Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10284/2282
Título: Neurotoxicidade da “Ecstasy” na linha celular dopaminérgica humana SH-SY5Y
Autor: Leite, Rosa Manuela do Couto
Orientador: Capela, João Paulo Soares
Data de Defesa: 2011
Editora: [s.n.]
Resumo: A “ecstasy” (3,4-metilenodioximetanfetamina ou MDMA) é uma droga de abuso psicoestimulante usada, principalmente pelos jovens em contextos recreativos. São conhecidos os efeitos neurotóxicos tanto em animais de laboratório, como em humanos. A maioria dos estudos experimentais em animais de laboratório e estudos clínicos em humanos foca essencialmente os efeitos agudos e a longo prazo da MDMA na função serotoninérgica, embora se encontre reportada toxicidade dopaminérgica e noutros neurónios pertencentes a outros sistemas cerebrais. Por outro lado, as experiências em modelos animais demonstram que não só a MDMA, mas também os seus metabolitos podem desempenhar um papel fulcral na sua neurotoxicidade. Este trabalho teve como objectivo estudar a neurotoxicidade da MDMA em células humanas dopaminérgicas, após uma exposição aguda e crónica à substância. A linha celular usada como modelo in vitro foi a SH-SY5Y, derivada de um neuroblastoma humano, sendo um modelo in vitro bastante usado na investigação de fenómenos neurotóxicos que envolvam o sistema dopaminérgico. Após exposição das células às concentrações de MDMA de respectivamente 1,0 mM, 0,1 mM e 0,01 mM, por diferentes períodos de incubação (24 horas, 72 horas e 1 semana). Após avaliação da função mitocondrial, pelo teste do MTT verificou-se que a MDMA não produzia perda da viabilidade celular em nenhuma das concentrações e tempos usados. Os resultados obtidos, embora não apresentem significado estatístico, verificou-se uma ligeira diminuição da actividade mitocondrial com o aumento da dose e frequência de consumo de MDMA. A partir destes resultados, pode concluir-se que a neurotoxicidade induzida pela MDMA não é provocada apenas pela sua acção directa mas sim pela acção conjunta dos seus metabolitos tóxicos, associados à hipertermia e ao aumento do stress oxidativo a nível cerebral. “Ecstasy” (3,4-methylenedioxymethamphetamine or MDMA) is a psichostimulant drug of abuse used, mainly, by the young people in recreational settings. Neurotoxic effects are known both in animals and humans. Most experimental studies in laboratory animals and human clinical studies, focuses mainly on the acute and long-term effects of MDMA on serotonergic function, although dopaminergic toxicity is also reported, as well is reported in neurons which belongs to other cerebral systems. Moreover, experiments in animal models demonstrate that not only MDMA but also its metabolites may play a pivotal role in its neurotoxicity. This work aimed to study the neurotoxicity of MDMA in dopaminergic human cells after an acute and chronic exposure to the substance. The cell line used as in vitro model was the SH-SY5Y, derived from a human neuroblastoma. This cell line is an in vitro model widely used in the investigation of neurotoxic phenomena involving the dopaminergic system. After exposure of cells to concentrations of MDMA of respectively 1,0 mM, 0,1 mM and 0,01 mM, for different incubation periods (24 hours, 72 hours and 1 week). After evaluation of mitochondrial function by MTT test, showed that MDMA produced no loss of cell viability in any of the concentrations and times used. The obtained results, although not statistical significance, there was a slight decrease in mitochondrial activity with increasing dose and frequency of use of MDMA. From these results, it can be concluded that the neurotoxicity induced by MDMA is not caused only by its direct action, but by the joint action of their toxic metabolites, associated with hipertermia and increased oxidative stress in the brain.
Descrição: Trabalho apresentado à Universidade Fernando Pessoa como parte dos requisitos para obtenção do grau de Mestre em Ciências Farmacêuticas.
URI: http://hdl.handle.net/10284/2282
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