do grau de Mestre em Ciências Farmacêuticas
URI: http://hdl.handle.net/10284/2288
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