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Título: Qualidade de vida do doente oncológico
Outros títulos: comparação entre a avaliação realizada pelo doente e pelo cuidador
Autor: Oliveira, Rosa Alexandra Tavares
Orientador: Silva, Isabel
Data de Defesa: 2005
Editora: [s.n.]
Resumo: A doença oncológica é uma doença crónica que representa grande morbilidade e morte. Apesar dos avanços tecnológicos permitirem prolongar a vida destes doentes, tanto a doença como os tratamentos, causam sofrimento e afectam a sua Qualidade de Vida (QdV). Um dos maiores objectivos das intervenções com os doentes oncológicos é proporcionar a melhor qualidade de vida ao doente. No entanto, é frequente a dificuldade em determinar a Qualidade de Vida Relacionada com a Saúde para alguns doentes com cancro, devido a problemas psicológicos e cognitivos que limitam a sua capacidade de completar questionários. Desta forma, o cuidador do doente, surge como um meio natural de medir indirectamente a QdV do doente. O objectivo deste presente estudo foi examinar o acordo entre a qualidade de vida do doente oncológico avaliada pelo próprio e pelo seu cuidador. Participaram no estudo 99 doentes oncológicos e os seus respectivos cuidadores. Foi utilizado o questionário Quality of life questionnaire of cancer (QLQ-C30) da European Organization for Research and Treatment of Cancer, Study Group on Quality of Life (EORTC). A relação entre as respostas do doente e do cuidador ao longo das subescalas do QLQ-C39 variou entre moderada e elevada (entre r = 0,49 para a subescala funcionamento social e r = 0,79, para a subescala perda de apetite). Encontraram-se diferenças estatisticamente significativas entre os doentes e seus cuidadores para as subescalas funcionamento físico e fadiga. De uma forma geral, os cuidadores avaliam o doente como tendo pior QdV do que ele próprio, relatando maior incapacidade e maior grau de sintomas. Os resultados sugerem que os cuidadores apenas podem fornecer informação válida acerca da QdV do doente oncológico para os domínios do questionário onde a correlação foi elevada, contudo, é necessário ter cuidado ao usar a informação sobre os domínios funcionamentos físico, funcionamento emocional e para a fadiga, para os quais a diferença de médias entre os dois grupos foi estatisticamente significativa.
Descrição: Monografia apresentada à Universidade Fernando Pessoa como parte dos requisitos para obtenção do grau de licenciada em Psicologia
URI: http://hdl.handle.net/10284/1064
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