Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10284/1545
Título: Estratégias de coping em crianças vítimas de abuso sexual
Autor: Barros, Daniela Raquel da Silva
Orientador: Sani, Ana Isabel
Palavras-chave: Abuso sexual
Estratégias de coping
Resiliência
Sexual abuse
Strategies of coping
Resilience
Data de Defesa: 2009
Editora: [s.n.]
Resumo: O presente estudo, intitulado “Estratégias de Coping em Crianças Vítimas de Abuso Sexual” tem como principal objectivo investigar as estratégias de coping adoptadas por crianças vítimas e não vítimas de abuso sexual, no sentido de compreender quais os tipos de estratégias mais usados para lidar com as situações stressoras. A pertinência da problemática justificou a realização da presente investigação que contemplou uma metodologia quantitativa e qualitativa, através da execução de dois estudos. No primeiro estudo participaram 56 crianças de ambos os sexos, com idades compreendidas entre os 8 e os 12 anos, subdivididas em dois grupos: um composto por 28 crianças vítimas de abuso sexual, que frequentavam as consultas externas de Psicologia Clínica, no Centro Hospitalar do Alto Minho (C.H.A.M) e um segundo grupo de crianças provenientes de um escola pública da região norte do país. Para avaliar as estratégias de coping recorreu-se ao Schoolagers’ Coping Strategies Inventory (SCSI), administrados após consentimento informado. Os resultados da investigação demonstram que existem diferenças significativas na escala de frequência, uma vez que as crianças vítimas de abuso sexual utilizam mais estratégias do tipo distracção cognitiva e comportamental e do tipo activas comparadas com as crianças que não foram vítimas. Em relação aos restantes resultados não se encontrou diferenças estatisticamente significativas. Os resultados permitiram verificar que as crianças vítimas de abuso sexual podem desenvolver estratégias que as ajudem a enfrentar os problemas internos e/ou externos e que as estratégias de coping podem variar de acordo com os contextos nos quais a pessoa interage, com o suporte familiar e social e com a capacidade de adaptação a acontecimentos stressantes. No estudo qualitativo participaram 10 crianças, 5 do sexo feminino e 5 do sexo masculino, pertencentes ao primeiro grupo supramencionado, que foram sujeitas a uma entrevista semi-estruturada, com o objectivo de compreender em profundidade os mecanismos usados por estas na adaptação à crise. Os resultados do estudo demonstram que o grupo de crianças que utilizou um maior número de estratégias de coping possui características pessoais positivas como a autonomia, auto-estima e orientação social positiva, apontadas como factores que favorecem os processos de resiliência. The present study, entitled "Strategies for Coping in Children Victims of Sexual Assault" is to investigate the coping strategies adopted by children victims and not victims of sexual abuse, to understand what types of strategies used to deal with more the situations stressoras. The relevance of the problem justified the conduct of this investigation that included a quantitative and qualitative methodology, through the implementation of two studies. In the first study involved 56 children of both sexes, aged between 8 and 12 years, subdivided into two groups: one composed of 28 child victims of sexual abuse, who attended the outpatient Clinic of Psychology in the Hospital Alto Minho (CHAM) and a second group of children from a public school in the north of the country. To evaluate the coping strategies used to the Schoolagers' Coping Strategies Inventory (SCSI), administered after informed consent. Research results show that there are significant differences in the scale of frequency, since the child victims of sexual abuse used more strategies of cognitive and behavioral distraction type and type of active compared with children who were not victims. For the remaining results are not found statistically significant differences. The results showed that the child victims of sexual abuse may develop strategies that help to deal with internal and/or external and that coping strategies may vary according to the contexts in which the person interacts, with the family and social support and the ability to adapt to stressful events. In the qualitative study involved 10 children, 5 of feminine sex and 5 of the masculine sex, belonging to the first group mentioned above, which were subject to a semi-structured, with the aim to understand in depth the mechanisms used by them to adapt to the crisis. The results show that the group of children who used a greater number of coping strategies have positive personal characteristics such as autonomy, self-esteem and positive social orientation, identified as factors that foster the processes of resilience.
Descrição: Dissertação de Mestrado apresentada à Universidade Fernando Pessoa como parte dos requisitos para obtenção do grau de Mestre em Psicologia, especialização em Psicologia Clínica e da Saúde.
URI: http://hdl.handle.net/10284/1545
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