Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10284/2239
Título: Determinação do teor de sódio em cereais de pequeno-almoço por espectrofotometria de emissão com atomização em chama
Autor: Freixo, Susana Braga
Orientador: Souto, Renata
Pimenta, Adriana
Data de Defesa: 2010
Editora: [s.n.]
Resumo: O ritmo acelerado da vida moderna e o aumento do número de pessoas a viverem sozinhas determinaram grandes mudanças nos seus hábitos alimentares (Černohorský et al., 2008). Cada vez existe menos tempo disponível para a confecção de refeições, o que, em parte, contribuiu para o rápido progresso da tecnologia dos alimentos industrializados, entre os quais os cereais de pequeno-almoço (Krejčová et al., 2007). Contudo, apesar da praticidade que trouxeram, muitos alimentos industrializados têm um elevado teor em sal (Food Standards Agency, 2003). Vários estudos têm sugerido que a ingestão excessiva de sódio, na forma de sal, contribui para o desenvolvimento de diversas patologias, tais como a hipertensão arterial, apesar de ainda permanecer por determinar quais os mecanismos de acção que os desencadeiam (Polónia et al., 2006). Por essa razão, a Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que a ingestão diária de sal em adultos não exceda 5 gramas (OMS, 2003). Os cereais de pequeno-almoço foram desenvolvidos nos finais do século XIX na América e introduzidos na Europa no início do século XX (McKevith, 2004). Desde aí verificou-se uma intensa popularização destes alimentos devido à sua facilidade de preparação e ao facto de se tratarem de boas fontes de energia e nutrientes (Villanueva et al., 2000). Em Portugal a adesão a estes alimentos foi notória, tendo-se tornado em 2000/2001 no segundo país da União Europeia com maior consumo per capita de cereais, atingindo um valor de 129,4 kg/habitante/ano (Instituto Nacional de Estatística, 2003). Apesar dos cereais de pequeno-almoço não terem propriamente um elevado teor em sal (cada porção de 30 g de cereais corresponde, em média, a 2,6% da dose diária recomendada de sódio para um adulto e a 10,6% para uma criança entre os 7 aos 10 anos), a popularização destes alimentos e a frequência com que são consumidos, principalmente pelas crianças, torna interessante o seu controlo e a quantificação, de modo a verificar qual o impacto deste tipo de alimentos na dose diária de sal. Este trabalho teve como objectivo a determinação do teor em sódio em cereais de pequeno-almoço e a respectiva análise do seu contributo para a dose diária de sal recomendada O método seleccionado para a determinação do teor sódio em cereais de pequeno-almoço baseia-se na espectroscopia de emissão com atomização em chama. Procedeu-se à avaliação das características de desempenho desta metodologia, apresentando um intervalo de linearidade compreendido entre 0,05-2 mg/L e um limite de detecção de 0,002 mg/L. A precisão dos resultados revelou-se adequada tendo sido obtidos valores de desvio padrão relativos inferiores a 7% em ensaios de repetibilidade e 9% em estudos de precisão intermédia. Fez-se, igualmente, um estudo da possível interferência de elementos presentes nestas amostras (potássio, cálcio e magnésio), do qual se concluiu que nenhum dos minerais analisados interfere significativamente nas determinações do sódio, para as concentrações testadas. O método desenvolvido foi aplicado à determinação de sódio em doze amostras de cereais de pequeno-almoço. A exactidão dos resultados foi também avaliada não tendo sido observadas diferenças estatisticamente significativas entre os resultados obtidos e os esperados. Verificou-se que os níveis de sódio são muito distintos de amostra para amostra, tendo variado entre 0,1 e 0,9 g Na/100 g cereal. Daqui se pode concluir que há cereais que contribuem mais significativamente do que outros para a dose diária recomendada, havendo alguns cujo impacto é significativo e outros em que é quase desprezável. Assim sendo, o consumidor deve estar ciente da existência destas diferenças de modo a tomar uma escolha mais adequada e sensata destes alimentos face ao seu estado de saúde, idade e frequência de consumo pretendida. The fast rithm of modern life and increasing the number of people living alone brought about dramatic changes in their eating habits (Černohorský et al., 2008). The time available to prepare meals is progressively smaller, contributing to the fast development of food technology, including breakfast cereals (Krejčová et al., 2007). However, despite their convenience, many processed foods have a high salt content (Food Standards Agency, 2003). Several studies have suggested that excessive intake of sodium, in the form of salt, contributes to the development of a number of diseases (such as hypertension) although the mechanisms of action that the trigger them, remain to be determined (Polónia et al., 2006). For this reason, the World Health Organization suggests that the daily intake of salt by adults does not exceed 5 grams (OMS, 2003). The breakfast cereals were developed in the late XIX century in America and introduced in Europe in the early XX century (McKevith, 2004). Since then, its use has become popular due to the ease of preparation and the fact that they are good sources of energy and nutrients (Villanueva et al., 2000). In Portugal, the increase in the consumption of these products was evident, reaching a value of 129.4 kg / capita / year (Instituto Nacional de Estatística, 2003) in 2000/2001, which puts us in the place of second European Union country with highest per capita consumption breakfast cereals. Although breakfast cereals are not considered foods with a high salt content (each 100 g portion corresponds, on average, to 8% of the daily recommended sodium for an adult and 33% for a children between 7 to 10 years), the popularity of these products and the frequency with which they are consumed, especially by children, make it important to monitor and quantify their sodium content, in order to assess the their contribution to the daily dose of salt. The aim of this study was to determine the sodium content in several samples of breakfast cereals and estimate their contribution to the daily dose of salt.The methodology used was based on atomic emission spectroscopy with flame atomization. The procedure had a linear range between 0.05 to 2 mg/L and a detection limit of 0.002 mg/L. Precision of the results proved to be adequate - relative standard deviation lower than 7% and 9 were obtained in repeatability trials and intermediate precision studies, respectively. Studies of the possible influence of other elements present in cereals (potassium, calcium and magnesium) on the analytical signal, were also performed. At the concentration levels tested, none of the analyzed minerals significantly interferes. The method was successfully applied to the determination of sodium in twelve samples of breakfast cereals. Accurate results were obtained since there was no evidence of statistical differences amongst the results achieved and those expected (provided by the manufacturer). Sodium levels ranging from 0.1 to 0.9 g Na/100g cereal were found in diverse samples, giving evidence of significant differences on their sodium content. Therefore, the contribution of such products to the recommended daily dose salt will be markedly different with some where the impact is significant and others where it is almost negligible. Consumers should be aware of such a difference in order to make appropriate choices according to their health, age and frequency of consumption of breakfast cereals.
Descrição: Trabalho apresentado à Universidade Fernando Pessoa como parte dos requisitos para obtenção do grau de Mestre em Ciências Farmacêuticas
URI: http://hdl.handle.net/10284/2239
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