Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10284/1137
Título: Médico-dentista / Laboratório de prótese dentária
Outros títulos: comunicação e conhecimento
Autor: Palancha, Ana Angelina Fernandes Seixas Carlos
Orientador: Gavinha, Sandra
Data de Defesa: 2009
Resumo: Para que o sucesso de uma reabilitação oral seja alcançado é necessário que o Médico- Dentista e o Técnico de Prótese Dentária estabeleçam uma relação de trabalho baseada numa comunicação clara e efectiva. No entanto, na prática clínica esta comunicação é muitas vezes desvalorizada, resultando frequentemente numa sucessão de malentendidos que em nada beneficiam o trabalho final. Com base numa pesquisa bibliográfica alusiva à importância da comunicação entre os Consultórios e os Laboratórios de Prótese Dentára, utilizando as palavras-chave “dentist”, “tecnician”, “communication” e “relationship”, e através dos motores de busca Science Direct e Pubmed, foi realizado um estudo observacional com o intuito de identificar e avaliar o tipo de comunicação entre Médicos-Dentistas e os Técnicos de Prótese Dentária. Procurou-se caracterizar e compreender o nível de conhecimentos dos primeiros acerca do trabalho laboratorial, e dos segundos sobre os procedimentos clínicos, assim como estimar a razão de Técnicos de Prótese Dentária que executam actos clínicos, no seu próprio Laboratório ou em Clínicas dirigidas por Médicos- Dentistas. Neste sentido foi utilizada a técnica de questionário através da aplicação de inquéritos individuais a 99 Médicos-Dentistas e a 55 Técnicos de Prótese Dentária, entre Julho e Fevereiro de 2009. Após a análise estatística verificou-se que ambos os grupos profissionais elegem o telefone (54%) como o meio de contacto habitual, seguindo-se a ficha de acompanhamento de trabalho (19%). Para os Médicos-Dentistas a principal razão para trabalhar ou mudar de Laboratório prende-se com a incapacidade dos laboratórios em satisfazer os requisitos técnicos de cada trabalho (32,3%) e com a qualidade de trabalho (58%), enquanto os Técnicos de Prótese Dentária entendem ser o preço praticado em cada uma das áreas da prótese (52,7% e 72%, respectivamente). Também se verificou que um número considerável de Médicos-Dentistas (48%) tem um Técnico de Prótese Dentária a realizar tarefas clínicas no seu consultório. No entanto, a maioria (80,8%) afirmou não aprovar que os Técnicos de Prótese Dentária executem procedimentos clínicos. Por seu lado, os TPDs são da opinião que os devem executar (67,3%). Concluiu-se para a amostra estudada que, actualmente, existem obstáculos que impedem que a comunicação seja clara, eficiente e eficaz. A má qualidade da informação escrita na PDT constitui um destes obstáculos. Os resultados obtidos mostram que as duas classes profissionais não conhecem ou não agem de acordo os limites das suas competências. As questões levantadas neste estudo carecem de uma cuidadosa reflexão pelas duas classes profissionais, de forma a melhorar a qualidade final das reabilitações protéticas, pois uma verdadeira parceria beneficia o consultório, o laboratório e, principalmente, os pacientes. For the achieveness of a successfuly oral rehabilitation it is necessary that the Dentist and Dental Tecnhician establish a working relationship based on clear and effective communication. However, in practice this communication is often depreciated, resulting in a series of misunderstandings which would not benefit the final work. Based on a literature search concerning to the value of communication between the Office and Dental Laboratories and using the keywords "dentist", "technician", "communication" and "relationship", through search engines and Science Direct Pubmed, an observational study was delivered in order to identify and evaluate the type of communication between Dentists and Dental Tecnhicians. We persued to characterize and understand the level of knowledge of the Dentists about the laboratory stages, and the level of knowledge of the Dental Technicians about clinical procedures; and estimate the ratio of Dental Technicians that perform medical acts, in their own laboratory or in clinics run by Dentists. The technique used was the application of a individual questionnaire survey to 99 Dentists and 55 Dental Technicians, between July and February 2009. After a statistical analysis it was found out that both professional groups elect the phone (54%) as the usual means of contact, followed by the work prescription (19%). For Dentists the main reason to work or change of laboratory deals with the inability of laboratories to meet the technical requirements of each job (32,3%) and the quality of work (58%), while the Dental Technician means to be the price in each area of the prosthesis (52,7% and 72%, respectively). It was also found that a substantial number of Dentists (48%) has a Dental Technician that performs tasks in their Dental Office. However, the majority (80.8%) said that does not approve the Dental Technicians to perform clinical procedures. On the other hand, the TPDs stand for that they should perform it (67.3%). For the studied sample we can accomplish that there are obstacles that restrain the communication to be clear, efficient and effective. The poor quality of written information in PDT is one of these barriers. The results show that the two professional groups do not know or do not act according to the limits of their skills. The issues raised in this study require a careful reflection by the two professional classes, in order to improve the final quality of the prosthodontic rehabilitation, as a true partnership benefits the Office, the Laboratory and especially the patients.
Descrição: Monografia apresentada à Universidade Fernando Pessoa para obtenção do grau de Licenciada em Medicina Dentária
URI: http://hdl.handle.net/10284/1137
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