Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10284/1567
Título: Crenças e representações sociais dos adolescentes sobre a violência interpessoal
Autor: Machado, Lúcia Maria Gonçalves da Silva
Orientador: Sani, Ana Isabel
Data de Defesa: 2010
Editora: [s.n.]
Resumo: Este trabalho principia com um capítulo teórico, no qual se aborda o conceito, as tipologias de violência, a distinção entre violência e agressividade e violência versus crime, sucedendo-se uma revisão bibliográfica sobre as crenças dos adolescentes sobre a violência interpessoal. Este capítulo termina com uma abordagem a estudos sobre crenças de adolescentes sobre a violência. Para melhor compreender a problemática das crenças dos adolescentes sobre a violência interpessoal, na população portuguesa, realizamos um estudo empírico. O mesmo foi composto por uma amostra de 522 estudantes do ensino secundário da Zona Norte (Porto, Bragança, Vila Real, Aveiro e Viana do Castelo), de ambos os géneros e com idades entre os 15 e os 19 anos. A recolha dos dados quantitativos foi realizada através do instrumento Escala de Crenças da Criança sobre a Violência de Sani (2003). Os resultados obtidos vão essencialmente de encontro aos dados da revisão bibliográfica realizada, na medida em que a maioria dos sujeitos justificam os seus actos violentos em determinantes individuais (a afirmação: “o álcool é o responsável pela violência das Pessoas” tem um nível de concordância de 81.2%), determinantes socioculturais (a afirmação: “Para uma pessoa magoar outra tem que haver um motivo” tem um nível de concordância de 74.3%) e determinantes etiológicas (a afirmação “A violência tem a ver com o poder exercer controlo” tem um nível de concordância de 67.9%). No entanto as determinantes socioculturais foram as que apresentaram maior nível de discordância, como se pode verificar nas seguintes afirmações: “ As mulheres têm direitos diferentes dos homens e por isso mais vale aguentar a violência” com um nível de discordância de 93.7%; “Os homens têm mais direito de bater nos outros do que as mulheres” com um nível de discordância de 90.6% e “ As crianças têm direitos diferentes dos adultos e por isso mais vale não contar que são maltratadas “ com um nível de discordância de 91.4%. Os resultados revelam ainda a existência de diferenças estatisticamente significativas para o valor total da ECCV e nos factores relativos aos determinantes socioculturais, individuais e educativas em função do género e níveis etários. This work begins with a theoretical chapter, which addresses the concept, the violence typologies, the distinction between violence and aggressiveness and violence versus crime, followed by literature review about the adolescents' beliefs on the interpersonal violence. This chapter ends with an approach to studies about adolescents' beliefs on the violence. For best to understand the problem of the adolescents' beliefs on the interpersonal violence, in the Portuguese population, we accomplished an empiric study. The same was composed by a sample of 522 secondary school students of the North Area (Porto, Bragança, Vila Real, Aveiro and Viana do Castelo), of both gender and aged between 15 and the 19 years. The collection of quantitative data was performed using the instrument Escala de Crenças da Criança sobre Violência by Sani (2003). The obtained results are going essentially from encounter to the data from the literature review, in the measure in that most of the subjects justifies their violent acts in individual decisive (the statement: "the alcohol is the responsible for the violence of the People" has a level of agreement of 81.2%), decisive sociocultural (the statement: "For a person to hurt another has there to be a reason" has a level of agreement of 74.3%) and decisive etiological (the statement “the violence has to do with the power exercise control" has a level of agreement of 67.9%). But however the decisive ones sociocultural they were the ones that presented larger disagreement level, as she can verify in the following statements: " The women are entitled different from the men and for that more it is worth to tolerate the violence" with a level of disagreement of 93.7%; " The men have more right of beating in the other ones than the women" with a level of disagreement of 90.6% and " The children are entitled different from the adults and for that more it is worth not to count that are battered " with a level of disagreement of 91.4%. The results still reveal the existence of a statistically significative for the total value of ECCV and in the relative factors to the decisive sociocultural, individual and educational in function of the gender and age levels.
Descrição: Dissertação de Mestrado apresentada à Universidade Fernando Pessoa como parte dos requisitos para obtenção do grau de Mestre em Psicologia, especialização em Psicologia da Saúde e Intervenção Comunitária.
URI: http://hdl.handle.net/10284/1567
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